quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Iya Ori nunca existiu, Orunmila? 





Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Durante todos esses anos eu já ouvi tantas inverdades, crendices e lendas que não me admiro ver tantas novidades em nossa religião.

Sobre Iya Ori então, eu fico impressionado como isso foi divulgado. Dizer que Iya Ori (Yemonja) ou qualquer Orisa que tenha esse título seja a dona de todas as cabeças... é de deixar  pensando o porquê de tanta desinformação.

A divindade que é considerada como “aquela que molda as cabeças”, é o Orisa Ajala, e a que habita as cabeças, se é que podemos dizer assim, para facilitar o entendimento das pessoas iniciadas recentemente ou leigas, é Ori.
Eu cultuo Yemonja e considero um belíssimo Orisa, mas daí atribuir a essa linda divindade algo que não é verdade, não faz parte de nossa forma de ver a religião
.
Sobre o bori então... eu fico impressionado com alguns procedimentos. Oferecer peixe e canjica para todas as cabeças é um atestado de incompetência comum aos supostos sacerdotes.
Se o Ori esta ligado ao odu, e existe 256 odus diferentes, a grosso modo, teríamos no mínimo 256 tipos de bori. Mas a verdade é que esse procedimento não segue nenhuma regra e sim, uma orientação de Ifa ocasional.

Dependendo da consulta feita ao jogo, pode sim ser orientado um bori àquela pessoa em um determinado momento. Os componentes do mesmo seguem uma orientação pessoal e específica diante daquela circunstância.

Cada pessoa em um determinado momento da vida necessita de um tipo de bori que supra as suas carências, é responsabilidade do sacerdote identificar as mesmas com precisão.
Podemos citar um exemplo: quando a pessoa precisa de um novo caminho na vida profissional, nesse tipo de bori, devem existir elementos ligados ao Orisa Ogun. Essa regra pode ser usada como forma de identificar as comidas, e outras substâncias a serem usadas no ritual.

ODU OGUNDA MEJI


Ori, eu te saúdo!
Aquele que é sábio,
Foi feito sábio pelo próprio Ori.
Aquele que é tolo,
Foi feito mais tolo que um pedaço de inhame,
Pelo próprio Ori!
Seria muito importante que todas as pessoas tivessem acesso a literaturas que indicam os procedimentos a serem seguidos em nossa religião. Infelizmente isso não é possível, sendo assim, vamos tentar contribuir com algumas informações, sem querer ser o dono da verdade, mas também não compactuando com essa total falta de informação existente.

Todo Ori, embora criado bom, acha-se sujeito a mudanças; a própria conduta do homem pode transformar negativamente os pré-requisitos de nossa existência por nós escolhidos diante de Ajala.

Iya Ori nunca existiu, Orunmila? 





Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Durante todos esses anos eu já ouvi tantas inverdades, crendices e lendas que não me admiro ver tantas novidades em nossa religião.

Sobre Iya Ori então, eu fico impressionado como isso foi divulgado. Dizer que Iya Ori (Yemonja) ou qualquer Orisa que tenha esse título seja a dona de todas as cabeças... é de deixar  pensando o porquê de tanta desinformação.

A divindade que é considerada como “aquela que molda as cabeças”, é o Orisa Ajala, e a que habita as cabeças, se é que podemos dizer assim, para facilitar o entendimento das pessoas iniciadas recentemente ou leigas, é Ori.
Eu cultuo Yemonja e considero um belíssimo Orisa, mas daí atribuir a essa linda divindade algo que não é verdade, não faz parte de nossa forma de ver a religião
.
Sobre o bori então... eu fico impressionado com alguns procedimentos. Oferecer peixe e canjica para todas as cabeças é um atestado de incompetência comum aos supostos sacerdotes.
Se o Ori esta ligado ao odu, e existe 256 odus diferentes, a grosso modo, teríamos no mínimo 256 tipos de bori. Mas a verdade é que esse procedimento não segue nenhuma regra e sim, uma orientação de Ifa ocasional.

