quinta-feira, 30 de abril de 2015

A vaidade do saber.


 Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A maioria das pessoas são muito vaidosas com suas roupas, suas joias e com a suas aparências, vejo que no culto de orixá tem se dado muita importância para as roupas e os fios de conta em determinados grupos, em um outro seguimento a vaidade é por dançar bem ou cantar bem, além é claro de estar bem acompanhado, as pessoas valorizam tanto a aparência que escolhem as companhias pelo seu aspecto físico, tornando uma festa de orixá um desfile de modas.

Quando vejo pessoas passando horas na academia e gastando pequenas fortunas em cirurgias plásticas, percebo que é muito importante que a pessoa se sinta bem com sua aparência, mas quando você se preocupa com a opinião dos outros e começa a viver para mostrar-se aos outros a situação se complica.

Algumas pessoas na rede social se preocupam tanto com a opinião dos outros que passam horas fazendo pose para novas fotos, eu não sou psiquiatra para analisar essa questão, mas certamente algum problema sério essas pessoas têm, necessitar tanto da aprovação dos outros, é no mínimo insegurança.

Um sacerdote deveria ter a vaidade de saber, no ifá um Babalawo ou uma Iyanifa deve saber como se faz um batizado, como se faz um casamento e como se conduz os rituais fúnebres ou seja, da hora que nasce a hora que morre, tem rituais.

Saber interpretar o oraculo é obrigação, fazer ebós bem feitos com resultados satisfatórios deveria ser comum.

Os sacerdotes que não sabem deveriam assumir uma postura humilde perguntando para os seus mais velhos que caminho seguir.

Mais o que se vê hoje são pessoas recém iniciadas com uma postura que dá impressão que eles já foram iniciados há no mínimo um século, recém iniciados devem se comportar como recém iniciados, recém iniciados devem estudar para dignificar suas famílias.

Um awo que nada sabe é motivo de vergonha para o seu iniciador e para os seus antepassados, cada pessoa deveria falar do que sabe e do que conhece, isso sem falar que é impensável a pratica de ritos ainda desconhecidos.

A vaidade é tamanha que muitas vezes o iniciado quer competir com o iniciador, isso é o maior erro que pode haver em um processo de aprendizado, se a pessoa sabe mais que o seu sacerdote porque o procurou?

Joias finas, tecidos importados e porcelanas de boa origem, não formam um sacerdote, se a pessoa não sabe, que tenha a humildade de perguntar ao seu iniciador, ele tem obrigação de lhe orientar. Se a pessoa se cala e não pergunta, ela perde, a sua família perde, todos perdem.

O conhecimento abre portas, facilita a vida, e justifica a existência, passar pela vida sem que tenha ganho no saber, é perda de tempo.

Vejo que o fato de ser sacerdote envaidece algumas pessoas, porém sacerdote que nada sabe, deveria ser motivo de vergonha.

O desfile de vaidades dá início ao caminho da decepção, quando conhecimento falta e os resultados deixam de acontecer a fé é afetada, igbas ficam empoeirados e orixás são esquecidos, a frustração aumenta e a falta de capacidade em nada auxilia.

No culto ao orixá não existe espeço para a ignorância, a ignorância tudo permite e tudo tenta justificar, mas erros por falta de conhecimento não são permitidos e em determinados casos, são injustificáveis.

Imaginem um sacerdote sendo consultado por um familiar de alguém que está prestes a fazer uma cirurgia, se o mesmo não tem conhecimento a orientação será errada e uma vida será desperdiçada.

Estar limpo e vestir uma boa roupa dá prazer, a higiene é importante, os tratos da aparência e do corpo são importantes, mas os tratos da mente são os que justificam a razão de viver, evoluir, aprender e melhorar são as obrigações do espirito.

Richilie, sedas, organzas e cetins tem a mesma função do morim, a de vestir, vestir-se por fora é menos importante que vestir-se por dentro, vestir-se por dentro é ter amor, é ter a sensibilidade para identificar o problema, porém identificar o problema e não saber tratar é injustificável.

“Quem não tem conhecimento, que não se estabeleça”

Se um sacerdote não é lembrado por seu conhecimento, e por seus sentimentos, mas sim por sua aparência, alguma coisa deve estar errada.

“A vaidade do sacerdote é a vaidade do saber”



A vaidade do saber.


 Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A maioria das pessoas são muito vaidosas com suas roupas, suas joias e com a suas aparências, vejo que no culto de orixá tem se dado muita importância para as roupas e os fios de conta em determinados grupos, em um outro seguimento a vaidade é por dançar bem ou cantar bem, além é claro de estar bem acompanhado, as pessoas valorizam tanto a aparência que escolhem as companhias pelo seu aspecto físico, tornando uma festa de orixá um desfile de modas.

Quando vejo pessoas passando horas na academia e gastando pequenas fortunas em cirurgias plásticas, percebo que é muito importante que a pessoa se sinta bem com sua aparência, mas quando você se preocupa com a opinião dos outros e começa a viver para mostrar-se aos outros a situação se complica.

Algumas pessoas na rede social se preocupam tanto com a opinião dos outros que passam horas fazendo pose para novas fotos, eu não sou psiquiatra para analisar essa questão, mas certamente algum problema sério essas pessoas têm, necessitar tanto da aprovação dos outros, é no mínimo insegurança.

Um sacerdote deveria ter a vaidade de saber, no ifá um Babalawo ou uma Iyanifa deve saber como se faz um batizado, como se faz um casamento e como se conduz os rituais fúnebres ou seja, da hora que nasce a hora que morre, tem rituais.

Saber interpretar o oraculo é obrigação, fazer ebós bem feitos com resultados satisfatórios deveria ser comum.

