quinta-feira, 30 de julho de 2015

O equívoco da fé




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Particularmente acredito que o esvaziamento das casas de orixás não se deve a falta de fé e sim ao equivoco da fé.

Equivocadamente o nosso povo foi ensinado a acreditar nos orixás somente quando tudo está indo bem.

Na verdade existe uma enorme variante em cada questão entre a resposta positiva e a negativa, mas nos foi ensinado a acreditar no orixá quando tudo está correndo bem e os resultados são positivos.

Chegamos ao ponto de acreditar que o orixá deva fazer tudo que queremos, na data e local por nós escolhidos, na verdade somos tão poderosos que damos ordens para os orixás baseados no equívoco da fé ou no excesso de ignorância.

Quando as coisas não acontecem da forma que queremos mudar de casa ou de família de axé é a opção mais usada, esquecem os menos avisados que existem várias implicações nesses afastamentos já que seguimos uma religião Yoruba temos que ter a consciência que no território Yoruba o homem nasce e vive uma vida inteira pertencendo a uma única casa.

Qual seria a explicação para essa enorme variante na forma de agir que difere tanto os nossos iniciados dos iniciados em terras nigerianas?

A explicação para esse fato que implica no entra e sai das casas de axé é a forma equivocada que nos foi mostrado o orixá, o orixá no Brasil é um super herói que é retratado com uma musculatura excepcional e uma beleza indescritível. Esse exemplo de perfeição ao nosso ver nada mais é que um secretario de luxo que obedece sem replicar, em nada retratando o orixá.

Esse enorme absurdo nos levou a acreditar que a nossa religião é a melhor porque nos possibilita emprego, dinheiro, poder e amor.
Se fosse assim jamais um babalorixá ou um babalawo adoeceria ou teria problemas financeiros.

A pergunta é seguinte:

- Porque em todas as outras religiões não existe essa forma de imaginar as divindades?

O equívoco da fé é o retrato do equívoco da educação como um todo, nos países menos esclarecidos as pessoas são criadas para respeitar os ditames religiosos sem nenhum questionamento, mas se o educador não é bem educado o reflexo é visto no iniciado ignorante.

Oxum não é a mulher maravilha e Ogun não é o super homem, é difícil acreditar, mas é mais ou menos esse o conceito que nos foi passado, com um agravante, os nossos super heróis são escravizados e não tem vontade própria, são obrigados a fazer tudo que pedimos ou deixamos de acreditar neles.

Se isso continuar assim os filhos dos filhos serão reflexos da ignorância que se viveu no passado. A insistência na falta de informação perpetuará o equívoco, prejudicará o presente, desmoralizará o passado e aniquilará o futuro.

Cabe a nós mudarmos essa história com simplicidade e honestidade, orientando os iniciados para que não se equivoquem dando ordens aos orixás. Ensinar religião é como alimentar alguém, a escolha do alimento é que vai implicar em um futuro saudável, se você não orientar corretamente o iniciado, as expectativas não serão correspondidas e a decepção certamente vai acontecer.

As pessoas precisam entender que se elas em um passado foram atendidas em suas preces e hoje não o são, isso não deve implicar em afastamento da sua fé.

Se um iniciado nega o seu nome ele está negando a sua iniciação e está negando a proteção dos antepassados daquela família.

Isso é bem claro, pois se um babalawo jura segurando o ekodide e quebra o juramento o ekodide não tem nenhum sentido, e a sua iniciação deixa de existir. Se ele não usa o nome familiar porque os antepassados daquela família deveriam ouvi-lo em suas orações?

Se um iniciado em orixá quebra um juramento de respeito a sua família e o culto a orixá é familiar, como pode ele seguir invocando aquela mesma divindade, se não pertence mais a aquela família?

As implicações são muitas e os equívocos se multiplicam, fruto da falta de informações corretas, iniciados mudam de casa em busca dos resultados milagrosos e dá resposta dos super heróis.

Acreditar é preciso, mas ter lucidez é fundamental!



O equívoco da fé




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Particularmente acredito que o esvaziamento das casas de orixás não se deve a falta de fé e sim ao equivoco da fé.

