terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Feriado festivo e Ifá.





Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

No natal vejo que existe uma tendência quase que natural das pessoas parecerem e se comportarem de uma forma estranha, muitas vezes forçando uma situação que na maioria das vezes não beneficia ninguém, todos parecem muito generosos.

Gostaria falar um pouco mais sobre essas ocasiões ( FESTIVAS ) que estamos acostumados como o Natal, o fim de ano, dia dos pais e o dia das mães, e outras datas comemorativas; é tanta coisa estranha que acontece, bandido vira santo, e ladrão vira sabido, perdão é efetuado e um dia após é retomado.

Existe ate aquelas pessoas, que acreditam que ao subir a favela e distribuir uma dúzia de cestas básicas poderão  diante do Orisa se tornar uma pessoa melhor.

Alguns membros de nossa religião que durante o ano parecem grandes raposas, havidos por dinheiro, conseguem com um esforço sobre natural fazerem gestos, se não ridículos, pelo menos de mau gosto;se você tem uma camisa rasgada que não usa mais ao invés de doar para uma pessoa pobre de para o seu cachorro dormir em cima, e trate de comprar um presente descente para a pessoa menos favorecida, elas tem menos dinheiro que você, mas merece assim como você ser tratada com dignidade.

Eu já vi de tudo, existe até aqueles que são capazes de doar comida vencida, o interessante é que essa mesma comida na casa deles não é aproveitada.

No ano passado na véspera do dia das mães, eu vi uma propaganda que dizia, se você realmente ama sua mãe de um diamante para ela,isso quer dizer que uma pessoa com baixo poder aquisitivo não teria condições de amar sua mãe?

E assim vai, são tantos feriados interessantes para o comércio, que a impressão que eu tenho que o presidente do sindicato dos lojistas que inventou o calendário, o mais triste é que algumas pessoas se deixam levar por tais apelos.

As pessoas que conhecem um mínimo de cultura Yoruba, sabem que em nossa religião  devemos começar ajudando os nossos familiares, o sentido de família na cultura yoruba é muito forte, temos o compromisso assumido com nossos antepassados e evidentemente com nosso descentes, isso quer dizer familiares e também membros da casa na qual fomos iniciados, então devemos olhar para o lado e não buscar o brilho das luzes da imprensa.

Já presenciei muitas pessoas que não conseguem entregar um donativo sem que uma foto seja feita, antes do doador praticando aquele gesto carinhoso com seu semelhante, você acredita nesse tipo de gente?

Bem é natal, e em nome de uma crença muita gente vai se beneficiar, alguns com um só natal conseguem garantir o futuro de muitos de seus descentes, um pequeno desvio de verbas e a alegria da família, será preservada por varias gerações.

Eu já conheci tanta gente boa que jamais precisaram de uma foto para fazer uma doação.

 Que diante desses falsos Mecenas que incentivam grupos infantis para dançar enquanto a metade da verba do show serve para a reforma da piscina ou até mesmo para aquela viagem tão esperada para Europa, existe mil maneiras de tornar de forma quase magica um canalha em um benfeitor, digno de aparecer no horário nobre na televisão.

Na realidade a criatividade para tomar o dinheiro do povo em cada feriado, seja ele de natal ou não, se multiplica, e em nome de uma religião ou de um falso objetivo, muitos se beneficiam.

Um dia quem sabe poderemos de fato festejar datas significativas sem ser induzidos ao consumo, vamos nos unir pelo prazer do amor, ou da amizade, ou pelo simples dever de ajudar  os nossos semelhantes; longe da promoção e dos benefícios de parecer um bom sujeito, para quem sabe na eleição futura buscar espaço no palanque, lembrando os beneficiados do seu dever de votar.

As pessoas esquecem que o Orisa tudo vê e tudo sabe, aquela proposta ilícita feita na sala dos fundos, ou aquela pequena mentira que lhe beneficiou no dia de ontem, em um futuro não muito distante pode lhe atrapalhar, alguns recebem moedas, outros recebem favores, mas na verdade, tudo  sempre é do conhecimento de Ifá.

Você pode esconder por algum tempo a verdade, se promover por alguns instantes, e até usar artifícios para enganar as pessoas de bom coração, mas na realidade sempre vai existir, o Orisa, ele  vai se encarregar para que que você nunca esqueça; sua lembrança vai ser o seu maior pesadelo.
Então meu irmão, seja verdadeiro, seja honesto, seja digno, seja o que o seu Orisa espera de você.