Os sacerdotes que não sabem deveriam assumir uma postura humilde perguntando para os seus mais velhos que caminho seguir.

Mais o que se vê hoje são pessoas recém iniciadas com uma postura que dá impressão que eles já foram iniciados há no mínimo um século, recém iniciados devem se comportar como recém iniciados, recém iniciados devem estudar para dignificar suas famílias.

Um awo que nada sabe é motivo de vergonha para o seu iniciador e para os seus antepassados, cada pessoa deveria falar do que sabe e do que conhece, isso sem falar que é impensável a pratica de ritos ainda desconhecidos.

A vaidade é tamanha que muitas vezes o iniciado quer competir com o iniciador, isso é o maior erro que pode haver em um processo de aprendizado, se a pessoa sabe mais que o seu sacerdote porque o procurou?

Joias finas, tecidos importados e porcelanas de boa origem, não formam um sacerdote, se a pessoa não sabe, que tenha a humildade de perguntar ao seu iniciador, ele tem obrigação de lhe orientar. Se a pessoa se cala e não pergunta, ela perde, a sua família perde, todos perdem.

O conhecimento abre portas, facilita a vida, e justifica a existência, passar pela vida sem que tenha ganho no saber, é perda de tempo.

Vejo que o fato de ser sacerdote envaidece algumas pessoas, porém sacerdote que nada sabe, deveria ser motivo de vergonha.

O desfile de vaidades dá início ao caminho da decepção, quando conhecimento falta e os resultados deixam de acontecer a fé é afetada, igbas ficam empoeirados e orixás são esquecidos, a frustração aumenta e a falta de capacidade em nada auxilia.

No culto ao orixá não existe espeço para a ignorância, a ignorância tudo permite e tudo tenta justificar, mas erros por falta de conhecimento não são permitidos e em determinados casos, são injustificáveis.

Imaginem um sacerdote sendo consultado por um familiar de alguém que está prestes a fazer uma cirurgia, se o mesmo não tem conhecimento a orientação será errada e uma vida será desperdiçada.

Estar limpo e vestir uma boa roupa dá prazer, a higiene é importante, os tratos da aparência e do corpo são importantes, mas os tratos da mente são os que justificam a razão de viver, evoluir, aprender e melhorar são as obrigações do espirito.

Richilie, sedas, organzas e cetins tem a mesma função do morim, a de vestir, vestir-se por fora é menos importante que vestir-se por dentro, vestir-se por dentro é ter amor, é ter a sensibilidade para identificar o problema, porém identificar o problema e não saber tratar é injustificável.

“Quem não tem conhecimento, que não se estabeleça”

Se um sacerdote não é lembrado por seu conhecimento, e por seus sentimentos, mas sim por sua aparência, alguma coisa deve estar errada.

“A vaidade do sacerdote é a vaidade do saber”



terça-feira, 28 de abril de 2015

O sacerdócio e Orunmila..




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Em todas as profissões existem dificuldades e sempre aparece alguém que pensa diferente de você, por essa razão estou escrevendo esse texto, escrevo esse texto por acreditar que estou no caminho certo. Na verdade a opinião das pessoas pouco deve influenciar o nosso trabalho depois de mais de cinquenta anos nesse meio.

Conhecendo o comportamento dos críticos de plantão, ser sacerdote é muito difícil, principalmente quando você tem princípios.

O caso se complica muito quando lidamos com pessoas sem nenhuma noção da realidade, o conceito de sacerdote em nossa cultura tem como parâmetro os padres católicos, não somos católicos, praticamos a religião tradicional do povo Yoruba e não devemos raciocinar com base na filosofia católica.

Os católicos seguem uma religião que tem como exemplo de comportamento seus santos, todos devem tentar ser iguais aos santos e se comportar com base em seus atos, no culto a orixá isso não é indicado, imagine que eu siga o comportamento de Ogun e resolva sair cortando cabeças de todas as pessoas que não falem comigo.

Imaginem que eu copie o comportamento de Soponan, e deseje para as pessoas que se opõem a mim todo tipo de doença, não seria o mais indicado.

A religião tradicional é muito diferente do catolicismo, no catolicismo a filosofia indicada está alinhada com a teologia e os ritos, o culto ao orixá em nosso país tem ritos próprios e uma teologia com muita informação, já a filosofia do culto ao orixá está na mão dos Babalawos é eles quem tem o conhecimento passado pelo profeta AGBONNIREGUN.

Se os Babalawos não assumirem as suas funções de informar e divulgar os ensinamentos de Orunmila o nosso povo vai continuar raciocinando como católicos, isso implica diretamente na perda da fé porque as pessoas esperam de nossa religião o que é pregado na filosofia católica e não somos católicos, o desastre é certo, se não for divulgado a filosofia do povo Yoruba.

No culto ao orixá somos nós que escolhemos o nosso destino antes de vir para terra e o percentual a ser mudado nele em razão de nosso comportamento é muito pequeno.

Um comportamento adequado faz com que nós tenhamos satisfação e prazer pessoal, se comportar bem em nossa religião não garante um terreno no céu, como pregam alguns seguidores mercenários de Jesus.

Jesus não faz parte da nossa religião, nós respeitamos Jesus, mas não temos essa filosofia, então estudar é preciso, temos que alinhar a nossa forma de pensar com a nossa forma de agir, as pessoas continuam pedindo para o orixá um destino que elas não escolheram ao invés de buscar o destino por elas escolhido.

Cada vez que um de nós reza para os orixás pedindo o que não está em nosso destino estamos destruindo a capacidade de ter fé, esses pedidos jamais serão atendidos, e o não atendimento implicará em um afastamento por falta de retorno.

Outro dia ouvi de uma iyalorixa, minha amiga, a seguinte frase, (meus filhos de santo são a minha vida). No culto ao orixá é totalmente diferente, a minha vida são os meus orixás e não as pessoas que eu início, vou tentar explicar a cultura de orixá e a sua filosofia.