Equivocadamente o nosso povo foi ensinado a acreditar nos orixás somente quando tudo está indo bem.

Na verdade existe uma enorme variante em cada questão entre a resposta positiva e a negativa, mas nos foi ensinado a acreditar no orixá quando tudo está correndo bem e os resultados são positivos.

Chegamos ao ponto de acreditar que o orixá deva fazer tudo que queremos, na data e local por nós escolhidos, na verdade somos tão poderosos que damos ordens para os orixás baseados no equívoco da fé ou no excesso de ignorância.

Quando as coisas não acontecem da forma que queremos mudar de casa ou de família de axé é a opção mais usada, esquecem os menos avisados que existem várias implicações nesses afastamentos já que seguimos uma religião Yoruba temos que ter a consciência que no território Yoruba o homem nasce e vive uma vida inteira pertencendo a uma única casa.

Qual seria a explicação para essa enorme variante na forma de agir que difere tanto os nossos iniciados dos iniciados em terras nigerianas?

A explicação para esse fato que implica no entra e sai das casas de axé é a forma equivocada que nos foi mostrado o orixá, o orixá no Brasil é um super herói que é retratado com uma musculatura excepcional e uma beleza indescritível. Esse exemplo de perfeição ao nosso ver nada mais é que um secretario de luxo que obedece sem replicar, em nada retratando o orixá.

Esse enorme absurdo nos levou a acreditar que a nossa religião é a melhor porque nos possibilita emprego, dinheiro, poder e amor.
Se fosse assim jamais um babalorixá ou um babalawo adoeceria ou teria problemas financeiros.

A pergunta é seguinte:

- Porque em todas as outras religiões não existe essa forma de imaginar as divindades?

O equívoco da fé é o retrato do equívoco da educação como um todo, nos países menos esclarecidos as pessoas são criadas para respeitar os ditames religiosos sem nenhum questionamento, mas se o educador não é bem educado o reflexo é visto no iniciado ignorante.

Oxum não é a mulher maravilha e Ogun não é o super homem, é difícil acreditar, mas é mais ou menos esse o conceito que nos foi passado, com um agravante, os nossos super heróis são escravizados e não tem vontade própria, são obrigados a fazer tudo que pedimos ou deixamos de acreditar neles.

Se isso continuar assim os filhos dos filhos serão reflexos da ignorância que se viveu no passado. A insistência na falta de informação perpetuará o equívoco, prejudicará o presente, desmoralizará o passado e aniquilará o futuro.

Cabe a nós mudarmos essa história com simplicidade e honestidade, orientando os iniciados para que não se equivoquem dando ordens aos orixás. Ensinar religião é como alimentar alguém, a escolha do alimento é que vai implicar em um futuro saudável, se você não orientar corretamente o iniciado, as expectativas não serão correspondidas e a decepção certamente vai acontecer.

As pessoas precisam entender que se elas em um passado foram atendidas em suas preces e hoje não o são, isso não deve implicar em afastamento da sua fé.

Se um iniciado nega o seu nome ele está negando a sua iniciação e está negando a proteção dos antepassados daquela família.

Isso é bem claro, pois se um babalawo jura segurando o ekodide e quebra o juramento o ekodide não tem nenhum sentido, e a sua iniciação deixa de existir. Se ele não usa o nome familiar porque os antepassados daquela família deveriam ouvi-lo em suas orações?

Se um iniciado em orixá quebra um juramento de respeito a sua família e o culto a orixá é familiar, como pode ele seguir invocando aquela mesma divindade, se não pertence mais a aquela família?

As implicações são muitas e os equívocos se multiplicam, fruto da falta de informações corretas, iniciados mudam de casa em busca dos resultados milagrosos e dá resposta dos super heróis.

