quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ifá, Orixás, o pecado não existe.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Escrever sobre filosofia religiosa yoruba exige sobre tudo coragem e ousadia, aquele que tenta divulgar orixá e sua forma de pensar em um país a onde a grande maioria se declara católico.

O Ile Ifá Agboola tem sua sede em um bairro conhecido como Areia Branca, famoso pela quantidade de terreiros de candomblé.

Fui surpreendido com o resultado de uma pesquisa que fiz na internet, em nosso bairro a grande maioria das pessoas se declaram católicos ou evangélicos.

Religião                                                      Areia Branca
Católica Apostólica Romana                             18.370
Espírita                                                                   125
Evangélica                                                            4.001

Dados fornecidos pela prefeitura de Lauro de Freitas – Bahia.

Escrever para pessoas que não assumem sua religião publicamente é muito complicado, imaginem então, escrever sobre filosofia yoruba para pessoas que aprenderam a pensar como católicos.

Para nós iniciados em orixá o pecado não existe pressupor pecado implica em aceitar que se eu pequei e cumpri a penitencia fui perdoado, na religião tradicional yoruba se você cometer erros mesmo que venha se arrepender as implicações do erro não deixaram de existir.

No odu Ògúndá Òfún fala sobre o comportamento do ladrão e traidor, indicando no próprio texto cautela ao iniciar as pessoas para quem se apresenta esse odu, se Òrúnmìlà orienta para ter cautela é porque existem indicativos de falta de caráter.

Ògúndá Òfún:

Um mentiroso mente e suas mentiras o destroem.
Um traidor faz dano para ele mesmo.

Estas foram as declarações de ifá para Òrúnmìlà, quando o mentiroso e traidor queria se converter em seu discípulo.

“Solagbade Popoola”

A verdade é que ao longo do tempo em nosso país foi divulgado que a nossa religião esta de braços abertos para os faltosos, em parte é verdade, estamos de braços abertos, mas isso não quer dizer que você comprou um passaporte para a impunidade.

Há algum tempo um Bàbàláwo recém-iniciado me perguntou se quem passa por todos os rituais do itelodu estaria protegido por um longo tempo de energias negativas, a minha resposta para ele foi não.

Mesmo que você tenha passado por todos os rituais que uma iniciação exige, se você não mudar sua forma de pensar e agir, a permanência da energia adquirida na iniciação termina se esvaindo.

A religião que eu pratico não é a mesma das pessoas que atendem traficantes e assassinos, seria infantilidade afirmar que orações dirigidas a um orixá possam trazer benefícios para alguém que vende drogas para crianças ou que tira a vida de inocentes.

Os desavisados podem concluir então que a nossa religião é só para pessoas perfeitas, na realidade todas as religiões deveriam servir para as pessoas que querem abandonar posturas antigas, deveriam servir para pessoas que estão tentando mudar e evoluir como seres humanos.

Se você busca a transformação o orixá é o caminho, mas se você acredita em absolvição esta na religião errada, as nossas atitudes nos envolvem e podem nos condenar ou nos absolver.

Quem não estiver com intenção de melhorar certamente não vai ter as suas suplicas atendidas, o desonesto reza e não é escutado, ao contrario daquele que tem boas intenções, que até os seus pensamentos são ouvidos.


Ifá, Orixás, o pecado não existe.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Escrever sobre filosofia religiosa yoruba exige sobre tudo coragem e ousadia, aquele que tenta divulgar orixá e sua forma de pensar em um país a onde a grande maioria se declara católico.

O Ile Ifá Agboola tem sua sede em um bairro conhecido como Areia Branca, famoso pela quantidade de terreiros de candomblé.

Fui surpreendido com o resultado de uma pesquisa que fiz na internet, em nosso bairro a grande maioria das pessoas se declaram católicos ou evangélicos.

Religião                                                      Areia Branca
Católica Apostólica Romana                             18.370
Espírita                                                                   125
Evangélica                                                            4.001

Dados fornecidos pela prefeitura de Lauro de Freitas – Bahia.