Na religião de orixá não atendemos somente as pessoas que simpatizamos e tão pouco iniciamos somente as mesmas, atendemos e iniciamos as pessoas indicadas pelo orixá.

Um exemplo que posso citar é que durante longo tempo de minha vida combati o tráfego de drogas, isso seria um indicativo suficiente para que eu não atendesse pessoas com dependência química, mas se orixá traz essas pessoas em minha porta e Orunmila manda que eu as inicie eu as iniciarei.

A iniciação é para ajudar as pessoas a melhorar se ela já é perfeita não precisa religião, então não posso discriminar as pessoas por seus comportamentos.

Um exemplo é que em nossa religião atendemos pessoas com preferência sexual completamente diferente da nossa, na religião católica durante vários anos não se falava em homossexualismo. Nas casas de orixá essa questão não é observada, a preferência sexual de cada um é uma escolha dela, sendo assim, os ensinamentos de Orunmila devem ser compartilhados com qualquer pessoa, Ifá é para todos.

Fazer religião para dizer as pessoas o que elas querem ouvir é muito fácil, qualquer idiota consegue; reproduzir o que o orixá indica implica em ter coragem e sobretudo conhecimento para fazer a interpretação.

Atender pessoas é indicar a elas um comportamento para a melhoria de qualidade de vida, não é manter simpatizantes fazendo agrados, ser sacerdote é seguir os princípios religiosos e não é seguir as pessoas.

A religião é para melhorar o homem e não faço religião para ter seguidores indico as pessoas que sigam a orientação de Orunmila, independentemente de ser em minha casa ou não. Não quero ser proprietário dos meus iniciados, e eles tem liberdade para ir e vir.

O iniciado não é perfeito, a imperfeição é o motivo da iniciação, só tem sentido a iniciação quando ela conduz a pessoa ao destino por ela escolhido e somente Orunmila conhece esse destino, Orunmila foi testemunha de nossa escolha.

O sacerdote de nossa religião não deve buscar agradar as pessoas, ele deve agradar os orixás, se você acredita na indicação do orixá não importa se as pessoas se opõe ao seu pensamento.
Você precisa ter muita coragem e força de vontade além de fé, para se opor a opinião da maioria, porém se o orixá indicou esse caminho para você, é esse o caminho que deve ser seguido.

O sacerdote que inicia pessoas por simpatia ou por afinidade de pensamento, cria um elo de ligação que inibe a verdade, e a mentira como forma de agrado, passa a ser a dialética.

A oposição ao seu pensar por parte de seus iniciados ou a não aceitação do comportamento dos mesmos pelo sacerdote não deve indicar as tratativas no dia a dia, o parâmetro deve ser estipulado e mantido pela sagrada palavra do orixá, então se você inicia somente as pessoas que se comportam de forma a que você admira, você não precisa inicia-las elas já têm a perfeição em seu agir.

Vai chegar o momento em que nossos sacerdotes vão deixar de pensar como católicos e vão estudar a filosofia do culto ao orixá, isso vai implicar diretamente na redução do enorme número de pessoas que abandonam a nossa religião.

O orixá vai deixar de ser o mágico que resolve tudo, quando as pessoas conseguirem sair do terreno alagadiço da ignorância.




O sacerdócio e Orunmila..




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Em todas as profissões existem dificuldades e sempre aparece alguém que pensa diferente de você, por essa razão estou escrevendo esse texto, escrevo esse texto por acreditar que estou no caminho certo. Na verdade a opinião das pessoas pouco deve influenciar o nosso trabalho depois de mais de cinquenta anos nesse meio.

Conhecendo o comportamento dos críticos de plantão, ser sacerdote é muito difícil, principalmente quando você tem princípios.

O caso se complica muito quando lidamos com pessoas sem nenhuma noção da realidade, o conceito de sacerdote em nossa cultura tem como parâmetro os padres católicos, não somos católicos, praticamos a religião tradicional do povo Yoruba e não devemos raciocinar com base na filosofia católica.

Os católicos seguem uma religião que tem como exemplo de comportamento seus santos, todos devem tentar ser iguais aos santos e se comportar com base em seus atos, no culto a orixá isso não é indicado, imagine que eu siga o comportamento de Ogun e resolva sair cortando cabeças de todas as pessoas que não falem comigo.

Imaginem que eu copie o comportamento de Soponan, e deseje para as pessoas que se opõem a mim todo tipo de doença, não seria o mais indicado.

A religião tradicional é muito diferente do catolicismo, no catolicismo a filosofia indicada está alinhada com a teologia e os ritos, o culto ao orixá em nosso país tem ritos próprios e uma teologia com muita informação, já a filosofia do culto ao orixá está na mão dos Babalawos é eles quem tem o conhecimento passado pelo profeta AGBONNIREGUN.

Se os Babalawos não assumirem as suas funções de informar e divulgar os ensinamentos de Orunmila o nosso povo vai continuar raciocinando como católicos, isso implica diretamente na perda da fé porque as pessoas esperam de nossa religião o que é pregado na filosofia católica e não somos católicos, o desastre é certo, se não for divulgado a filosofia do povo Yoruba.

No culto ao orixá somos nós que escolhemos o nosso destino antes de vir para terra e o percentual a ser mudado nele em razão de nosso comportamento é muito pequeno.

Um comportamento adequado faz com que nós tenhamos satisfação e prazer pessoal, se comportar bem em nossa religião não garante um terreno no céu, como pregam alguns seguidores mercenários de Jesus.