Acreditar é preciso, mas ter lucidez é fundamental!



segunda-feira, 13 de julho de 2015

A floresta da sagrada ignorância


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola
.
Na mesma proporção que nasce novas arvores na floresta amazônica, nascem pseudos escritores e sacerdotes no facebook.
A ignorância é tanta que a paciência se esgota e a tolerância fica minimizada.
Em um país que é comum ver cartazes nas ruas que dizem “extraiu dente e corto cabelo”, ver pessoas que nada sabem, sobre um assunto, escrever sobre ele já se tornou comum.
Essa semana eu vi um texto na internet onde as pessoas voltam a falar nos mesmos assuntos, como a floresta sagrada (igbodu) e itefa, são escritas tantas besteiras que fica claro que eles não são iniciados.
Por alguma razão que eu desconheço alguns atos dá iniciação em ifá são comentados sem nenhum conhecimento, essas pessoas não podem ter sido iniciadas em ifá, considerando o que elas escrevem, exemplo:
1- Vejo ser dito que não existe itefa sem palmeira, sem arvores, é evidente que existe inúmeros atos no itefa que é usada a palmeira, só quem não fez itefa que não sabe disso.
2- Se fala muito da floresta sagrada, só quem não conhece ifá poderia descrever um itefa sem o uso da mais importante arvore da floresta sagrada, o orixá Opa Osun (a arvore genealógica do babalawo).
3- Inúmeros atos em um itefa são feitos diante da arvore genealógica e o igbodu, tem os seus segredos, na realidade só quem não foi submetido a um itefa pode escrever tantas besteiras.
O mesmo acontecia há algum tempo atrás, quando se dizia que não se poderia fazer babalawos no Brasil.
Acontece que sacerdotes que foram trazidos a algum tempo atrás para o Brasil e que eram instruídos a dizer que não se poderia fazer babalawos fora da Nigéria, depois de algum tempo os mesmos voltaram ao nosso país por sua conta e iniciaram babalawos.
É só em nosso país que acontece isso, não são exaltados os bons sacerdotes de ifá, por razões obvias, a negativa da hierarquia dificulta o relacionamento de uma estrutura sadia, fariseus e filisteus se misturam e a regra do faz tudo ganha espaço.
É comum ver um ógberi (ignorante), dizer que é de ifá, quando é conveniente para ele, mas quando não é conveniente ele usa uma outra estratégia, diz que é de candomblé, por essa razão é que em nossas andanças encontramos tantos absurdos, até ojugbo de Iya mi sendo feito em ninho de passarinho, imaginem isso.
Entre tantos absurdos que eu vi, tem fariseu escrevendo que se cultua antepassados do candomblé em Opa Osun, só para esclarecer, em Opa Osun os únicos antepassados que são cultuados são os sacerdotes de ifá daquela família a qual o iniciado pertence.
Esses mesmos fariseus usam roupas de babalawo, dizem que são babalawos, mas sobre ifá mesmo eles não sabem nada.
Resolvemos escrever esse texto para ajudar identificar a floresta sagrada para que as pessoas não confundam com a sagrada floresta da ignorância.
É fácil identificar a questão de onde fazer um itefa em fotos das várias famílias de ifá na Nigéria a disposição na rede social, uma pessoa observadora que tenha mais de um neurônio vai ver que os igbodus são construídos nas residências dos babalawos, que se assemelham muito as casas existentes no Brasil.
Recomendo aos nossos leitores que leiam em nosso blog o texto que tem por título (O Babalawo brasileiro).
Enquanto isso convenientemente Fariseus se misturam com Filisteus.
Ika Ofun - Não queiram ser uma coisa que vocês não são.