Respeite os Orisas e as pessoas como você gostaria de ser respeitado, trate bem seu semelhante independente da data ou do apelo comercial da mídia, não espere o fim de ano para ser generoso.


Feriado festivo e Ifá.





Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

No natal vejo que existe uma tendência quase que natural das pessoas parecerem e se comportarem de uma forma estranha, muitas vezes forçando uma situação que na maioria das vezes não beneficia ninguém, todos parecem muito generosos.

Gostaria falar um pouco mais sobre essas ocasiões ( FESTIVAS ) que estamos acostumados como o Natal, o fim de ano, dia dos pais e o dia das mães, e outras datas comemorativas; é tanta coisa estranha que acontece, bandido vira santo, e ladrão vira sabido, perdão é efetuado e um dia após é retomado.

Existe ate aquelas pessoas, que acreditam que ao subir a favela e distribuir uma dúzia de cestas básicas poderão  diante do Orisa se tornar uma pessoa melhor.

Alguns membros de nossa religião que durante o ano parecem grandes raposas, havidos por dinheiro, conseguem com um esforço sobre natural fazerem gestos, se não ridículos, pelo menos de mau gosto;se você tem uma camisa rasgada que não usa mais ao invés de doar para uma pessoa pobre de para o seu cachorro dormir em cima, e trate de comprar um presente descente para a pessoa menos favorecida, elas tem menos dinheiro que você, mas merece assim como você ser tratada com dignidade.

Eu já vi de tudo, existe até aqueles que são capazes de doar comida vencida, o interessante é que essa mesma comida na casa deles não é aproveitada.

No ano passado na véspera do dia das mães, eu vi uma propaganda que dizia, se você realmente ama sua mãe de um diamante para ela,isso quer dizer que uma pessoa com baixo poder aquisitivo não teria condições de amar sua mãe?

E assim vai, são tantos feriados interessantes para o comércio, que a impressão que eu tenho que o presidente do sindicato dos lojistas que inventou o calendário, o mais triste é que algumas pessoas se deixam levar por tais apelos.

As pessoas que conhecem um mínimo de cultura Yoruba, sabem que em nossa religião  devemos começar ajudando os nossos familiares, o sentido de família na cultura yoruba é muito forte, temos o compromisso assumido com nossos antepassados e evidentemente com nosso descentes, isso quer dizer familiares e também membros da casa na qual fomos iniciados, então devemos olhar para o lado e não buscar o brilho das luzes da imprensa.

Já presenciei muitas pessoas que não conseguem entregar um donativo sem que uma foto seja feita, antes do doador praticando aquele gesto carinhoso com seu semelhante, você acredita nesse tipo de gente?

Bem é natal, e em nome de uma crença muita gente vai se beneficiar, alguns com um só natal conseguem garantir o futuro de muitos de seus descentes, um pequeno desvio de verbas e a alegria da família, será preservada por varias gerações.

Eu já conheci tanta gente boa que jamais precisaram de uma foto para fazer uma doação.

 Que diante desses falsos Mecenas que incentivam grupos infantis para dançar enquanto a metade da verba do show serve para a reforma da piscina ou até mesmo para aquela viagem tão esperada para Europa, existe mil maneiras de tornar de forma quase magica um canalha em um benfeitor, digno de aparecer no horário nobre na televisão.

Na realidade a criatividade para tomar o dinheiro do povo em cada feriado, seja ele de natal ou não, se multiplica, e em nome de uma religião ou de um falso objetivo, muitos se beneficiam.

Um dia quem sabe poderemos de fato festejar datas significativas sem ser induzidos ao consumo, vamos nos unir pelo prazer do amor, ou da amizade, ou pelo simples dever de ajudar  os nossos semelhantes; longe da promoção e dos benefícios de parecer um bom sujeito, para quem sabe na eleição futura buscar espaço no palanque, lembrando os beneficiados do seu dever de votar.

As pessoas esquecem que o Orisa tudo vê e tudo sabe, aquela proposta ilícita feita na sala dos fundos, ou aquela pequena mentira que lhe beneficiou no dia de ontem, em um futuro não muito distante pode lhe atrapalhar, alguns recebem moedas, outros recebem favores, mas na verdade, tudo  sempre é do conhecimento de Ifá.