Jesus não faz parte da nossa religião, nós respeitamos Jesus, mas não temos essa filosofia, então estudar é preciso, temos que alinhar a nossa forma de pensar com a nossa forma de agir, as pessoas continuam pedindo para o orixá um destino que elas não escolheram ao invés de buscar o destino por elas escolhido.

Cada vez que um de nós reza para os orixás pedindo o que não está em nosso destino estamos destruindo a capacidade de ter fé, esses pedidos jamais serão atendidos, e o não atendimento implicará em um afastamento por falta de retorno.

Outro dia ouvi de uma iyalorixa, minha amiga, a seguinte frase, (meus filhos de santo são a minha vida). No culto ao orixá é totalmente diferente, a minha vida são os meus orixás e não as pessoas que eu início, vou tentar explicar a cultura de orixá e a sua filosofia.

Na religião de orixá não atendemos somente as pessoas que simpatizamos e tão pouco iniciamos somente as mesmas, atendemos e iniciamos as pessoas indicadas pelo orixá.

Um exemplo que posso citar é que durante longo tempo de minha vida combati o tráfego de drogas, isso seria um indicativo suficiente para que eu não atendesse pessoas com dependência química, mas se orixá traz essas pessoas em minha porta e Orunmila manda que eu as inicie eu as iniciarei.

A iniciação é para ajudar as pessoas a melhorar se ela já é perfeita não precisa religião, então não posso discriminar as pessoas por seus comportamentos.

Um exemplo é que em nossa religião atendemos pessoas com preferência sexual completamente diferente da nossa, na religião católica durante vários anos não se falava em homossexualismo. Nas casas de orixá essa questão não é observada, a preferência sexual de cada um é uma escolha dela, sendo assim, os ensinamentos de Orunmila devem ser compartilhados com qualquer pessoa, Ifá é para todos.

Fazer religião para dizer as pessoas o que elas querem ouvir é muito fácil, qualquer idiota consegue; reproduzir o que o orixá indica implica em ter coragem e sobretudo conhecimento para fazer a interpretação.

Atender pessoas é indicar a elas um comportamento para a melhoria de qualidade de vida, não é manter simpatizantes fazendo agrados, ser sacerdote é seguir os princípios religiosos e não é seguir as pessoas.

A religião é para melhorar o homem e não faço religião para ter seguidores indico as pessoas que sigam a orientação de Orunmila, independentemente de ser em minha casa ou não. Não quero ser proprietário dos meus iniciados, e eles tem liberdade para ir e vir.

O iniciado não é perfeito, a imperfeição é o motivo da iniciação, só tem sentido a iniciação quando ela conduz a pessoa ao destino por ela escolhido e somente Orunmila conhece esse destino, Orunmila foi testemunha de nossa escolha.

O sacerdote de nossa religião não deve buscar agradar as pessoas, ele deve agradar os orixás, se você acredita na indicação do orixá não importa se as pessoas se opõe ao seu pensamento.
Você precisa ter muita coragem e força de vontade além de fé, para se opor a opinião da maioria, porém se o orixá indicou esse caminho para você, é esse o caminho que deve ser seguido.

O sacerdote que inicia pessoas por simpatia ou por afinidade de pensamento, cria um elo de ligação que inibe a verdade, e a mentira como forma de agrado, passa a ser a dialética.

A oposição ao seu pensar por parte de seus iniciados ou a não aceitação do comportamento dos mesmos pelo sacerdote não deve indicar as tratativas no dia a dia, o parâmetro deve ser estipulado e mantido pela sagrada palavra do orixá, então se você inicia somente as pessoas que se comportam de forma a que você admira, você não precisa inicia-las elas já têm a perfeição em seu agir.

Vai chegar o momento em que nossos sacerdotes vão deixar de pensar como católicos e vão estudar a filosofia do culto ao orixá, isso vai implicar diretamente na redução do enorme número de pessoas que abandonam a nossa religião.

O orixá vai deixar de ser o mágico que resolve tudo, quando as pessoas conseguirem sair do terreno alagadiço da ignorância.




sábado, 25 de abril de 2015

Tudo sobre Iya mi Osoronga.

Assentamento de Iya mi Osoronga na Casa de Orunmila em Areia Branca-BA.
Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando a imagem negativa precedi o sujeito o texto por mais elucidativo que seja é incapaz de mudar anos de falta de informações confiáveis.

Escrever sobre Iya mi deveria ser um compromisso de todo o sacerdote do culto ao Orixá, é nossa obrigação desmistificar e enaltecer as divindades do panteão Yoruba.

O Orixá é a razão de culto, é amor, é fé e o ideal é adotar uma postura de respeito e carinho, se não for assim não tem sentido, por essa razão vou escrever mais uma vez sobre esse Orixá maravilhoso.
Falar sobre Iya mi é transitar pelos textos dos odus Osá meji, Ose Oyeku, Irete meji, Ogbe Sa e Irete Owonrin e Irete Ogbe, embora Iya mi se faça se presente em todos os odus.

Exu, Orunmila e Iya mi respondem nos duzentos e cinquenta e seis odus, porém em alguns é exaltada a necessidade de pactuar com Iya mi de forma a criar uma aproximação do indivíduo com a informação e a ritualística considerando que a energia já o acompanha desde o nascimento.

Vejo constantemente supostos conhecedores falando mal de Orixá e de determinados odus um desses é Osá meji famoso entre os incultos como odu negativo, é por essa razão que vamos começar falando do aspecto positivo contido nesse odu e no culto a Iya mi Osoronga.

No odu Osá meji, Iya mi Odu quando chega a terra age sem limites desrespeitando os Orixás a ponto de vestir a roupa de Egungun, nesse odu Iya mi encontra dificuldade para dançar com a roupa de Egungun e Obàtálá introduz em uma incisão do tecido com uma rede para que permita a ela conseguir enxergar.