A floresta da sagrada ignorância


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola
.
Na mesma proporção que nasce novas arvores na floresta amazônica, nascem pseudos escritores e sacerdotes no facebook.
A ignorância é tanta que a paciência se esgota e a tolerância fica minimizada.
Em um país que é comum ver cartazes nas ruas que dizem “extraiu dente e corto cabelo”, ver pessoas que nada sabem, sobre um assunto, escrever sobre ele já se tornou comum.
Essa semana eu vi um texto na internet onde as pessoas voltam a falar nos mesmos assuntos, como a floresta sagrada (igbodu) e itefa, são escritas tantas besteiras que fica claro que eles não são iniciados.
Por alguma razão que eu desconheço alguns atos dá iniciação em ifá são comentados sem nenhum conhecimento, essas pessoas não podem ter sido iniciadas em ifá, considerando o que elas escrevem, exemplo:
1- Vejo ser dito que não existe itefa sem palmeira, sem arvores, é evidente que existe inúmeros atos no itefa que é usada a palmeira, só quem não fez itefa que não sabe disso.
2- Se fala muito da floresta sagrada, só quem não conhece ifá poderia descrever um itefa sem o uso da mais importante arvore da floresta sagrada, o orixá Opa Osun (a arvore genealógica do babalawo).
3- Inúmeros atos em um itefa são feitos diante da arvore genealógica e o igbodu, tem os seus segredos, na realidade só quem não foi submetido a um itefa pode escrever tantas besteiras.
O mesmo acontecia há algum tempo atrás, quando se dizia que não se poderia fazer babalawos no Brasil.
Acontece que sacerdotes que foram trazidos a algum tempo atrás para o Brasil e que eram instruídos a dizer que não se poderia fazer babalawos fora da Nigéria, depois de algum tempo os mesmos voltaram ao nosso país por sua conta e iniciaram babalawos.
É só em nosso país que acontece isso, não são exaltados os bons sacerdotes de ifá, por razões obvias, a negativa da hierarquia dificulta o relacionamento de uma estrutura sadia, fariseus e filisteus se misturam e a regra do faz tudo ganha espaço.
É comum ver um ógberi (ignorante), dizer que é de ifá, quando é conveniente para ele, mas quando não é conveniente ele usa uma outra estratégia, diz que é de candomblé, por essa razão é que em nossas andanças encontramos tantos absurdos, até ojugbo de Iya mi sendo feito em ninho de passarinho, imaginem isso.
Entre tantos absurdos que eu vi, tem fariseu escrevendo que se cultua antepassados do candomblé em Opa Osun, só para esclarecer, em Opa Osun os únicos antepassados que são cultuados são os sacerdotes de ifá daquela família a qual o iniciado pertence.
Esses mesmos fariseus usam roupas de babalawo, dizem que são babalawos, mas sobre ifá mesmo eles não sabem nada.
Resolvemos escrever esse texto para ajudar identificar a floresta sagrada para que as pessoas não confundam com a sagrada floresta da ignorância.
É fácil identificar a questão de onde fazer um itefa em fotos das várias famílias de ifá na Nigéria a disposição na rede social, uma pessoa observadora que tenha mais de um neurônio vai ver que os igbodus são construídos nas residências dos babalawos, que se assemelham muito as casas existentes no Brasil.
Recomendo aos nossos leitores que leiam em nosso blog o texto que tem por título (O Babalawo brasileiro).
Enquanto isso convenientemente Fariseus se misturam com Filisteus.
Ika Ofun - Não queiram ser uma coisa que vocês não são.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ifá, Orunmila fala!



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Se no odu otura ìwòrì está bem claro que um Bàbàláwo não deve fazer uma iniciação em ifá sozinho, como é que alguns babalawos no Brasil viajam sozinhos fazendo itefas e itelodus?

Se no odu otura ìwòrì diz que um Bàbàláwo não pode comercializar as coisas de ifá como é que alguns babalawos vendem roupa, obi e orobo?

Se ifá indica no odu ose Irete que o Bàbàláwo deve fazer a iniciação diante de Opa Osun, como é que pessoas que não foram iniciados nesse orixá podem iniciar em ifá?

Se no odu Ìká Òfún diz que só podemos dar o que temos, como pode um Bàbàláwo que não tem Iya odu e não é iniciado em Ogun usar o obé?

Esses são alguns questionamentos que nos fazem pensar sobre o ifá que é praticado em nosso país.

O fato é que o território Yoruba está longe do nosso país dificultando a comunicação, sendo assim por falta de informação as pessoas que faziam parte do culto ao orixá afro brasileiro terminam improvisando dando origem a uma grande mistura.

Considerando que todos os ensinamentos estão contidos nos versos de ifá, o iniciado deve estudara palavra de Orunmila.