Você pode esconder por algum tempo a verdade, se promover por alguns instantes, e até usar artifícios para enganar as pessoas de bom coração, mas na realidade sempre vai existir, o Orisa, ele  vai se encarregar para que que você nunca esqueça; sua lembrança vai ser o seu maior pesadelo.
Então meu irmão, seja verdadeiro, seja honesto, seja digno, seja o que o seu Orisa espera de você.

Respeite os Orisas e as pessoas como você gostaria de ser respeitado, trate bem seu semelhante independente da data ou do apelo comercial da mídia, não espere o fim de ano para ser generoso.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Do norte a o Sul com Orunmila.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Graças a todos Orisas e ao meu  ori, sou uma pessoa de muita sorte, digo isso porque considero-me uma pessoa feliz com o que  eu faço; através do meu trabalho,conheço pessoas, e viajo muito do norte ao  sul de nosso país.
Mas como tudo não é um mar de rosas, tive a oportunidade de ver coisas que seriam capaz de deixar qualquer pessoa de cabelo em pé.
Imaginem, recentemente, recebi uma foto de um Babalawo de família tradicional africana incorporado com um tal de exu tiriri dando consulta e tudo mais.
Me parece que quanto mais viajo, mais loucuras eu vejo, faz alguns meses que conheci um famoso Babalorisa no centro do país, que é de Osun, e seu exu é a pomba gira rainha, porque ele disse que todo Orisa tem um escravo.
Bem, vi pessoas me oferecerem uma faca da cozinha, para sacrificar para os Orisas, vi gente jogando com obi de duas bandas, e até Esu assentado em cimento.
Confess,imaginava, já ter visto de tudo, mas na minha ultima viagem,fiquei sabendo de um ebó de troca de energias, que deve acontecer entre a pessoa incorporada e a consulente, o resto deixo na imaginação dos leitores.
Às vezes  não sei definir com precisão o sentimento que toma conta de mim, não sei se é raiva ,desprezo ou vergonha, mas o importante é que a indignação não me deixa ficar calado.
Espero que esse tipo de coisa, um dia, leve esse pessoal direto para prisão, ou para um hospício que imagino ser o lugar deles.
Graças aos Orisas,eu não me cruzo no meu dia a dia com esse tipo de gente, porque na verdade não sei exatamente o que eu seria capaz de dizer a essas pessoas.
Espero do fundo do meu coração, que um dia tudo isso mude, mas na verdade não acredito que isso possa acontecer por bem, teria que ser na marra porque esse tipo de pessoa deve mesmo é ser julgado e  condenado, se os homens não fazem isso, que os Orisas o façam.


Do norte a o Sul com Orunmila.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Graças a todos Orisas e ao meu  ori, sou uma pessoa de muita sorte, digo isso porque considero-me uma pessoa feliz com o que  eu faço; através do meu trabalho,conheço pessoas, e viajo muito do norte ao  sul de nosso país.
Mas como tudo não é um mar de rosas, tive a oportunidade de ver coisas que seriam capaz de deixar qualquer pessoa de cabelo em pé.
Imaginem, recentemente, recebi uma foto de um Babalawo de família tradicional africana incorporado com um tal de exu tiriri dando consulta e tudo mais.
Me parece que quanto mais viajo, mais loucuras eu vejo, faz alguns meses que conheci um famoso Babalorisa no centro do país, que é de Osun, e seu exu é a pomba gira rainha, porque ele disse que todo Orisa tem um escravo.
Bem, vi pessoas me oferecerem uma faca da cozinha, para sacrificar para os Orisas, vi gente jogando com obi de duas bandas, e até Esu assentado em cimento.
Confess,imaginava, já ter visto de tudo, mas na minha ultima viagem,fiquei sabendo de um ebó de troca de energias, que deve acontecer entre a pessoa incorporada e a consulente, o resto deixo na imaginação dos leitores.
Às vezes  não sei definir com precisão o sentimento que toma conta de mim, não sei se é raiva ,desprezo ou vergonha, mas o importante é que a indignação não me deixa ficar calado.
Espero que esse tipo de coisa, um dia, leve esse pessoal direto para prisão, ou para um hospício que imagino ser o lugar deles.
Graças aos Orisas,eu não me cruzo no meu dia a dia com esse tipo de gente, porque na verdade não sei exatamente o que eu seria capaz de dizer a essas pessoas.
Espero do fundo do meu coração, que um dia tudo isso mude, mas na verdade não acredito que isso possa acontecer por bem, teria que ser na marra porque esse tipo de pessoa deve mesmo é ser julgado e  condenado, se os homens não fazem isso, que os Orisas o façam.

sábado, 3 de setembro de 2011


Oxun e eu, obrigado Orunmila.

Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

  Na véspera na minha viagem para Nigéria, alguns amigos me perguntaram qual seria a razão da minha ida ao território Yoruba, respondi que a única razão naquele momento era ver Osun.

Quando cheguei à casa da minha família, na cidade de Lagos, alguns dos meus irmãos,babalawos,me perguntaram qual a razão da minha viagem, e eu respondi,viagei do Brasil para ver Osun.

Depois dessa conversa com meus irmãos,me foi dado carinhosamente,um apelido,"Baba Osun".
Em principio achei um pouco diferente a brincadeira, e não entendi a razão do apelido.

Alguns dias se passaram, e viajamos para Osogbo, eu não sabia o que me esperava, mas sempre que alguém me perguntava, qual a razão da minha viagem  à Nigeria,eu respondia, ver Osun.

No dia da festa, de Osun, tirei varias fotos, fiz vários filmes, e vivi momentos inesquecíveis, consegui em meio a milhares de pessoas chegar à beira do rio, e lavar a minha cabeça, enquanto fazia meus pedidos para Osun.

Depois de varias horas, participando das festividades, decidimos voltar, pretendíamos fazer algumas compras em Ibadan.

Na caminhada de volta, saindo do santuário de Osun,me perdi dos meus companheiros, e nosso grupo foi dividido, por uma estranha situação, vários homens armados,que faziam a segurança de um politico importante, geraram uma certa inquietação, em meio às comemorações,(eu desconhecia o fato de ter acontecido naquela semana um atentado terrorista na capital)me afastei do grupo sem perceber em meio a confusão.  

 Caminhando de cabeça baixa, olhando em minha máquina, as fotos que já tinha tirado,distraido,fui levado pelo destino,ao encontro dela.

Levantei a cabeça, e ela estava diante de mim!

A emoção,não impediu, que eu tirasse uma bela sequência de fotos.

Tudo que eu disse, aconteceu, como por milagre, em meio à confusão, tomei o caminho errado, e fui em direção a um lugar privado,me deparando com a razão da minha viagem. Nesse momento a segurança dela se perdeu,eu também estava perdido, mas ela me encontrou.

Sei que em pouco tempo as fotos aqui postadas, vão correr o mundo, e muitos serão aqueles que vão se dizer, proprietários das mesmas, as fotos podem ser levadas, mas a emoção que vivi jamais alguém vai me tirar.



Oxun e eu, obrigado Orunmila.

Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

  Na véspera na minha viagem para Nigéria, alguns amigos me perguntaram qual seria a razão da minha ida ao território Yoruba, respondi que a única razão naquele momento era ver Osun.

Quando cheguei à casa da minha família, na cidade de Lagos, alguns dos meus irmãos,babalawos,me perguntaram qual a razão da minha viagem, e eu respondi,viagei do Brasil para ver Osun.

Depois dessa conversa com meus irmãos,me foi dado carinhosamente,um apelido,"Baba Osun".
Em principio achei um pouco diferente a brincadeira, e não entendi a razão do apelido.

Alguns dias se passaram, e viajamos para Osogbo, eu não sabia o que me esperava, mas sempre que alguém me perguntava, qual a razão da minha viagem  à Nigeria,eu respondia, ver Osun.

No dia da festa, de Osun, tirei varias fotos, fiz vários filmes, e vivi momentos inesquecíveis, consegui em meio a milhares de pessoas chegar à beira do rio, e lavar a minha cabeça, enquanto fazia meus pedidos para Osun.

Depois de varias horas, participando das festividades, decidimos voltar, pretendíamos fazer algumas compras em Ibadan.

Na caminhada de volta, saindo do santuário de Osun,me perdi dos meus companheiros, e nosso grupo foi dividido, por uma estranha situação, vários homens armados,que faziam a segurança de um politico importante, geraram uma certa inquietação, em meio às comemorações,(eu desconhecia o fato de ter acontecido naquela semana um atentado terrorista na capital)me afastei do grupo sem perceber em meio a confusão.  