Escrever para pessoas que não assumem sua religião publicamente é muito complicado, imaginem então, escrever sobre filosofia yoruba para pessoas que aprenderam a pensar como católicos.

Para nós iniciados em orixá o pecado não existe pressupor pecado implica em aceitar que se eu pequei e cumpri a penitencia fui perdoado, na religião tradicional yoruba se você cometer erros mesmo que venha se arrepender as implicações do erro não deixaram de existir.

No odu Ògúndá Òfún fala sobre o comportamento do ladrão e traidor, indicando no próprio texto cautela ao iniciar as pessoas para quem se apresenta esse odu, se Òrúnmìlà orienta para ter cautela é porque existem indicativos de falta de caráter.

Ògúndá Òfún:

Um mentiroso mente e suas mentiras o destroem.
Um traidor faz dano para ele mesmo.

Estas foram as declarações de ifá para Òrúnmìlà, quando o mentiroso e traidor queria se converter em seu discípulo.

“Solagbade Popoola”

A verdade é que ao longo do tempo em nosso país foi divulgado que a nossa religião esta de braços abertos para os faltosos, em parte é verdade, estamos de braços abertos, mas isso não quer dizer que você comprou um passaporte para a impunidade.

Há algum tempo um Bàbàláwo recém-iniciado me perguntou se quem passa por todos os rituais do itelodu estaria protegido por um longo tempo de energias negativas, a minha resposta para ele foi não.

Mesmo que você tenha passado por todos os rituais que uma iniciação exige, se você não mudar sua forma de pensar e agir, a permanência da energia adquirida na iniciação termina se esvaindo.

A religião que eu pratico não é a mesma das pessoas que atendem traficantes e assassinos, seria infantilidade afirmar que orações dirigidas a um orixá possam trazer benefícios para alguém que vende drogas para crianças ou que tira a vida de inocentes.

Os desavisados podem concluir então que a nossa religião é só para pessoas perfeitas, na realidade todas as religiões deveriam servir para as pessoas que querem abandonar posturas antigas, deveriam servir para pessoas que estão tentando mudar e evoluir como seres humanos.

Se você busca a transformação o orixá é o caminho, mas se você acredita em absolvição esta na religião errada, as nossas atitudes nos envolvem e podem nos condenar ou nos absolver.

Quem não estiver com intenção de melhorar certamente não vai ter as suas suplicas atendidas, o desonesto reza e não é escutado, ao contrario daquele que tem boas intenções, que até os seus pensamentos são ouvidos.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Guerra contra Ifá e os orixás e a UNESCO-ONU.




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola


É dolorida e muitas vezes inaceitável para aqueles que desenvolvem por ignorância a intolerância religiosa a realidade que  milhões de pessoas em nosso país que cultuam orixá.

A quantidade absurda de emissoras de rádios sendo liberadas em Brasília para supostos pastores lavarem o dinheiro do trafego, explica porque mercenários estão sendo recrutados para invadir terreiros.

Bandidos travestidos de pastores para justificarem movimentações bancárias milionárias necessitam de supostos adeptos, se não existir uma quantidade grande de pessoas fica difícil justificar uma grande quantidade de dinheiro.

O desespero aumenta porque a arrecadação aumentou e justificar o dinheiro é uma forma de legalizar os imóveis.

Os mesmos ignorantes que ouvem as supostas rádios religiosas são os que recebem treinamento militar para atacar a nossa religião.

 O grande número de pastores residindo nos presídios do estado do Rio de Janeiro indica claramente a ligação da bandidagem com a suposta guerra santa nos meios de comunicação.

O principio de desfazer do oponente como forma de chamar a atenção para si é usado nas mais diversas situações, na religião não poderia ser diferente.

Esse povo que nos ataca desfaz de nossa fé buscando agregar seguidores a fé deles, a campanha  negativa contra nós  já vem sendo desenvolvida há muito tempo.