Nesse texto vamos divulgar alguns versos de Ifá e a sua utilidade:

Ogbè Méjì – Fala sobre respeito a figura materna.
Ìretè Méjì - Fala sobre o uso Ewé Tete.
Òtúá Méjì – Fala sobre o uso da esteira para adivinhação.
Òyèkú Méjì – Fala que o homem deve ter somente uma mulher.
Ìwòrì Ogbè – Fala da criação dos Ikins.
Òdí Méjì – Fala da necessidade de ouvir os outros.
Òbàrà Méjì – Fala de lavar a cabeça com folhas para obter bons resultados.
Ògúndá Méjì – Fala que o homem obtém reconhecimento com seu trabalho.
Òtúrúpòn Méjì – Fala sobre o uso da Ewé gbegi e da necessidade de alimentar o ifá constantemente.
Ogbe Otura – Fala sobre a hierarquia no ifá.
Ogbe Ose – Fala sobre o uso do ekodide.
Oyeku Ogbe – Fala da necessidade de consultar o Bàbàláwo.
Oyeku Owonrin – Fala que o adultério levará a morte.
Oyeku Ogunda – Fala que fazendo o ebó a pessoa supera o problema.
Oyeku Oturupon – Fala sobre a necessidade de perdoar.
Oyeku Otura – Fala que a pessoa tem a sorte dupla.
Oyeku Ose – Fala da saudação aos babalawos.
Iwori Odi – Fala sobre o sexo dos bichos a serem sacrificados.
Iwori Okanran – Fala que a pessoa mente ao Bàbàláwo / Iyanifa
Iwori Osa – Fala da falta de caráter.
Iwori Irete – Fala da necessidade de dar esmolas e ter bom caráter para evoluir.
Iwori Ose – Fala que quem tem bom caráter será recompensado.
Iwori Ofun – Fala que a pessoa deve respeitar quem merece.
Odi Oyeku – Fala que a pessoa deve ter uma postura digna.
Odi Obara – Fala que a pessoa deve manter algumas coisas privadas.
Odi Otura – Fala que a pessoa deve consultar antes de casar.
Odi Ofun- Fala sobre a necessidade de ebó.
Ìrosùn Obara – Fala sobre a necessidade de estudar.
Ìrosùn Ogunda – Fala que não se deve pedir coisas negativas a Exu.
Ìrosùn Osa – Fala que a pessoa deve ter Iniciação para ter sucesso.
 Ìrosùn Ika – Fala de prestigio, fama e reconhecimento.
Ìrosùn Oturupon – Fala sobre animais de uma única cor para sacrificar em ebós para adquirir prestigio.
Ìrosùn Irete – Fala sobre iniciação em ifá, Itefa.
Ìrosùn Ose – Fala sobre a necessidade de consultar ifá.
Ìrosùn Ofun – Fala sobre a necessidade de lavar o ori com Omiero.
Owonrin Ogbe – necessidade de agradar Exu.
Owonrin Odi – Fala de fazer caridade para prosperar.
Owonrin Ìrosùn – Fala de alimentar o ori para ter sucesso.
Owonrin Osa – Fala em fazer ebó para obter êxito na vida sentimental.
Owonrin Ika – Fala sobre examinar tudo com muito cuidado para ter sucesso.
Obara Odi – Fala que a promiscuidade prejudica.
Obara Osa – Fala sobre inadimplência.
Obara Oturupon – Fala sobre problemas para concepção.
Obara Ose – Fala que aquele que não cumpre as regras não evolui.
Okanran Ogbe – Fala sobre iniciação em ifá.
Okanran Owonrin – Fala sobre o pagamento do Bàbàláwo, nesse odu o Bàbàláwo deve doar grande parte do dinheiro recebido.
Okanran Obara – Fala sobre perda de bens.
Okanran Ogunda – Fala da criação do mundo, Odu que Orunmila veio a terra.
Ogunda Ogbe – Fala da mulher que manda no marido.
Ogunda Owonrin – Fala sobre inveja.
Ogunda Oturupon – Fala sobre boa sorte, riqueza, abundancia.
Ogunda Okanran – Fala sobre comercio improdutivo.
Ogunda Ose – Fala que as crianças não devem ser castigadas.
Osa Iwori – Fala sobre a necessidade de usar obi.
Osa Obara – Fala sobre a necessidade de mudar-se para ter sucesso.
Osa Okanran – Fala sobre pessoa deve construir uma casa sozinha para ter felicidades.
Osa Otura – Fala sobre dizer sempre a verdade.
Osa Ofun – Fala da necessidade de manter os ewos.
Ika Odi – Fala sobre desobediência e o desrespeito aos mais velhos.
Ika Okanran – Fala sobre maus mau hábitos.
Ika Osa – Fala sobre covardia.
Ika Oturupon – Fala sobre tocar Iroke para afastar coisas ruins.
Ika Ofun – Fala sobre as regras do iniciado.
Oturupon Oyeku – Fala sobre convidar as pessoas a vir em casa para progredir.
Oturupon Ìrosùn – Fala sobre problemas conjugais.
Oturupon Obara – Fala sobre manter o corpo saudável.
Oturupon Ogunda – Fala sobre a necessidade de educar os filhos.
Oturupon Osa – Fala sobre problemas com filhos.
Oturupon Otura – Fala sobre a criação do calendário, que a semana Yoruba tem quatro dias.
Oturupon Ose – Fala sobre o uso da pimenta para afastar a morte.
Otura Ogbe – Fala sobre a impotência masculina, odu que oferece milho como ebó.
Otura Owonrin – Fala sobre a reencarnação.
Otura Osa – Fala sobre não pode fazer sociedade com alguém.
Otura Oturupon – Fala sobre Ewó bebida alcoólica, impedimento de dendê a Obàtálá uso do pano branco em ebó, Ewó de emu (vinho de palma).
Otura Ose – Fala sobre tomar banho com ose Dudu em forma de ebó.
Irete Ogbe – Fala de dar mel ao ifá.
Irete Oyeku – Fala de soltar os animais do ebó.
Irete Ogunda – Fala sobre usar nos ebós banana, banha de ori e camarão.
Irete Osa – Fala do uso do mel nos ebós.
Ose Ogbe – Fala sobre o uso da roupa branca.
Ose Oyeku – Fala sobre a necessidade de lavar os olhos para entrar em um lugar sagrado.
Ose Iwori – Fala sobre a menstruação.
Ose Odi – Fala sobre não poder ter compaixão com o inimigo.
Ose Owonrin – Fala sobre o uso das cinzas nos ebós.
Ose Obara – Fala sobre o uso de bagre em Ifá.
Ose Okanran – Fala sobre o uso de efun e o osun nos ebós.
Ose Ogunda – Fala sobre o uso das penas de agbe, aluko, odire nos ebós.
Ose Oturupon – Fala sobre o sacrifício dos igbins nos ebós.
Ose Otura – fala sobre o uso de Ewé abamoda, o uso do dedo mediano para marcar odu.
Ofun Ìrosùn – Fala sobre o sacrifício de mel.
Ofun Ogunda – Fala sobre o uso de carnes nos ebós.
Ofun Ika – Fala sobre colocar roupas novas após o banho.
Ofun Oturupon – Fala sobre o uso búzios para ebó.
Ofun Irete – Fala sobre o uso da agua nos ebós.
Ofun Ose – Fala sobre o uso de folhas de ifá embaixo do travesseiro como ebó.