 Caminhando de cabeça baixa, olhando em minha máquina, as fotos que já tinha tirado,distraido,fui levado pelo destino,ao encontro dela.

Levantei a cabeça, e ela estava diante de mim!

A emoção,não impediu, que eu tirasse uma bela sequência de fotos.

Tudo que eu disse, aconteceu, como por milagre, em meio à confusão, tomei o caminho errado, e fui em direção a um lugar privado,me deparando com a razão da minha viagem. Nesse momento a segurança dela se perdeu,eu também estava perdido, mas ela me encontrou.

Sei que em pouco tempo as fotos aqui postadas, vão correr o mundo, e muitos serão aqueles que vão se dizer, proprietários das mesmas, as fotos podem ser levadas, mas a emoção que vivi jamais alguém vai me tirar.


terça-feira, 28 de junho de 2011



Tem mais caciques que índios, Ifá e orixa.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quem já não ouviu essa  expressão em meio a nossa religião,em São Paulo,com uma pessoa iniciada ifá,tive a oportunidade de conversar sobre isso,e ela me disse que acreditava que qualquer pessoa pode ser um sacerdote de ifá,que é só ter dinheiro e ser iniciado.

Bem esse mesmo equívoco aconteceu durante anos nos cultos a Orisá no Brasil, muitas pessoas por vaidade, ambição ou ignorância, também acreditaram que todos nascem para ser sacerdote.

Então gostaria de perguntar, nas outras religiões não existe adeptos, somente existe a figura do líder religioso?

Se você for a uma igreja, de qualquer outra religião, você vai ver um líder e vários seguidores, na nossa religião, você vai ver um líder e um grupo enorme de pretensos lideres, gravitando à volta, aguardando uma oportunidade de ascender ao poder.

Porque isso se tornou muito comum com o passar do tempo (ter mais caciques do que índios), seria ambição, desinformação ou ganância?

 Existe uma grande parte de pessoas que foram instruídos errados e que acreditam que tudo pode ser assim, como esse meu amigo de São Paulo, que o dinheiro compra o cargo.
Texto: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Na verdade no caso dos iniciados em Ifá, isso é bem diferente do que é propagado, alguns odus indicam a possibilidade que aquela pessoa iniciada se torne um sacerdote no futuro.

Um exemplo clássico, seria alguns odus mejis, que quando de em  uma primeira consulta  em opelé ifá com um Babalawo, certamente confirmam a necessidade de uma iniciação ao sacerdócio.

No culto aos Orisás é exatamente isso, existe alguns odus que identificam claramente a necessidade de uma iniciação, como é o caso de Ofun meji e outros que trazem essa característica, é bem verdade, que a grande maioria não sabe disso e lança mão da chamada intuição para identificar o futuro iniciado como um escolhido dos Orisas.

Todos sabemos que com a geladeira vazia e com a conta da luz atrasada, alguns indivíduos vendem títulos  e recebem mensagens diretas dos Orisas  gerando assim uma falsa expectativa.

O que me deixa triste, não é só o comportamento de tais elementos, mas a falta de informação, se o dinheiro não compra o amor de uma mulher digna, não compra a amizade e um homem de caráter, porque  compraria um destino ligado à religiosidade?

 Existe uma máxima na religião tradicional yoruba, que diz o seguinte:  
   “Quem escolhe o iniciado é o Orisá, e não o é iniciado que escolhe o Orisá.”                                      Se essa regra fosse obedecida em nosso país não haveria mais caciques do que índios. 



Tem mais caciques que índios, Ifá e orixa.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quem já não ouviu essa  expressão em meio a nossa religião,em São Paulo,com uma pessoa iniciada ifá,tive a oportunidade de conversar sobre isso,e ela me disse que acreditava que qualquer pessoa pode ser um sacerdote de ifá,que é só ter dinheiro e ser iniciado.

Bem esse mesmo equívoco aconteceu durante anos nos cultos a Orisá no Brasil, muitas pessoas por vaidade, ambição ou ignorância, também acreditaram que todos nascem para ser sacerdote.

Então gostaria de perguntar, nas outras religiões não existe adeptos, somente existe a figura do líder religioso?

Se você for a uma igreja, de qualquer outra religião, você vai ver um líder e vários seguidores, na nossa religião, você vai ver um líder e um grupo enorme de pretensos lideres, gravitando à volta, aguardando uma oportunidade de ascender ao poder.