É evidente que posterior a essas confusões algo tinha que ser feito e Iya mi deveria ser acalmada então após uma consulta a Orunmila, Obàtálá é aconselhado a dividir seu alimento com Iya mi. A água do igbin (omi ero), oferecida para Iya odu que imediatamente adota como o seu principal alimento, o igbin, com esse ato Obàtálá acalma Iya Odu.

O trabalho de um Babalawo é interpretar os versos de ifá, considerando o citado acima estamos falando de um convívio harmonioso entre um personagem masculino e um feminino, a água do igbin é conhecido como a água que acalma, sendo assim esse odu fala de um período de paz e prosperidade.

Já no odu Irete Owonrin, Obàtálá tenta ludibriar Iya mi se negando a pagar um tributo para a grande mãe ancestral, Iya mi com habilidade percebe a armação e se antecipa ao embuste criado.
Interpretando essa passagem do Odu Irete Owonrin percebemos que Iya mi só quer o que é dela por direito deixando bem claro que ela não se antepõe aos Orixás ou aos seres humanos.

Em uma linguagem popular se fomos comparar o Orun a uma empresa usando assim uma didática de fácil assimilação o processo seria composto da seguinte forma:

- Olódùmarè seria o equivalente ao presidente da empresa, que teria imediatamente dois diretores de total confiança.

- Orunmila seria o equivalente a um diretor administrativo que identifica e orienta a questão.

- Iya mi seria o equivalente a um diretor executivo com a função de dar andamento as orientações 
fornecidas por Orunmila, sendo assim o destino por nós escolhido diante de Ajala antes de vir para terra é testemunhado por Orunmila e informado a Iya mi.

-Iya mi não interfere na escolha de nosso destino, ela segue as orientações de Orunmila liberando os seus assistentes (ajoguns), para executarem o trabalho.

Os ajoguns, iku(morte), arun (doença), ejo (problemas),etc, são liberados por Iya mi em quase a totalidade das situações correspondendo a uma escolha feita por nós mesmos, não é Iya mi que é ruim ou perversa ela exerce uma função assim como os demais Orixás.

As pessoas iniciadas em Orixá não podem ser sepultadas em gavetas o ideal é que seus corpos sejam restituídos a terra, sendo assim o ajogun iku(morte), não é ruim, ele exerce uma função determinada por Iya mi porém em data quase sempre escolhida por nós.

No odu Ogbe Yonu, Orunmila orienta os Orixás para oferecerem efun e osun, além de várias folhas para Iya mi Osoronga, Iya mi se compromete a não atacar os filhos dos Orixás.

No odu Ogbe Sa, Iya mi se compromete com Orunmila em fazer o bem quando chega a terra, ela diz a Orunmila, que seus filhos vão ter prosperidade e felicidade.

No odu Irete meji Orunmila viaja para a cidade de Ota e descobri o segredo das Iya mi, ele oferece o prato predileto delas e eles se tornam amigos.

No odu Irete Ogbe, Iya Odu se torna a esposa de Orunmila que reconhece o poder de Iya quando ela invoca o pássaro Aragamágo como sendo muito superior ao seu.

No odu Ose Oyeku Orunmila orienta Ogun, Obaluaye, Oduduwa e Obàtálá para que façam oferenda para Iya mi que reconhece os mesmos como filhos.

A figura materna de Iya mi é confirmada em vários versos de ifá, uma mãe tem o dever de zelar pelos seus filhos, não tem o dever de agradá-los, nem tudo que uma mãe faz é compreendido por seus descendentes.

Iya mi é uma mãe zelosa e poderosa que habita dentro de cada um de nós, em nossas vísceras ela pode se manifestar de maneira positiva ou negativa. Iya mi pode criar um mal-estar para impedir que a pessoa saia de casa e seja vítima de algo que não faça parte de seu destino, o problema intestinal certamente vai ser visto de forma negativa, mas será necessário para manter a pessoa longe do perigo.

A igreja católica ao longo da história combateu a figura feminina por temer a capacidade que só as mulheres têm, que é abrigar uma nova vida dentro delas, as mulheres são muito superiores aos homens em vários sentidos, essa é a verdadeira razão do combate histórico a figura feminina. Iya mi foi uma das vítimas desse processo histórico.

Para cultuar Iya mi é necessário amar e respeitar a figura feminina, respeitar as mães, as irmãs, as filhas, respeitar a natureza e o poder de criação, Iya mi é a própria vida, é quem nos gerou, é quem nos abrigou no passado, é que nos abriga no presente, é com certeza quem vai nos abrigar em um futuro quando passarmos dessa para uma outra.

Algumas pessoas em seu odu de nascimento necessitam se aprofundar no culto a Iya mi, mais do que outras, isso se deve a própria história de cada odu e ao destino escolhido pela pessoa, de qualquer forma o culto a Iya mi pode ser praticado por qualquer um, agradar aos nossos antepassados femininos é muito mais fácil do que parece. Para agradar Iya mi temos que estar em harmonia com a natureza e com os nossos semelhantes, a essência do culto a Iya mi é a força feminina maternal que gera e mantém a vida, manter a vida é como amamentar o recém-nascido, é conservar a essência e estimular o desenvolvimento do que temos de melhor.

Iya mi é a força da vida é a capacidade de criar, é a capacidade de amar, é a manutenção da vida, é o leite que alimenta o recém-nascido é o desenvolvimento sadio é a evolução, é a capacidade de renovar como forma de perpetuar a vida.

Em uma arvore grande e sadia podemos observar centenas de galhos como extensão do tronco, podemos ver milhares de folhas e frutos como extensão dos galhos, os frutos dentro deles têm centenas de sementes que geraram outras arvores.