Dependendo da consulta feita ao jogo, pode sim ser orientado um bori àquela pessoa em um determinado momento. Os componentes do mesmo seguem uma orientação pessoal e específica diante daquela circunstância.

Cada pessoa em um determinado momento da vida necessita de um tipo de bori que supra as suas carências, é responsabilidade do sacerdote identificar as mesmas com precisão.
Podemos citar um exemplo: quando a pessoa precisa de um novo caminho na vida profissional, nesse tipo de bori, devem existir elementos ligados ao Orisa Ogun. Essa regra pode ser usada como forma de identificar as comidas, e outras substâncias a serem usadas no ritual.

ODU OGUNDA MEJI


Ori, eu te saúdo!
Aquele que é sábio,
Foi feito sábio pelo próprio Ori.
Aquele que é tolo,
Foi feito mais tolo que um pedaço de inhame,
Pelo próprio Ori!
Seria muito importante que todas as pessoas tivessem acesso a literaturas que indicam os procedimentos a serem seguidos em nossa religião. Infelizmente isso não é possível, sendo assim, vamos tentar contribuir com algumas informações, sem querer ser o dono da verdade, mas também não compactuando com essa total falta de informação existente.

Todo Ori, embora criado bom, acha-se sujeito a mudanças; a própria conduta do homem pode transformar negativamente os pré-requisitos de nossa existência por nós escolhidos diante de Ajala.

Segundo orisa no Ifá não existe.





Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Em nosso país, precisamos de um grande movimento buscando formas de informar melhor sobre nossa religião.
No dia-a-dia é flagrante a falta de um material para a pesquisa dos interessados em aprender sobre o culto aos orisas.

Um erro comum é no que diz respeito ao chamado Juntó, a mistura de religiões no Brasil é responsável pela idéia errada que toda pessoa precisa ter um segundo Orisa, muitas vezes sendo passada a idéia de que o indivíduo necessita de um pai e uma mãe espiritual.

Só existe uma feitura. Para os outros orisas a pessoa é somente iniciada no culto, conforme orientação de Ifa.
O ponto que vou abordar agora vai criar uma grande polêmica, mas é preciso fazer isso.
Não existe no culto aos Orisas, em território yoruba, a mínima possibilidade de uma pessoa ser montada por dois Orisas, sendo que ela só é feita para um e iniciada para os demais, se assim for solicitado.

Tentarei explicar melhor. Na feitura o indivíduo exalta o que já possui, e na iniciação ele recebe o que é necessário para o seu melhor viver (o que lhe falta).

Exemplo: se uma pessoa é feita para Obatala e não é feliz em sua vida sentimental, pode ou não ser iniciada no culto de Osun como forma de equilibrar essa deficiência. Evidente que por orientação de Ifa.

A mistura de cultos de origem Banto (culto aos inkices), com o ritual de origem Yoruba (culto aos Orisas), gerou tal confusão que as pessoas acreditam que podem até receber (ser montado) por vários Orisas. Isso pode criar sérios problemas para o iniciado.

Tal fato deve ser orientado como prática no mínimo equivocada, para não dizer sem sentido, pois só um Orisa foi feito.

Sendo assim, a pessoa pode ser iniciada para qualquer orisa depois da feitura, ou até mesmo ser iniciado para outro Orisa antes do seu. Dependendo exclusivamente da orientação de Ifa.

 Eu sempre digo que o homem está ficando tão pretensioso que já criou regras para o comportamento das divindades, e quase sempre termina se esquecendo de perguntar aos mesmos, e coloca sua opinião como sendo a verdade.

Essa pretensão pode acontecer por várias razões: falta de conhecimento ou falta de caráter, mas sempre quem paga o preço é o iniciado.


Segundo orisa no Ifá não existe.





Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Em nosso país, precisamos de um grande movimento buscando formas de informar melhor sobre nossa religião.
No dia-a-dia é flagrante a falta de um material para a pesquisa dos interessados em aprender sobre o culto aos orisas.

Um erro comum é no que diz respeito ao chamado Juntó, a mistura de religiões no Brasil é responsável pela idéia errada que toda pessoa precisa ter um segundo Orisa, muitas vezes sendo passada a idéia de que o indivíduo necessita de um pai e uma mãe espiritual.

Só existe uma feitura. Para os outros orisas a pessoa é somente iniciada no culto, conforme orientação de Ifa.
O ponto que vou abordar agora vai criar uma grande polêmica, mas é preciso fazer isso.
Não existe no culto aos Orisas, em território yoruba, a mínima possibilidade de uma pessoa ser montada por dois Orisas, sendo que ela só é feita para um e iniciada para os demais, se assim for solicitado.

Tentarei explicar melhor. Na feitura o indivíduo exalta o que já possui, e na iniciação ele recebe o que é necessário para o seu melhor viver (o que lhe falta).

Exemplo: se uma pessoa é feita para Obatala e não é feliz em sua vida sentimental, pode ou não ser iniciada no culto de Osun como forma de equilibrar essa deficiência. Evidente que por orientação de Ifa.

A mistura de cultos de origem Banto (culto aos inkices), com o ritual de origem Yoruba (culto aos Orisas), gerou tal confusão que as pessoas acreditam que podem até receber (ser montado) por vários Orisas. Isso pode criar sérios problemas para o iniciado.

Tal fato deve ser orientado como prática no mínimo equivocada, para não dizer sem sentido, pois só um Orisa foi feito.

Sendo assim, a pessoa pode ser iniciada para qualquer orisa depois da feitura, ou até mesmo ser iniciado para outro Orisa antes do seu. Dependendo exclusivamente da orientação de Ifa.

 Eu sempre digo que o homem está ficando tão pretensioso que já criou regras para o comportamento das divindades, e quase sempre termina se esquecendo de perguntar aos mesmos, e coloca sua opinião como sendo a verdade.

Essa pretensão pode acontecer por várias razões: falta de conhecimento ou falta de caráter, mas sempre quem paga o preço é o iniciado.


domingo, 5 de dezembro de 2010


Egúngún e Ifá.



Autor:  Bàbàláwo Ifagbaiyin Agboola

Na cultura yoruba a morte é encarada com naturalidade, o povo deste território tem uma forma bem clara para definir esse momento, a morte não representa o fim, ela representa sim o começo de um novo ciclo.

 A morte não é o fim da vida, existe outro mundo paralelo ao nosso, conhecido como òrún (céu), que é dividido em nove partes.

Este local para o povo yoruba é a morada dos Òrìșàs e dos antepassados, sendo assim o contato entre o òrún (céu) e o aiye (terra) acontece de forma constante.

O fato de poder ir e vir é um privilégio, somente espíritos com um caráter exemplar serão escolhidos para serem cultuado como egúngún.

Continuar voltando a terra para ver seus descendentes é um prazer, participar da vida da comunidade ou da família possibilita ao individuo eternizar-se, entrar para historia e ser louvado por seus descendentes.

Tenho assistido algumas discussões sobre esse tema com surpresa, a desinformação sobre esse assunto é muito grande, existe uma aura de mistério confundida com mentiras e interesses que distancia muito os iniciados da verdade, imagina-se então o que acontece com o público leigo que ignora completamente a realidade.

Passarei agora a uma analise dos fatos sempre considerando a visão do povo yoruba de forma tradicional, não a visão afro brasileira.

Não existe egúngún do Òrìșà Ògún ou de Osun ou de Obàtálá, esse é um erro bastante comum, existe sim um espírito de um ancestral (egúngún) que um dia foi feito para um determinado Òrìșà, ou não.

Não existe comida de Òrìșà que se serve para um determinado egúngún, existe sim pratos tradicionais de um povo que podem ser servidos ou não de acordo com a preferência do antepassado.