Porque isso se tornou muito comum com o passar do tempo (ter mais caciques do que índios), seria ambição, desinformação ou ganância?

 Existe uma grande parte de pessoas que foram instruídos errados e que acreditam que tudo pode ser assim, como esse meu amigo de São Paulo, que o dinheiro compra o cargo.
Texto: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Na verdade no caso dos iniciados em Ifá, isso é bem diferente do que é propagado, alguns odus indicam a possibilidade que aquela pessoa iniciada se torne um sacerdote no futuro.

Um exemplo clássico, seria alguns odus mejis, que quando de em  uma primeira consulta  em opelé ifá com um Babalawo, certamente confirmam a necessidade de uma iniciação ao sacerdócio.

No culto aos Orisás é exatamente isso, existe alguns odus que identificam claramente a necessidade de uma iniciação, como é o caso de Ofun meji e outros que trazem essa característica, é bem verdade, que a grande maioria não sabe disso e lança mão da chamada intuição para identificar o futuro iniciado como um escolhido dos Orisas.

Todos sabemos que com a geladeira vazia e com a conta da luz atrasada, alguns indivíduos vendem títulos  e recebem mensagens diretas dos Orisas  gerando assim uma falsa expectativa.

O que me deixa triste, não é só o comportamento de tais elementos, mas a falta de informação, se o dinheiro não compra o amor de uma mulher digna, não compra a amizade e um homem de caráter, porque  compraria um destino ligado à religiosidade?

 Existe uma máxima na religião tradicional yoruba, que diz o seguinte:  
   “Quem escolhe o iniciado é o Orisá, e não o é iniciado que escolhe o Orisá.”                                      Se essa regra fosse obedecida em nosso país não haveria mais caciques do que índios. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

 Fé,  Dinheiro, ou  ambição Ifá?

Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Em contato com meus amigos na internet que me procuram buscando orientação religiosa, sinto a dificuldade que algumas pessoas têm para entender a questão da fé e do  dinheiro.

Estão vendo a religião, não apenas como alimento para a sua fé, mas com um caminho para seus ganhos materiais.

Um assentamento de orisá,virou um investimento.
Os menos avisados rezam hoje pensando em acordar ricos amanhã; dentro de pouco   tempo provavelmente será criado um contrato,aonde devera constar o valor aplicado e a pretensão de retorno, juros e lucros de forma bem clara,com possíveis clausulas que gerem uma provável indenização; só nos resta saber quem vai assinar em nome do orisa esse contrato maluco,é verdade que as promessas em nome dos orisas  todos já sabemos quem faz,a desinformação e a ignorância.

Precisamos parar, e analisar melhor a definição do que é ter fé,e como se coloca essa fé dentro de uma religião.

Vejo tantas pessoas diante de um orisá, reivindicar as suas necessidades financeiras, e me pergunto por que isso acontece dentro de nossa religião?

Alguém já viu isso acontecendo em outras religiões?

É raro alguém pedir ao orisá que lhe dê um caminho, que lhe de compreensão e paciência diante dos obstáculos.

Em um momento de dificuldade as pessoas que não forem orientados corretamente podem encontrar  na sua caminhada religiosa obstáculos e  em muitas situações podem terminar fazendo uma interpretação de maneira  errada, outrora crédulo, agora culpa a religião, por acreditar que os orisás não lhe deram o bem material necessário.

Não é errado pedir ajuda ao orisa ,mas a grande maioria das pessoas também deveriam trabalhar bastante e se capacitar para enfrentar as dificuldades da vida moderna, nos dias de hoje mais do que nunca rezar,faz bem.mas trabalhar é fundamental.

Fico me perguntando,até quando poderemos manter essa religião tão linda, com tanta falta de cultura,será que  em um futuro, ainda veremos uma mulher em sua gravidez rezando a Osun por um bom parto, um enfermo clamando a Obaluaiyê   por sua saúde?

Enfim esta sendo difícil, para mim, um praticante da religião, há mais de 50 anos entender o que está acontecendo,me pergunto se as pessoas não deveriam assumir uma postura diferente diante dos orisa.

Algumas pessoas estão se sentindo verdadeiros proprietários dos orisás, chegamos ao ponto de achar que o orisá tem o dever de nos deixar ricos, ou dar caminho para isso,caso contrario,ele não esta mais servindo.

Nós  precisamos  da força dos orisas, para prosseguir diante as dificuldades, mas tornar isso um negocio é inconcebível.