Espero ter contribuído com os estudos de nossos irmãos, em nosso blog temos outros textos que falam sobre esses assuntos, não deixem de ler o texto que tem como título (religião tem regras) é um bom material de estudos.

Ifá gbe wa o







Ifá, Orunmila fala!



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Se no odu otura ìwòrì está bem claro que um Bàbàláwo não deve fazer uma iniciação em ifá sozinho, como é que alguns babalawos no Brasil viajam sozinhos fazendo itefas e itelodus?

Se no odu otura ìwòrì diz que um Bàbàláwo não pode comercializar as coisas de ifá como é que alguns babalawos vendem roupa, obi e orobo?

Se ifá indica no odu ose Irete que o Bàbàláwo deve fazer a iniciação diante de Opa Osun, como é que pessoas que não foram iniciados nesse orixá podem iniciar em ifá?

Se no odu Ìká Òfún diz que só podemos dar o que temos, como pode um Bàbàláwo que não tem Iya odu e não é iniciado em Ogun usar o obé?

Esses são alguns questionamentos que nos fazem pensar sobre o ifá que é praticado em nosso país.

O fato é que o território Yoruba está longe do nosso país dificultando a comunicação, sendo assim por falta de informação as pessoas que faziam parte do culto ao orixá afro brasileiro terminam improvisando dando origem a uma grande mistura.

Considerando que todos os ensinamentos estão contidos nos versos de ifá, o iniciado deve estudara palavra de Orunmila.

Nesse texto vamos divulgar alguns versos de Ifá e a sua utilidade:

Ogbè Méjì – Fala sobre respeito a figura materna.
Ìretè Méjì - Fala sobre o uso Ewé Tete.
Òtúá Méjì – Fala sobre o uso da esteira para adivinhação.
Òyèkú Méjì – Fala que o homem deve ter somente uma mulher.
Ìwòrì Ogbè – Fala da criação dos Ikins.
Òdí Méjì – Fala da necessidade de ouvir os outros.
Òbàrà Méjì – Fala de lavar a cabeça com folhas para obter bons resultados.
Ògúndá Méjì – Fala que o homem obtém reconhecimento com seu trabalho.
Òtúrúpòn Méjì – Fala sobre o uso da Ewé gbegi e da necessidade de alimentar o ifá constantemente.
Ogbe Otura – Fala sobre a hierarquia no ifá.
Ogbe Ose – Fala sobre o uso do ekodide.
Oyeku Ogbe – Fala da necessidade de consultar o Bàbàláwo.
Oyeku Owonrin – Fala que o adultério levará a morte.
Oyeku Ogunda – Fala que fazendo o ebó a pessoa supera o problema.
Oyeku Oturupon – Fala sobre a necessidade de perdoar.
Oyeku Otura – Fala que a pessoa tem a sorte dupla.
Oyeku Ose – Fala da saudação aos babalawos.
Iwori Odi – Fala sobre o sexo dos bichos a serem sacrificados.
Iwori Okanran – Fala que a pessoa mente ao Bàbàláwo / Iyanifa
Iwori Osa – Fala da falta de caráter.
Iwori Irete – Fala da necessidade de dar esmolas e ter bom caráter para evoluir.
Iwori Ose – Fala que quem tem bom caráter será recompensado.
Iwori Ofun – Fala que a pessoa deve respeitar quem merece.
Odi Oyeku – Fala que a pessoa deve ter uma postura digna.
Odi Obara – Fala que a pessoa deve manter algumas coisas privadas.
Odi Otura – Fala que a pessoa deve consultar antes de casar.
Odi Ofun- Fala sobre a necessidade de ebó.
Ìrosùn Obara – Fala sobre a necessidade de estudar.
Ìrosùn Ogunda – Fala que não se deve pedir coisas negativas a Exu.
Ìrosùn Osa – Fala que a pessoa deve ter Iniciação para ter sucesso.
 Ìrosùn Ika – Fala de prestigio, fama e reconhecimento.
Ìrosùn Oturupon – Fala sobre animais de uma única cor para sacrificar em ebós para adquirir prestigio.
Ìrosùn Irete – Fala sobre iniciação em ifá, Itefa.
Ìrosùn Ose – Fala sobre a necessidade de consultar ifá.
Ìrosùn Ofun – Fala sobre a necessidade de lavar o ori com Omiero.
Owonrin Ogbe – necessidade de agradar Exu.
Owonrin Odi – Fala de fazer caridade para prosperar.
Owonrin Ìrosùn – Fala de alimentar o ori para ter sucesso.
Owonrin Osa – Fala em fazer ebó para obter êxito na vida sentimental.
Owonrin Ika – Fala sobre examinar tudo com muito cuidado para ter sucesso.
Obara Odi – Fala que a promiscuidade prejudica.
Obara Osa – Fala sobre inadimplência.
Obara Oturupon – Fala sobre problemas para concepção.
Obara Ose – Fala que aquele que não cumpre as regras não evolui.
Okanran Ogbe – Fala sobre iniciação em ifá.
Okanran Owonrin – Fala sobre o pagamento do Bàbàláwo, nesse odu o Bàbàláwo deve doar grande parte do dinheiro recebido.
Okanran Obara – Fala sobre perda de bens.
Okanran Ogunda – Fala da criação do mundo, Odu que Orunmila veio a terra.
Ogunda Ogbe – Fala da mulher que manda no marido.
Ogunda Owonrin – Fala sobre inveja.