É possível sim que um espírito feminino seja homenageado após a sua morte em um ritual de egúngún.

É permitido sim à permanência de mulheres nos rituais para egúngún, eu não acredito quais seriam os objetivos de tais rituais que não fossem os de manter a família e a estrutura de um povo sem que a presença da mulher deixe de ser fundamental.

Todas as casas que cultuam Òrìșà devem ter sim um assentamento de egúngún, todos tem antepassados que devem ser louvados.

Sim é possível o culto de egúngún e Òrìșà assim como de ìyá mi no mesmo local, um ritual se completa com o outro, até por que estamos prestando homenagens antepassados masculinos e femininos.

Espíritos evoluídos e de grande compreensão, espíritos desinformados não merecem tais rituais e sim outros.

Uma pessoa com cargo de Babalorisa sim pode ser um iniciado em Egúngún outros cultos como o de Iya mi e de Baba Oro, sem nenhum problema, como disse anteriormente os rituais se completam, todos temos antepassados femininos e masculinos.

Uma pessoa deve sim cultuar egúngún de sua família, assim como o egúngún da família de òrìsà a qual ela foi iniciada; cultuar um egúngún de alguém que não tem nada em comum com você é no mínimo desperdício para não dizer total desinformação.

Assentamento de egúngún sim pode ser feito em casa alugada, quando a pessoa vai mudar para outro lugar tem um ritual que deve ser feito com uma parte da terra do local e o assentamento jamais deve ser desfeito e sim transferido.

Toda pessoa um dia pode ser um egúngún cultuado sim, o que vai diferenciar quem merece ou não ser cultuado é a finalidade do assentamento, para ser mais claro se eu quero um amigo que vai me orientar, não assentarei um espírito de alguém que não tenho informações.

Existe sim um odu que autoriza a abertura de um buraco no chão para culto dos antepassados, não mencionaremos aqui por razões óbvias, mas todo ritual em nossa religião consta dos versos dos odus de Ifá.

Sim um egúngún assim como um òrìsà não necessita de um número exato de animais para ser assentado, acontece que o homem esta tão pretensioso que administra os rituais sem mesmo questionar a divindade e suas preferências.

Quanto à questão da roupa volto a dizer de forma bem clara, quem quiser acreditar em historia de faz de conta que assim o faça, somente quem conhece os rituais de preparação de uma roupa de egúngún sabe a importância da mesma na preservação dos membros ali envolvidos.

Quanto ao fato de usar egúngún para fazer maldade, eu sei que faz parte da historia humana lançar mão de tudo que é possível para atingir seus intentos, mas é bem verdade que se amamos um egúngún e o respeitamos jamais pediremos para interferir em nosso beneficio causando qualquer tipo de dificuldade ao outro, é claro que isso faz parte da formação da pessoa e não de uma religião específica, algumas pessoas não merecem ter o acesso a tais informações, mas isso é outra história.





Egúngún e Ifá.



Autor:  Bàbàláwo Ifagbaiyin Agboola

Na cultura yoruba a morte é encarada com naturalidade, o povo deste território tem uma forma bem clara para definir esse momento, a morte não representa o fim, ela representa sim o começo de um novo ciclo.

 A morte não é o fim da vida, existe outro mundo paralelo ao nosso, conhecido como òrún (céu), que é dividido em nove partes.

Este local para o povo yoruba é a morada dos Òrìșàs e dos antepassados, sendo assim o contato entre o òrún (céu) e o aiye (terra) acontece de forma constante.

O fato de poder ir e vir é um privilégio, somente espíritos com um caráter exemplar serão escolhidos para serem cultuado como egúngún.

Continuar voltando a terra para ver seus descendentes é um prazer, participar da vida da comunidade ou da família possibilita ao individuo eternizar-se, entrar para historia e ser louvado por seus descendentes.