Se existe uma guerra temos que lutar, a melhor arma é a informação.
 Ifá é respeitado e reconhecido em todo o mundo, a UNESCO-ONU declarou que o Ifá e é patrimônio religioso e cultural da humanidade, da mesma forma que o Vaticano e outros templos e símbolos religiosos.

Se o cristianismo, o judaísmo e o islamismo tem reconhecimento porque nossa religião não teria?

Seria porque nossa religião é oriunda do continente africano?

Evidentemente que todos no Brasil sabem a razão desse preconceito, a resposta esta na pele negra de nossos antepassados.

Esta na hora de mostrar para esses ignorantes radicais a verdade chegou a hora de combater os loucos que  organizam milícias para invadir os terreiros.









Guerra contra Ifá e os orixás e a UNESCO-ONU.




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola


É dolorida e muitas vezes inaceitável para aqueles que desenvolvem por ignorância a intolerância religiosa a realidade que  milhões de pessoas em nosso país que cultuam orixá.

A quantidade absurda de emissoras de rádios sendo liberadas em Brasília para supostos pastores lavarem o dinheiro do trafego, explica porque mercenários estão sendo recrutados para invadir terreiros.

Bandidos travestidos de pastores para justificarem movimentações bancárias milionárias necessitam de supostos adeptos, se não existir uma quantidade grande de pessoas fica difícil justificar uma grande quantidade de dinheiro.

O desespero aumenta porque a arrecadação aumentou e justificar o dinheiro é uma forma de legalizar os imóveis.

Os mesmos ignorantes que ouvem as supostas rádios religiosas são os que recebem treinamento militar para atacar a nossa religião.

 O grande número de pastores residindo nos presídios do estado do Rio de Janeiro indica claramente a ligação da bandidagem com a suposta guerra santa nos meios de comunicação.

O principio de desfazer do oponente como forma de chamar a atenção para si é usado nas mais diversas situações, na religião não poderia ser diferente.

Esse povo que nos ataca desfaz de nossa fé buscando agregar seguidores a fé deles, a campanha  negativa contra nós  já vem sendo desenvolvida há muito tempo.

Se existe uma guerra temos que lutar, a melhor arma é a informação.
 Ifá é respeitado e reconhecido em todo o mundo, a UNESCO-ONU declarou que o Ifá e é patrimônio religioso e cultural da humanidade, da mesma forma que o Vaticano e outros templos e símbolos religiosos.

Se o cristianismo, o judaísmo e o islamismo tem reconhecimento porque nossa religião não teria?

Seria porque nossa religião é oriunda do continente africano?

Evidentemente que todos no Brasil sabem a razão desse preconceito, a resposta esta na pele negra de nossos antepassados.

Esta na hora de mostrar para esses ignorantes radicais a verdade chegou a hora de combater os loucos que  organizam milícias para invadir os terreiros.









segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O homem nas religiões e Orunmila


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

As religiões foram criadas para conduzir o homem de volta a sua essência divina, essa empreitada é bastante difícil e alguns acreditam que só é possível após a morte.

Então eu faço a seguinte pergunta, se só vamos evoluir após a morte porque nascemos?

A verdade é que a historia humana é cheia de perguntas e respostas, muita mais perguntas do que respostas e foram esses inúmeros questionamentos que conduziram os homens para criar doutrinas religiosas como respostas a suas indagações.

Na maioria das religiões a sensibilidade dos profetas gerou as escrituras que codificam os ritos e as normas religiosas.
No cristianismo Jesus e outros profetas ouviram a palavra de Deus em uma comunicação muito intima e esclarecedora, tanto é que desses contatos foi criada a bíblia.

No islamismo Maomé foi o interlocutor entre Deus e os homens, já no Budismo Siddhartha foi o mensageiro.

No judaísmo o velho testamento e o Tora mencionam Moises e outros profetas.