Ogunda Oturupon – Fala sobre boa sorte, riqueza, abundancia.
Ogunda Okanran – Fala sobre comercio improdutivo.
Ogunda Ose – Fala que as crianças não devem ser castigadas.
Osa Iwori – Fala sobre a necessidade de usar obi.
Osa Obara – Fala sobre a necessidade de mudar-se para ter sucesso.
Osa Okanran – Fala sobre pessoa deve construir uma casa sozinha para ter felicidades.
Osa Otura – Fala sobre dizer sempre a verdade.
Osa Ofun – Fala da necessidade de manter os ewos.
Ika Odi – Fala sobre desobediência e o desrespeito aos mais velhos.
Ika Okanran – Fala sobre maus mau hábitos.
Ika Osa – Fala sobre covardia.
Ika Oturupon – Fala sobre tocar Iroke para afastar coisas ruins.
Ika Ofun – Fala sobre as regras do iniciado.
Oturupon Oyeku – Fala sobre convidar as pessoas a vir em casa para progredir.
Oturupon Ìrosùn – Fala sobre problemas conjugais.
Oturupon Obara – Fala sobre manter o corpo saudável.
Oturupon Ogunda – Fala sobre a necessidade de educar os filhos.
Oturupon Osa – Fala sobre problemas com filhos.
Oturupon Otura – Fala sobre a criação do calendário, que a semana Yoruba tem quatro dias.
Oturupon Ose – Fala sobre o uso da pimenta para afastar a morte.
Otura Ogbe – Fala sobre a impotência masculina, odu que oferece milho como ebó.
Otura Owonrin – Fala sobre a reencarnação.
Otura Osa – Fala sobre não pode fazer sociedade com alguém.
Otura Oturupon – Fala sobre Ewó bebida alcoólica, impedimento de dendê a Obàtálá uso do pano branco em ebó, Ewó de emu (vinho de palma).
Otura Ose – Fala sobre tomar banho com ose Dudu em forma de ebó.
Irete Ogbe – Fala de dar mel ao ifá.
Irete Oyeku – Fala de soltar os animais do ebó.
Irete Ogunda – Fala sobre usar nos ebós banana, banha de ori e camarão.
Irete Osa – Fala do uso do mel nos ebós.
Ose Ogbe – Fala sobre o uso da roupa branca.
Ose Oyeku – Fala sobre a necessidade de lavar os olhos para entrar em um lugar sagrado.
Ose Iwori – Fala sobre a menstruação.
Ose Odi – Fala sobre não poder ter compaixão com o inimigo.
Ose Owonrin – Fala sobre o uso das cinzas nos ebós.
Ose Obara – Fala sobre o uso de bagre em Ifá.
Ose Okanran – Fala sobre o uso de efun e o osun nos ebós.
Ose Ogunda – Fala sobre o uso das penas de agbe, aluko, odire nos ebós.
Ose Oturupon – Fala sobre o sacrifício dos igbins nos ebós.
Ose Otura – fala sobre o uso de Ewé abamoda, o uso do dedo mediano para marcar odu.
Ofun Ìrosùn – Fala sobre o sacrifício de mel.
Ofun Ogunda – Fala sobre o uso de carnes nos ebós.
Ofun Ika – Fala sobre colocar roupas novas após o banho.
Ofun Oturupon – Fala sobre o uso búzios para ebó.
Ofun Irete – Fala sobre o uso da agua nos ebós.
Ofun Ose – Fala sobre o uso de folhas de ifá embaixo do travesseiro como ebó.

Espero ter contribuído com os estudos de nossos irmãos, em nosso blog temos outros textos que falam sobre esses assuntos, não deixem de ler o texto que tem como título (religião tem regras) é um bom material de estudos.

Ifá gbe wa o