Tenho assistido algumas discussões sobre esse tema com surpresa, a desinformação sobre esse assunto é muito grande, existe uma aura de mistério confundida com mentiras e interesses que distancia muito os iniciados da verdade, imagina-se então o que acontece com o público leigo que ignora completamente a realidade.

Passarei agora a uma analise dos fatos sempre considerando a visão do povo yoruba de forma tradicional, não a visão afro brasileira.

Não existe egúngún do Òrìșà Ògún ou de Osun ou de Obàtálá, esse é um erro bastante comum, existe sim um espírito de um ancestral (egúngún) que um dia foi feito para um determinado Òrìșà, ou não.

Não existe comida de Òrìșà que se serve para um determinado egúngún, existe sim pratos tradicionais de um povo que podem ser servidos ou não de acordo com a preferência do antepassado.

É possível sim que um espírito feminino seja homenageado após a sua morte em um ritual de egúngún.

É permitido sim à permanência de mulheres nos rituais para egúngún, eu não acredito quais seriam os objetivos de tais rituais que não fossem os de manter a família e a estrutura de um povo sem que a presença da mulher deixe de ser fundamental.

Todas as casas que cultuam Òrìșà devem ter sim um assentamento de egúngún, todos tem antepassados que devem ser louvados.

Sim é possível o culto de egúngún e Òrìșà assim como de ìyá mi no mesmo local, um ritual se completa com o outro, até por que estamos prestando homenagens antepassados masculinos e femininos.

Espíritos evoluídos e de grande compreensão, espíritos desinformados não merecem tais rituais e sim outros.

Uma pessoa com cargo de Babalorisa sim pode ser um iniciado em Egúngún outros cultos como o de Iya mi e de Baba Oro, sem nenhum problema, como disse anteriormente os rituais se completam, todos temos antepassados femininos e masculinos.

Uma pessoa deve sim cultuar egúngún de sua família, assim como o egúngún da família de òrìsà a qual ela foi iniciada; cultuar um egúngún de alguém que não tem nada em comum com você é no mínimo desperdício para não dizer total desinformação.

Assentamento de egúngún sim pode ser feito em casa alugada, quando a pessoa vai mudar para outro lugar tem um ritual que deve ser feito com uma parte da terra do local e o assentamento jamais deve ser desfeito e sim transferido.

Toda pessoa um dia pode ser um egúngún cultuado sim, o que vai diferenciar quem merece ou não ser cultuado é a finalidade do assentamento, para ser mais claro se eu quero um amigo que vai me orientar, não assentarei um espírito de alguém que não tenho informações.

Existe sim um odu que autoriza a abertura de um buraco no chão para culto dos antepassados, não mencionaremos aqui por razões óbvias, mas todo ritual em nossa religião consta dos versos dos odus de Ifá.

Sim um egúngún assim como um òrìsà não necessita de um número exato de animais para ser assentado, acontece que o homem esta tão pretensioso que administra os rituais sem mesmo questionar a divindade e suas preferências.

Quanto à questão da roupa volto a dizer de forma bem clara, quem quiser acreditar em historia de faz de conta que assim o faça, somente quem conhece os rituais de preparação de uma roupa de egúngún sabe a importância da mesma na preservação dos membros ali envolvidos.

Quanto ao fato de usar egúngún para fazer maldade, eu sei que faz parte da historia humana lançar mão de tudo que é possível para atingir seus intentos, mas é bem verdade que se amamos um egúngún e o respeitamos jamais pediremos para interferir em nosso beneficio causando qualquer tipo de dificuldade ao outro, é claro que isso faz parte da formação da pessoa e não de uma religião específica, algumas pessoas não merecem ter o acesso a tais informações, mas isso é outra história.




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

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Iya mi Osoronga, imule e Ifá.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Muito se tem falado sobre Iya mi, mas pouco se tem divulgado dos detalhes do culto a esse òrìsà, na verdade pouco se pode divulgar e isso todos compreendem, quando alguém tenta falar um pouco mais imediatamente, vira alvo de criticas, quase sempre feitas por pessoas que nem são iniciadas.