Em nossa religião não fi diferente Deus (Olódùmarè), se comunicou com Òrúnmìlà e foram criados os versos de ifá, nesses versos são explicitadas regras de convivência sociais e religiosas.

Qualquer pessoa que tenha a pretensão de conhecer a religião tradicional yoruba tem que estudar Ifá, nos versos de ifá cada ritual tem um significado e cada Òrìșà tem a sua historia descrita.

A diferença entre uma religião e uma seita é a doutrina adotada que deve codificar o comportamento dos adeptos, se cada pessoa cria suas próprias regras a religião deixa de existir.

Faz muito tempo que eu escrevo sobre a necessidade dos religiosos estudarem independente de qual religião pratiquem, um religioso deve saber respeitar as outras religiões, deve estudar ética e reconhecer nos diferentes a igualdade.

A falta de credibilidade de alguns sacerdotes não é culpa das religiões e sim do caráter dos mesmos, homens e mulheres gananciosos na ânsia do poder se intitulam profetas de suas próprias ideias.

Estudar é preciso, mas ter princípios é fundamental.






O homem nas religiões e Orunmila


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

As religiões foram criadas para conduzir o homem de volta a sua essência divina, essa empreitada é bastante difícil e alguns acreditam que só é possível após a morte.

Então eu faço a seguinte pergunta, se só vamos evoluir após a morte porque nascemos?

A verdade é que a historia humana é cheia de perguntas e respostas, muita mais perguntas do que respostas e foram esses inúmeros questionamentos que conduziram os homens para criar doutrinas religiosas como respostas a suas indagações.

Na maioria das religiões a sensibilidade dos profetas gerou as escrituras que codificam os ritos e as normas religiosas.
No cristianismo Jesus e outros profetas ouviram a palavra de Deus em uma comunicação muito intima e esclarecedora, tanto é que desses contatos foi criada a bíblia.

No islamismo Maomé foi o interlocutor entre Deus e os homens, já no Budismo Siddhartha foi o mensageiro.

No judaísmo o velho testamento e o Tora mencionam Moises e outros profetas.

Em nossa religião não fi diferente Deus (Olódùmarè), se comunicou com Òrúnmìlà e foram criados os versos de ifá, nesses versos são explicitadas regras de convivência sociais e religiosas.

Qualquer pessoa que tenha a pretensão de conhecer a religião tradicional yoruba tem que estudar Ifá, nos versos de ifá cada ritual tem um significado e cada Òrìșà tem a sua historia descrita.

A diferença entre uma religião e uma seita é a doutrina adotada que deve codificar o comportamento dos adeptos, se cada pessoa cria suas próprias regras a religião deixa de existir.

Faz muito tempo que eu escrevo sobre a necessidade dos religiosos estudarem independente de qual religião pratiquem, um religioso deve saber respeitar as outras religiões, deve estudar ética e reconhecer nos diferentes a igualdade.

A falta de credibilidade de alguns sacerdotes não é culpa das religiões e sim do caráter dos mesmos, homens e mulheres gananciosos na ânsia do poder se intitulam profetas de suas próprias ideias.

Estudar é preciso, mas ter princípios é fundamental.






sábado, 14 de novembro de 2015

Orixá a transformação e Orunmila.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Algumas pessoas vieram me perguntar se existe pecado na religião tradicional yoruba, é interessante o raciocínio das pessoas que praticam uma religião mais não a vivenciam.

Vamos analisar o seguinte exemplo:

O sujeito chega em sua casa no fim da tarde cansado do trabalho, beija a sua esposa e diz para ela que estava com muita saudade e que a ama muito.

Na realidade ele não estava no trabalho, ele estava em um lugar reservado com outra mulher com a qual mantém um relacionamento escondido.
O sujeito em questão diz que estava trabalhando, mas na verdade ele engana, mente e ludibria as pessoas em seu trabalho.

Será que existe lei do retorno para essas pessoas no mínimo equivocadas em seu agir e seu pensar?

 O orixá não esta enxergando tudo isso?