 É esse ciclo da vida que representa Iya mi a arvore é só um exemplo, quando estamos diante de uma mulher gravida esse mesmo ciclo pode ser observado, assim é a história, nada acontece sem essas senhoras.

Me causa espanto a falta de conhecimento sobre Iya mi, eu acredito que com o passar do tempo muito desses mitos devem desaparecer.


 O certo é que o tempo para a falta de informação está terminando.



Tudo sobre Iya mi Osoronga.

Assentamento de Iya mi Osoronga na Casa de Orunmila em Areia Branca-BA.
Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando a imagem negativa precedi o sujeito o texto por mais elucidativo que seja é incapaz de mudar anos de falta de informações confiáveis.

Escrever sobre Iya mi deveria ser um compromisso de todo o sacerdote do culto ao Orixá, é nossa obrigação desmistificar e enaltecer as divindades do panteão Yoruba.

O Orixá é a razão de culto, é amor, é fé e o ideal é adotar uma postura de respeito e carinho, se não for assim não tem sentido, por essa razão vou escrever mais uma vez sobre esse Orixá maravilhoso.
Falar sobre Iya mi é transitar pelos textos dos odus Osá meji, Ose Oyeku, Irete meji, Ogbe Sa e Irete Owonrin e Irete Ogbe, embora Iya mi se faça se presente em todos os odus.

Exu, Orunmila e Iya mi respondem nos duzentos e cinquenta e seis odus, porém em alguns é exaltada a necessidade de pactuar com Iya mi de forma a criar uma aproximação do indivíduo com a informação e a ritualística considerando que a energia já o acompanha desde o nascimento.

Vejo constantemente supostos conhecedores falando mal de Orixá e de determinados odus um desses é Osá meji famoso entre os incultos como odu negativo, é por essa razão que vamos começar falando do aspecto positivo contido nesse odu e no culto a Iya mi Osoronga.

No odu Osá meji, Iya mi Odu quando chega a terra age sem limites desrespeitando os Orixás a ponto de vestir a roupa de Egungun, nesse odu Iya mi encontra dificuldade para dançar com a roupa de Egungun e Obàtálá introduz em uma incisão do tecido com uma rede para que permita a ela conseguir enxergar.

É evidente que posterior a essas confusões algo tinha que ser feito e Iya mi deveria ser acalmada então após uma consulta a Orunmila, Obàtálá é aconselhado a dividir seu alimento com Iya mi. A água do igbin (omi ero), oferecida para Iya odu que imediatamente adota como o seu principal alimento, o igbin, com esse ato Obàtálá acalma Iya Odu.

O trabalho de um Babalawo é interpretar os versos de ifá, considerando o citado acima estamos falando de um convívio harmonioso entre um personagem masculino e um feminino, a água do igbin é conhecido como a água que acalma, sendo assim esse odu fala de um período de paz e prosperidade.

Já no odu Irete Owonrin, Obàtálá tenta ludibriar Iya mi se negando a pagar um tributo para a grande mãe ancestral, Iya mi com habilidade percebe a armação e se antecipa ao embuste criado.
Interpretando essa passagem do Odu Irete Owonrin percebemos que Iya mi só quer o que é dela por direito deixando bem claro que ela não se antepõe aos Orixás ou aos seres humanos.

Em uma linguagem popular se fomos comparar o Orun a uma empresa usando assim uma didática de fácil assimilação o processo seria composto da seguinte forma:

- Olódùmarè seria o equivalente ao presidente da empresa, que teria imediatamente dois diretores de total confiança.

- Orunmila seria o equivalente a um diretor administrativo que identifica e orienta a questão.

- Iya mi seria o equivalente a um diretor executivo com a função de dar andamento as orientações 
fornecidas por Orunmila, sendo assim o destino por nós escolhido diante de Ajala antes de vir para terra é testemunhado por Orunmila e informado a Iya mi.

-Iya mi não interfere na escolha de nosso destino, ela segue as orientações de Orunmila liberando os seus assistentes (ajoguns), para executarem o trabalho.

Os ajoguns, iku(morte), arun (doença), ejo (problemas),etc, são liberados por Iya mi em quase a totalidade das situações correspondendo a uma escolha feita por nós mesmos, não é Iya mi que é ruim ou perversa ela exerce uma função assim como os demais Orixás.

As pessoas iniciadas em Orixá não podem ser sepultadas em gavetas o ideal é que seus corpos sejam restituídos a terra, sendo assim o ajogun iku(morte), não é ruim, ele exerce uma função determinada por Iya mi porém em data quase sempre escolhida por nós.

No odu Ogbe Yonu, Orunmila orienta os Orixás para oferecerem efun e osun, além de várias folhas para Iya mi Osoronga, Iya mi se compromete a não atacar os filhos dos Orixás.

No odu Ogbe Sa, Iya mi se compromete com Orunmila em fazer o bem quando chega a terra, ela diz a Orunmila, que seus filhos vão ter prosperidade e felicidade.

No odu Irete meji Orunmila viaja para a cidade de Ota e descobri o segredo das Iya mi, ele oferece o prato predileto delas e eles se tornam amigos.

No odu Irete Ogbe, Iya Odu se torna a esposa de Orunmila que reconhece o poder de Iya quando ela invoca o pássaro Aragamágo como sendo muito superior ao seu.

No odu Ose Oyeku Orunmila orienta Ogun, Obaluaye, Oduduwa e Obàtálá para que façam oferenda para Iya mi que reconhece os mesmos como filhos.

A figura materna de Iya mi é confirmada em vários versos de ifá, uma mãe tem o dever de zelar pelos seus filhos, não tem o dever de agradá-los, nem tudo que uma mãe faz é compreendido por seus descendentes.