 Fé,  Dinheiro, ou  ambição Ifá?

Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Em contato com meus amigos na internet que me procuram buscando orientação religiosa, sinto a dificuldade que algumas pessoas têm para entender a questão da fé e do  dinheiro.

Estão vendo a religião, não apenas como alimento para a sua fé, mas com um caminho para seus ganhos materiais.

Um assentamento de orisá,virou um investimento.
Os menos avisados rezam hoje pensando em acordar ricos amanhã; dentro de pouco   tempo provavelmente será criado um contrato,aonde devera constar o valor aplicado e a pretensão de retorno, juros e lucros de forma bem clara,com possíveis clausulas que gerem uma provável indenização; só nos resta saber quem vai assinar em nome do orisa esse contrato maluco,é verdade que as promessas em nome dos orisas  todos já sabemos quem faz,a desinformação e a ignorância.

Precisamos parar, e analisar melhor a definição do que é ter fé,e como se coloca essa fé dentro de uma religião.

Vejo tantas pessoas diante de um orisá, reivindicar as suas necessidades financeiras, e me pergunto por que isso acontece dentro de nossa religião?

Alguém já viu isso acontecendo em outras religiões?

É raro alguém pedir ao orisá que lhe dê um caminho, que lhe de compreensão e paciência diante dos obstáculos.

Em um momento de dificuldade as pessoas que não forem orientados corretamente podem encontrar  na sua caminhada religiosa obstáculos e  em muitas situações podem terminar fazendo uma interpretação de maneira  errada, outrora crédulo, agora culpa a religião, por acreditar que os orisás não lhe deram o bem material necessário.

Não é errado pedir ajuda ao orisa ,mas a grande maioria das pessoas também deveriam trabalhar bastante e se capacitar para enfrentar as dificuldades da vida moderna, nos dias de hoje mais do que nunca rezar,faz bem.mas trabalhar é fundamental.

Fico me perguntando,até quando poderemos manter essa religião tão linda, com tanta falta de cultura,será que  em um futuro, ainda veremos uma mulher em sua gravidez rezando a Osun por um bom parto, um enfermo clamando a Obaluaiyê   por sua saúde?

Enfim esta sendo difícil, para mim, um praticante da religião, há mais de 50 anos entender o que está acontecendo,me pergunto se as pessoas não deveriam assumir uma postura diferente diante dos orisa.

Algumas pessoas estão se sentindo verdadeiros proprietários dos orisás, chegamos ao ponto de achar que o orisá tem o dever de nos deixar ricos, ou dar caminho para isso,caso contrario,ele não esta mais servindo.

Nós  precisamos  da força dos orisas, para prosseguir diante as dificuldades, mas tornar isso um negocio é inconcebível.

quinta-feira, 5 de maio de 2011


A descoberta do ORISÁ




Autor: Iya apetebi Ifakemi Agboola

No nosso privilegiado Brasil, com sua natureza exuberante,e um povo acolhedor somos  capazes de  receber pessoas de vários países e com  praticas religiosas diferentes,sendo assim, é muito comum, pessoas mudarem de religião depois de adultas, começarem a praticar outra  crença por curiosidade,ou até mesmo influenciadas por alguns amigos ou familiares.

 É exatamente nesse momento dessa busca,que os maiores erros são cometidos.

E, em um  primeiro contato com a religião dos Orisas tudo é muito bonito.

A “Religião Afro Brasileira”,é belíssima  com suas cores e seus sabores e com seus ritmos;a pessoa se encanta com o conjunto  mas, muitas vezes desconhece algumas coisas importantes, exemplo:uma consulta implica em um ebó naturalmente,quem não quer fazer  ebó que não consulte.

 Feito o jogo de búzios, começa sua caminhada,que na maioria das vezes, podem o levar,não ao encontro e sim ao desencontro,isso vai depender da seriedade e do conhecimento do sacerdote.

Aquele que deveria ser o seu maior achado,o encontro com a sua “Religião”,e o seu orisá,pode virar um grande problema.

O primeiro erro acontece por pressa de quem faz o jogo na tentativa de impressionar e segurar o futuro filho em sua casa. Quantos de vocês, na primeira vez, que foram consultar o jogo lhes foi dito que o orisá deve ser feito ,e, você iniciado?
Isso explica tudo que estou tentando descrever aqui.
Eu acredito que a maioria saiu com a certeza que deveria ser feita para determinado orisá,após a primeira consulta.