Não importa se o motel é na barra da tijuca ou em Paris, ou se o dinheiro esta na cueca ou em uma conta na Suíça, os orixás tudo veem e tudo sabem.

 O que acontece é que em todas as religiões temos o livre arbítrio e quase tudo que aqui se faz aqui se paga.

Quando assumimos um comportamento improprio ou inadequado com consciência do que estamos fazendo, as lembranças assumem a posição de carrasco.

Se os olhos estão abertos e as pessoas estão conscientes, a imagem é capturada e imediatamente arquivada no cérebro.

Dessa forma quando as pessoas se conscientizam das falhas, terminam sendo vitimas de suas lembranças, além é claro de se distanciarem da essência positiva do orixá.

Os equívocos e as falhas fazem parte de nosso dia a dia, a perfeição é quase impossível, porém quando os mesmos erros se repetem isso deixa de ser um equivoco e termina sendo um traço negativo da personalidade.

A razão primeira de cultuar orixá é religar com o divino, todo iniciado tem obrigação de melhorar, a necessidade de evolução e do aprimoramento do caráter exterioriza o sentimento mais comum que é a sobrevivência.

O ifá é desaconselhável para os que se consideram perfeitos, só quem pretende melhorar deve ser iniciado, quem não quer seguir regras e obedecer à hierarquia é por que sabe mais que o orixá então deve criar a sua própria religião.

·         "Texto para iniciantes".















Orixá a transformação e Orunmila.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Algumas pessoas vieram me perguntar se existe pecado na religião tradicional yoruba, é interessante o raciocínio das pessoas que praticam uma religião mais não a vivenciam.

Vamos analisar o seguinte exemplo:

O sujeito chega em sua casa no fim da tarde cansado do trabalho, beija a sua esposa e diz para ela que estava com muita saudade e que a ama muito.

Na realidade ele não estava no trabalho, ele estava em um lugar reservado com outra mulher com a qual mantém um relacionamento escondido.
O sujeito em questão diz que estava trabalhando, mas na verdade ele engana, mente e ludibria as pessoas em seu trabalho.

Será que existe lei do retorno para essas pessoas no mínimo equivocadas em seu agir e seu pensar?

 O orixá não esta enxergando tudo isso?

Não importa se o motel é na barra da tijuca ou em Paris, ou se o dinheiro esta na cueca ou em uma conta na Suíça, os orixás tudo veem e tudo sabem.

 O que acontece é que em todas as religiões temos o livre arbítrio e quase tudo que aqui se faz aqui se paga.

Quando assumimos um comportamento improprio ou inadequado com consciência do que estamos fazendo, as lembranças assumem a posição de carrasco.

Se os olhos estão abertos e as pessoas estão conscientes, a imagem é capturada e imediatamente arquivada no cérebro.

Dessa forma quando as pessoas se conscientizam das falhas, terminam sendo vitimas de suas lembranças, além é claro de se distanciarem da essência positiva do orixá.

Os equívocos e as falhas fazem parte de nosso dia a dia, a perfeição é quase impossível, porém quando os mesmos erros se repetem isso deixa de ser um equivoco e termina sendo um traço negativo da personalidade.

A razão primeira de cultuar orixá é religar com o divino, todo iniciado tem obrigação de melhorar, a necessidade de evolução e do aprimoramento do caráter exterioriza o sentimento mais comum que é a sobrevivência.

O ifá é desaconselhável para os que se consideram perfeitos, só quem pretende melhorar deve ser iniciado, quem não quer seguir regras e obedecer à hierarquia é por que sabe mais que o orixá então deve criar a sua própria religião.

·         "Texto para iniciantes".















sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O maior de todos os feitiços,a palavra de Ifá.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola


Nos encontros que tenho com as pessoas para falar sobre ifá sou surpreendido com a quase total falta de conhecimento das pessoas sobre os orixás.