Iya mi é uma mãe zelosa e poderosa que habita dentro de cada um de nós, em nossas vísceras ela pode se manifestar de maneira positiva ou negativa. Iya mi pode criar um mal-estar para impedir que a pessoa saia de casa e seja vítima de algo que não faça parte de seu destino, o problema intestinal certamente vai ser visto de forma negativa, mas será necessário para manter a pessoa longe do perigo.

A igreja católica ao longo da história combateu a figura feminina por temer a capacidade que só as mulheres têm, que é abrigar uma nova vida dentro delas, as mulheres são muito superiores aos homens em vários sentidos, essa é a verdadeira razão do combate histórico a figura feminina. Iya mi foi uma das vítimas desse processo histórico.

Para cultuar Iya mi é necessário amar e respeitar a figura feminina, respeitar as mães, as irmãs, as filhas, respeitar a natureza e o poder de criação, Iya mi é a própria vida, é quem nos gerou, é quem nos abrigou no passado, é que nos abriga no presente, é com certeza quem vai nos abrigar em um futuro quando passarmos dessa para uma outra.

Algumas pessoas em seu odu de nascimento necessitam se aprofundar no culto a Iya mi, mais do que outras, isso se deve a própria história de cada odu e ao destino escolhido pela pessoa, de qualquer forma o culto a Iya mi pode ser praticado por qualquer um, agradar aos nossos antepassados femininos é muito mais fácil do que parece. Para agradar Iya mi temos que estar em harmonia com a natureza e com os nossos semelhantes, a essência do culto a Iya mi é a força feminina maternal que gera e mantém a vida, manter a vida é como amamentar o recém-nascido, é conservar a essência e estimular o desenvolvimento do que temos de melhor.

Iya mi é a força da vida é a capacidade de criar, é a capacidade de amar, é a manutenção da vida, é o leite que alimenta o recém-nascido é o desenvolvimento sadio é a evolução, é a capacidade de renovar como forma de perpetuar a vida.

Em uma arvore grande e sadia podemos observar centenas de galhos como extensão do tronco, podemos ver milhares de folhas e frutos como extensão dos galhos, os frutos dentro deles têm centenas de sementes que geraram outras arvores.

 É esse ciclo da vida que representa Iya mi a arvore é só um exemplo, quando estamos diante de uma mulher gravida esse mesmo ciclo pode ser observado, assim é a história, nada acontece sem essas senhoras.

Me causa espanto a falta de conhecimento sobre Iya mi, eu acredito que com o passar do tempo muito desses mitos devem desaparecer.


 O certo é que o tempo para a falta de informação está terminando.



domingo, 5 de abril de 2015

Opele Pankara aprendendo Ifá.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando vejo pessoas que não tem nenhum conhecimento mostrarem na rede social um Opele ou um opón ifá fico pensando se o desejo de aparecer de alguns pode justificar o prejuízo causados por essas pessoas a nossa religião.

Quando em um isefa aparece a indicação no odu que o omo ifá deve se tornar uma Babalawo o mesmo deve ser submetido a uma segunda cerimonia para que seja extraído um novo odu que vai indicar as orientações para o seu período de estudos.

Só assim após a segunda cerimonia o omo ifá será chamado de awo kekere, durante esse processo ele será instruído ao consultar um opele que normalmente é confeccionado com pedaços de cabaças, chamado pankara.

O awo kekere não recebe iroke e muito menos opón ifá é comum ver pessoas ignorantes consultar o merindilogun sobre um opón, para quem conhece a nossa religião isso é uma grande ofensa a Orunmila pois esse instrumento pertence exclusivamente a Babalawos e Iyanifas.

Um awo kekere não permissão para atender com opele somente após o itefa e o itelodu ele agora considerado um Babalawo poderá manusear um opele em público.

O opele que o Babalawo recebe no itelodu que é alimentado junto com seu ifá é totalmente diferente do opele usado em consultas no dia a dia, esse opele é alimentado em cerimônia restrita e os rituais que envolve a sua preparação são consideradas segredos.

Uma pessoa por não ter condições financeiras ou por não ter a indicação de ifá sinalizando a indicação do itelodu pode permanecer por anos como estudante (awo kekere).

O odu ogbe bara fala sobre a preparação do apele e sobre o ewo (proibição), do atendimento gratuito, fato esse que para alguns Babalawos pode gerar inúmeros problemas, para evitar que o Babalawo entre em ewo um pagamento mínimo simbólico deve ser efetuado na consulta.

Em um isefa o pré-iniciado não recebe iroke, opón, opele e também não tem sua cabeça raspada, infelizmente a falta de conhecimento de alguns jovens Babalawos em nosso país geraram alguns conflitos que hoje começam a ser esclarecidos através do contato com bons Babalawos da Nigéria.

A falta de conhecimento de alguns os leva a um improviso motivado por lembranças de suas iniciações, despreparados inventam rituais baseados em suas iniciações implicando em rituais descabidos e fora de hora.

Alguns desses senhores chegam ao ponto de enterrar ikins em rituais de isefa, demonstrando assim a sua total falta de conhecimento. Entendo esses gestos absurdos como além de total ignorância e despreparo uma forma de valorizar os ritos com a intenção de elevar os preços.

OFUN/OSE
Eni to ba puro
Iro a pa
Eni ti o ba seke
Eke a ke won lowo
A ke wån lese
A ti won si gburugburu ona oun
Awon lo se ifa fun ajangurumale
Ti nse oluwo lode orun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale ifa
Ni yoo ja won sorun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun
E ma fi oku pe aye
E ma fi aye pe oku
Eni ti o ba fi oku pe aye
Eni ti o ba fi aye pe oku
Ajangurumale ifa ni yoo ja won sorun
Ajangurumale
E ma fi abiyamo pe agan
E ma fi agan pe oyibi
Eni ti o ba fi abiyamo pe agan
Ti o fi agan pe oyibi
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun.