O que podemos concluir de tudo isso?

 Depois de uma vida inteira,de buscas pela sua religião,aquela capaz de suprir, o vazio do nosso intimo, vem a descoberta de um mundo de magias,que já vem coroado,com o orisá do seu ori,tudo em muitas vezes revelado em minutos, como mágica.

Não é difícil de imaginar o porquê,dos desencontros,depois de todo esse achado,a pessoa vai buscar tudo sobre o seu orisá,e ela vai se transformando,para “incorporar”,aquele que seria o seu tudo.

 Então,quando dá tempo,para a preparação,porque muitas vezes,essa pessoa mal tem tempo de assimilar,o que é orisá,ele é feito em seu ori.

Será que vocês concordam com isso?

 No decorrer do tempo,alguns problemas vão se tornando maiores,o que antes era uma solução,acaba sendo o maior problema,a pessoa se vincula a uma religião que não conhece e com pessoas muitas vezes despreparadas.

Vários fatores podem contribuir para essa seqüência de erros, mas os mais comuns são a pressa e a desinformação.

Essa é a razão porque insisto na melhor preparação de nossos representantes, de nossos sacerdotes,
todos esses problemas podem ser identificados antecipadamente por um sacerdote com um real conhecimento,evitando assim sofrimento e desilusão.



A descoberta do ORISÁ




Autor: Iya apetebi Ifakemi Agboola

No nosso privilegiado Brasil, com sua natureza exuberante,e um povo acolhedor somos  capazes de  receber pessoas de vários países e com  praticas religiosas diferentes,sendo assim, é muito comum, pessoas mudarem de religião depois de adultas, começarem a praticar outra  crença por curiosidade,ou até mesmo influenciadas por alguns amigos ou familiares.

 É exatamente nesse momento dessa busca,que os maiores erros são cometidos.

E, em um  primeiro contato com a religião dos Orisas tudo é muito bonito.

A “Religião Afro Brasileira”,é belíssima  com suas cores e seus sabores e com seus ritmos;a pessoa se encanta com o conjunto  mas, muitas vezes desconhece algumas coisas importantes, exemplo:uma consulta implica em um ebó naturalmente,quem não quer fazer  ebó que não consulte.

 Feito o jogo de búzios, começa sua caminhada,que na maioria das vezes, podem o levar,não ao encontro e sim ao desencontro,isso vai depender da seriedade e do conhecimento do sacerdote.

Aquele que deveria ser o seu maior achado,o encontro com a sua “Religião”,e o seu orisá,pode virar um grande problema.

O primeiro erro acontece por pressa de quem faz o jogo na tentativa de impressionar e segurar o futuro filho em sua casa. Quantos de vocês, na primeira vez, que foram consultar o jogo lhes foi dito que o orisá deve ser feito ,e, você iniciado?
Isso explica tudo que estou tentando descrever aqui.
Eu acredito que a maioria saiu com a certeza que deveria ser feita para determinado orisá,após a primeira consulta.

O que podemos concluir de tudo isso?

 Depois de uma vida inteira,de buscas pela sua religião,aquela capaz de suprir, o vazio do nosso intimo, vem a descoberta de um mundo de magias,que já vem coroado,com o orisá do seu ori,tudo em muitas vezes revelado em minutos, como mágica.

Não é difícil de imaginar o porquê,dos desencontros,depois de todo esse achado,a pessoa vai buscar tudo sobre o seu orisá,e ela vai se transformando,para “incorporar”,aquele que seria o seu tudo.

 Então,quando dá tempo,para a preparação,porque muitas vezes,essa pessoa mal tem tempo de assimilar,o que é orisá,ele é feito em seu ori.

Será que vocês concordam com isso?

 No decorrer do tempo,alguns problemas vão se tornando maiores,o que antes era uma solução,acaba sendo o maior problema,a pessoa se vincula a uma religião que não conhece e com pessoas muitas vezes despreparadas.

Vários fatores podem contribuir para essa seqüência de erros, mas os mais comuns são a pressa e a desinformação.

Essa é a razão porque insisto na melhor preparação de nossos representantes, de nossos sacerdotes,
todos esses problemas podem ser identificados antecipadamente por um sacerdote com um real conhecimento,evitando assim sofrimento e desilusão.