Fico muito aborrecido quando ouço algumas afirmações cobrando dos orixás transformações que jamais deveriam ser atribuídas as divindades, o homem é um ser mutável e pré-disposto a assimilação rápida, o convívio deveria implicar em um amadurecimento e na evolução da espécie ao contrario disso me deparo com inúmeras pessoas que o cabelo ficou branco, mas que a total falta de caráter predomina, contradizendo a máxima que o homem amadurece e fica sábio.

O maior de todos os feitiços aquele que sentencia o homem ao insucesso, é a falta de caráter, quando o individuo rouba, trai e mente ele se afasta da sua essência, primária, divina.

 A origem do homem é fruto de Deus, mas o homem enquanto produto constituído fruto do divino com suas atitudes distancia-se dos benefícios criados por Olódùmarè e os orixás, a mudança de atitude é o ponto de partida para a evolução.

Sendo assim a mudança deve ser a partir do comportamento e das atitudes, para que aja a transformação o processo deve acontecer de dentro para fora e não ao contrario, o bom caráter abre caminhos e cria oportunidades atraindo a sorte.

É comum ver sacerdotes preparando ebos para seus iniciados com o intuito de afastar as negatividades, sem que tenham abordado com seus discípulos questões que envolvem o bom comportamento e as atitudes positivas implicando assim na grande maioria das vezes em uma sequencia de insucessos.

A tolerância, a paciência, a bondade e o desprendimento assim como a honestidade e a verdade implicam no processo de limpeza dos canais de comunicações com o orixá, o bom caráter fala e é ouvido, o mau caráter reza e não é escutado.

A avareza, o egoísmo e a mentira assim como a traição e a desonestidade isolam o homem dos orixás e de seus semelhantes, a postura negativa é sem dúvida a maior das magias maléficas.

Dizem que o mestre aparece quando o discípulo está bem preparado, na verdade o discípulo só esta preparado quando os dois tem bom caráter, o exemplo é a melhor de todas as lições contrariando sempre a frase que diz “faça o que digo, mas não faço o que faço”.

Nos versos de ifá encontramos orientação de qual caminho seguir, porém se somente passamos por cerimonias e dentro de nós nada muda não chegamos a lugar nenhum.

Por essa razão antes de reclamar que você não tem sorte analise as suas atitudes.








O maior de todos os feitiços,a palavra de Ifá.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola


Nos encontros que tenho com as pessoas para falar sobre ifá sou surpreendido com a quase total falta de conhecimento das pessoas sobre os orixás.

Fico muito aborrecido quando ouço algumas afirmações cobrando dos orixás transformações que jamais deveriam ser atribuídas as divindades, o homem é um ser mutável e pré-disposto a assimilação rápida, o convívio deveria implicar em um amadurecimento e na evolução da espécie ao contrario disso me deparo com inúmeras pessoas que o cabelo ficou branco, mas que a total falta de caráter predomina, contradizendo a máxima que o homem amadurece e fica sábio.

O maior de todos os feitiços aquele que sentencia o homem ao insucesso, é a falta de caráter, quando o individuo rouba, trai e mente ele se afasta da sua essência, primária, divina.

 A origem do homem é fruto de Deus, mas o homem enquanto produto constituído fruto do divino com suas atitudes distancia-se dos benefícios criados por Olódùmarè e os orixás, a mudança de atitude é o ponto de partida para a evolução.

Sendo assim a mudança deve ser a partir do comportamento e das atitudes, para que aja a transformação o processo deve acontecer de dentro para fora e não ao contrario, o bom caráter abre caminhos e cria oportunidades atraindo a sorte.

É comum ver sacerdotes preparando ebos para seus iniciados com o intuito de afastar as negatividades, sem que tenham abordado com seus discípulos questões que envolvem o bom comportamento e as atitudes positivas implicando assim na grande maioria das vezes em uma sequencia de insucessos.

A tolerância, a paciência, a bondade e o desprendimento assim como a honestidade e a verdade implicam no processo de limpeza dos canais de comunicações com o orixá, o bom caráter fala e é ouvido, o mau caráter reza e não é escutado.