Nas famílias que cultuam Iya mi, muitos homens são iniciados e participam ao contrário do que é divulgado no Brasil, a presença masculina é muito importante, e homens e mulheres participam de forma harmoniosa dos rituais.

O que se pode divulgar é que as pessoas pactuadas a partir do primeiro imule tem acesso a algumas informações que a maioria nem imagina, isso acontece tanto para homens como para mulheres.

Quando o imule é feito com Ìyá mi, a pessoa ao contrário do que se pensa desperta uma energia que ela já possui.

 Um ritual adequado e conduzido por pessoa habilitada trás benefícios para o individuo.

Jamais esse ritual pode ser chamado de iniciação, e muito menos de feitura; em uma iniciação o individuo recebe algo que esta faltando, e em uma feitura ele exalta o que já possui, mas em um imule ele assume um compromisso com sua origem seu passado e seu futuro, aflorando assim o desconhecido, mas existente principio.

Não mencionarei a ordem dos imules aqui por razões já conhecidas, mas em um deles o individuo enfatiza o seu compromisso com a terra e em outro um com a sua origem.
Posteriormente existirá um contato com forças através de uma representação que será alterada conforme a evolução do individuo diante dos pactos assumidos, seguindo rituais de compromisso até que em um desses é determinado o completo afastamento de algumas atividades.

Algumas pessoas falam em sete ou até em nove imules, eu não gostaria de abordar aqui a quantidade nem a ordem dos mesmos, em alguns casos os imules podem ser feitos uma vez por ano, seguindo a orientação de Ifá.

Algumas pessoas desconhecem, mas existem vários tipos de imules inclusive com os outros Òrìșàs, sempre buscando a proteção e o beneficio do pactuado.





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Iya mi Osoronga, imule e Ifá.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Muito se tem falado sobre Iya mi, mas pouco se tem divulgado dos detalhes do culto a esse òrìsà, na verdade pouco se pode divulgar e isso todos compreendem, quando alguém tenta falar um pouco mais imediatamente, vira alvo de criticas, quase sempre feitas por pessoas que nem são iniciadas.

Nas famílias que cultuam Iya mi, muitos homens são iniciados e participam ao contrário do que é divulgado no Brasil, a presença masculina é muito importante, e homens e mulheres participam de forma harmoniosa dos rituais.

O que se pode divulgar é que as pessoas pactuadas a partir do primeiro imule tem acesso a algumas informações que a maioria nem imagina, isso acontece tanto para homens como para mulheres.

Quando o imule é feito com Ìyá mi, a pessoa ao contrário do que se pensa desperta uma energia que ela já possui.

 Um ritual adequado e conduzido por pessoa habilitada trás benefícios para o individuo.

Jamais esse ritual pode ser chamado de iniciação, e muito menos de feitura; em uma iniciação o individuo recebe algo que esta faltando, e em uma feitura ele exalta o que já possui, mas em um imule ele assume um compromisso com sua origem seu passado e seu futuro, aflorando assim o desconhecido, mas existente principio.

Não mencionarei a ordem dos imules aqui por razões já conhecidas, mas em um deles o individuo enfatiza o seu compromisso com a terra e em outro um com a sua origem.
Posteriormente existirá um contato com forças através de uma representação que será alterada conforme a evolução do individuo diante dos pactos assumidos, seguindo rituais de compromisso até que em um desses é determinado o completo afastamento de algumas atividades.

Algumas pessoas falam em sete ou até em nove imules, eu não gostaria de abordar aqui a quantidade nem a ordem dos mesmos, em alguns casos os imules podem ser feitos uma vez por ano, seguindo a orientação de Ifá.

Algumas pessoas desconhecem, mas existem vários tipos de imules inclusive com os outros Òrìșàs, sempre buscando a proteção e o beneficio do pactuado.