Este itan do Odu Ofun-Ose, narrado ao Babá King pelo venerável Babalawo Fabunmi Sowunmi

Aquele que mente será destruído pela mentira.

Aquele que provoca discórdia será destruído pela discórdia.
A falsidade despojará o falso da força vital de que dispõe.
 A falsidade destruirá os falsos.
Foram eles que adivinharam para Ajagunmale (Ifá), sábio supremo no orun.
Todos aqueles que trocam a verdade pela mentira serão levados para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem o morto de vivo, nem chamem o vivo de morto.
Quem chama o morto de vivo ou chama o vivo de morto será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem uma mulher fértil de estéril, nem chamem uma mulher estéril de fértil.
Quem chama uma mulher fértil de estéril ou chama uma mulher estéril de fértil será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem o preto de branco, nem chamem o branco de preto.
Quem chama o preto de branco ou chama o branco de preto, será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Orunmilá diz que prefere matar o babalawo que mente para quem o procura em busca da verdade e colocar em seu lugar um homem ignorante a respeito da complexa sabedoria de Ifá.

Orunmilá prefere um homem que não conhece a sabedoria de Ifá do que um grande conhecedor dessa sabedoria que seja falso e mentiroso.





Opele Pankara aprendendo Ifá.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando vejo pessoas que não tem nenhum conhecimento mostrarem na rede social um Opele ou um opón ifá fico pensando se o desejo de aparecer de alguns pode justificar o prejuízo causados por essas pessoas a nossa religião.

Quando em um isefa aparece a indicação no odu que o omo ifá deve se tornar uma Babalawo o mesmo deve ser submetido a uma segunda cerimonia para que seja extraído um novo odu que vai indicar as orientações para o seu período de estudos.

Só assim após a segunda cerimonia o omo ifá será chamado de awo kekere, durante esse processo ele será instruído ao consultar um opele que normalmente é confeccionado com pedaços de cabaças, chamado pankara.

O awo kekere não recebe iroke e muito menos opón ifá é comum ver pessoas ignorantes consultar o merindilogun sobre um opón, para quem conhece a nossa religião isso é uma grande ofensa a Orunmila pois esse instrumento pertence exclusivamente a Babalawos e Iyanifas.

Um awo kekere não permissão para atender com opele somente após o itefa e o itelodu ele agora considerado um Babalawo poderá manusear um opele em público.

O opele que o Babalawo recebe no itelodu que é alimentado junto com seu ifá é totalmente diferente do opele usado em consultas no dia a dia, esse opele é alimentado em cerimônia restrita e os rituais que envolve a sua preparação são consideradas segredos.

Uma pessoa por não ter condições financeiras ou por não ter a indicação de ifá sinalizando a indicação do itelodu pode permanecer por anos como estudante (awo kekere).

O odu ogbe bara fala sobre a preparação do apele e sobre o ewo (proibição), do atendimento gratuito, fato esse que para alguns Babalawos pode gerar inúmeros problemas, para evitar que o Babalawo entre em ewo um pagamento mínimo simbólico deve ser efetuado na consulta.

Em um isefa o pré-iniciado não recebe iroke, opón, opele e também não tem sua cabeça raspada, infelizmente a falta de conhecimento de alguns jovens Babalawos em nosso país geraram alguns conflitos que hoje começam a ser esclarecidos através do contato com bons Babalawos da Nigéria.

A falta de conhecimento de alguns os leva a um improviso motivado por lembranças de suas iniciações, despreparados inventam rituais baseados em suas iniciações implicando em rituais descabidos e fora de hora.

Alguns desses senhores chegam ao ponto de enterrar ikins em rituais de isefa, demonstrando assim a sua total falta de conhecimento. Entendo esses gestos absurdos como além de total ignorância e despreparo uma forma de valorizar os ritos com a intenção de elevar os preços.

OFUN/OSE
Eni to ba puro
Iro a pa
Eni ti o ba seke
Eke a ke won lowo
A ke wån lese
A ti won si gburugburu ona oun
Awon lo se ifa fun ajangurumale
Ti nse oluwo lode orun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale ifa
Ni yoo ja won sorun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun
E ma fi oku pe aye
E ma fi aye pe oku
Eni ti o ba fi oku pe aye
Eni ti o ba fi aye pe oku
Ajangurumale ifa ni yoo ja won sorun
Ajangurumale
E ma fi abiyamo pe agan
E ma fi agan pe oyibi
Eni ti o ba fi abiyamo pe agan
Ti o fi agan pe oyibi
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun.

Este itan do Odu Ofun-Ose, narrado ao Babá King pelo venerável Babalawo Fabunmi Sowunmi

Aquele que mente será destruído pela mentira.

Aquele que provoca discórdia será destruído pela discórdia.
A falsidade despojará o falso da força vital de que dispõe.
 A falsidade destruirá os falsos.
Foram eles que adivinharam para Ajagunmale (Ifá), sábio supremo no orun.
Todos aqueles que trocam a verdade pela mentira serão levados para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem o morto de vivo, nem chamem o vivo de morto.
Quem chama o morto de vivo ou chama o vivo de morto será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem uma mulher fértil de estéril, nem chamem uma mulher estéril de fértil.
Quem chama uma mulher fértil de estéril ou chama uma mulher estéril de fértil será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem o preto de branco, nem chamem o branco de preto.
Quem chama o preto de branco ou chama o branco de preto, será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Orunmilá diz que prefere matar o babalawo que mente para quem o procura em busca da verdade e colocar em seu lugar um homem ignorante a respeito da complexa sabedoria de Ifá.

Orunmilá prefere um homem que não conhece a sabedoria de Ifá do que um grande conhecedor dessa sabedoria que seja falso e mentiroso.