A avareza, o egoísmo e a mentira assim como a traição e a desonestidade isolam o homem dos orixás e de seus semelhantes, a postura negativa é sem dúvida a maior das magias maléficas.

Dizem que o mestre aparece quando o discípulo está bem preparado, na verdade o discípulo só esta preparado quando os dois tem bom caráter, o exemplo é a melhor de todas as lições contrariando sempre a frase que diz “faça o que digo, mas não faço o que faço”.

Nos versos de ifá encontramos orientação de qual caminho seguir, porém se somente passamos por cerimonias e dentro de nós nada muda não chegamos a lugar nenhum.

Por essa razão antes de reclamar que você não tem sorte analise as suas atitudes.








quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Orixá Oxum



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando Yemanja deu a luz a uma bela menina percebeu que ela esta com um pequeno ferimento no umbigo que em pouco tempo ficou inflamado, por essa razão ela resolveu consultar Òrúnmìlà sobre a saúde da filha.

Òrúnmìlà orientou um efó conhecido até hoje como Omolokun (Omo filha, Olókun, dono do mar) a filha de Olókun é yemonja, teria que fazer um ebó para sua filha que consistia em uma espécie de òlele (feijão cozido e temperado que deveria ser oferecido com alguns ovos na beira do rio), a menina ficou curada, cresceu e ficou conhecida como Oxum.

Oxun é o Orixá cultuado no rio mais famoso do território Yoruba, seu principal santuário é na cidade de Osogbo (Oṣé Owonrin), essa cidade foi criada após a chegada de um povo que estava fugindo da guerra, conta a historia que o líder desse povo teria feito um acordo com o espirito de uma mulher que apareceu nas aguas conhecida como Oxum, (Odu Oṣé Ogbe).

Se nós fossemos considerar o arquétipo dos descendentes de Oxum baseado exclusivamente nas características dos orixás poderíamos dizer que elas são vaidosas, charmosas, vingativas e muito bonitas.

Os presentes oferecidos a Oxum comumente são mel, ovos, feijão cozido (òlele) e peças em bronze (braceletes), além de osun (pó vermelho), obi e Orobó.

(Texto para iniciantes).




Orixá Oxum



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando Yemanja deu a luz a uma bela menina percebeu que ela esta com um pequeno ferimento no umbigo que em pouco tempo ficou inflamado, por essa razão ela resolveu consultar Òrúnmìlà sobre a saúde da filha.

Òrúnmìlà orientou um efó conhecido até hoje como Omolokun (Omo filha, Olókun, dono do mar) a filha de Olókun é yemonja, teria que fazer um ebó para sua filha que consistia em uma espécie de òlele (feijão cozido e temperado que deveria ser oferecido com alguns ovos na beira do rio), a menina ficou curada, cresceu e ficou conhecida como Oxum.

Oxun é o Orixá cultuado no rio mais famoso do território Yoruba, seu principal santuário é na cidade de Osogbo (Oṣé Owonrin), essa cidade foi criada após a chegada de um povo que estava fugindo da guerra, conta a historia que o líder desse povo teria feito um acordo com o espirito de uma mulher que apareceu nas aguas conhecida como Oxum, (Odu Oṣé Ogbe).

Se nós fossemos considerar o arquétipo dos descendentes de Oxum baseado exclusivamente nas características dos orixás poderíamos dizer que elas são vaidosas, charmosas, vingativas e muito bonitas.

Os presentes oferecidos a Oxum comumente são mel, ovos, feijão cozido (òlele) e peças em bronze (braceletes), além de osun (pó vermelho), obi e Orobó.

(Texto para iniciantes).




terça-feira, 10 de novembro de 2015

Orixá Ọya.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A herdeira do território de Ira com a perda de seu pai assumiu a liderança de seu povo, (Onira) em um período de muitas guerras e grandes dificuldades.

Ọya foi orientada por seus conselheiros a unir-se ao seu povo, o grande exercito de Ọ̀yọ.
Já na audiência com o rei surge uma forte atração de ambos que movidos por uma intensa paixão unem se em matrimonio.

Durante o relacionamento dos dois, dizem alguns historiadores, que a grande rainha teria tido alguns problemas para engravidar e que até teria tido a perda de alguns filhos, porém ficou gravida e por uma razão que não vem ao caso agora teria enviado seus filhos para serem criados longe do reino de Ọ̀yọ.

Em meio a conflitos, conspirações e golpes políticos o soberano Xangó é destronado e foge com Ọya e alguns seguidores, chegando a Koso em desespero tira sua vida enforcando-se.

Ọya desesperada após a morte de seu grande amor, segue a fuga para a cidade de Ira e se suicida, tomando veneno diante de alguns de seus seguidores, que assumem a mesma postura dos seguidores de Xangó, fazendo desaparecer o seu corpo, dando origem assim ao culto desse belo orixá.

Com esse relato simples e de fácil assimilação simplificamos a complexidade do que é descrever uma mulher fiel e apaixonada por seu marido e infinitamente dedicada ao seu rei.

Os sentimentos descritos acima determinam um comportamento extremista e agressivo para manter um compromisso, se é que podemos definir as descendentes de Ọya por um arquétipo seria o da mulher confiável e dedicada a seu marido e aos seus filhos.

Para Ọya a traição é impossível e a falta a um compromisso se iguala a morte, descrever Ọya é descrever a fidelidade eterna.

Ọya é um orixá ligado à cor vermelha, representada pelo osun (pó vermelho), em seu assentamento encontramos chifres de búfalos e edun ara como o descrito nos versos de Ifá.

Esses relatos podem ser encontrados no odu Osa Owonrin e Okanran Meji, e outros.

“Texto para iniciantes”.








Orixá Ọya.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A herdeira do território de Ira com a perda de seu pai assumiu a liderança de seu povo, (Onira) em um período de muitas guerras e grandes dificuldades.

Ọya foi orientada por seus conselheiros a unir-se ao seu povo, o grande exercito de Ọ̀yọ.
Já na audiência com o rei surge uma forte atração de ambos que movidos por uma intensa paixão unem se em matrimonio.

Durante o relacionamento dos dois, dizem alguns historiadores, que a grande rainha teria tido alguns problemas para engravidar e que até teria tido a perda de alguns filhos, porém ficou gravida e por uma razão que não vem ao caso agora teria enviado seus filhos para serem criados longe do reino de Ọ̀yọ.

Em meio a conflitos, conspirações e golpes políticos o soberano Xangó é destronado e foge com Ọya e alguns seguidores, chegando a Koso em desespero tira sua vida enforcando-se.

Ọya desesperada após a morte de seu grande amor, segue a fuga para a cidade de Ira e se suicida, tomando veneno diante de alguns de seus seguidores, que assumem a mesma postura dos seguidores de Xangó, fazendo desaparecer o seu corpo, dando origem assim ao culto desse belo orixá.

Com esse relato simples e de fácil assimilação simplificamos a complexidade do que é descrever uma mulher fiel e apaixonada por seu marido e infinitamente dedicada ao seu rei.

Os sentimentos descritos acima determinam um comportamento extremista e agressivo para manter um compromisso, se é que podemos definir as descendentes de Ọya por um arquétipo seria o da mulher confiável e dedicada a seu marido e aos seus filhos.

Para Ọya a traição é impossível e a falta a um compromisso se iguala a morte, descrever Ọya é descrever a fidelidade eterna.

Ọya é um orixá ligado à cor vermelha, representada pelo osun (pó vermelho), em seu assentamento encontramos chifres de búfalos e edun ara como o descrito nos versos de Ifá.

Esses relatos podem ser encontrados no odu Osa Owonrin e Okanran Meji, e outros.

“Texto para iniciantes”.