quarta-feira, 27 de abril de 2016

O dinheiro sujo na religião.





Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A verdade é que a nossa sociedade esta amedrontada qualquer mal intencionado para calar um opositor necessita apenas colocar um revolver na mão direita de um jovem viciado e uma pedra de crack na mão esquerda, a vida em nosso país perdeu o valor.

Dizer a verdade é caretice e aquele que se dispõe a abordar as questões que envolvem essa sociedade doente é tachado como chato e improprio, além de correr risco de morte.

Estamos cercados de máfias, é a máfia do combustível o cartel da TV por assinatura e até mesmo a máfia dos transportes, sem falar nas máfias partidárias e religiosas.

Será que tem alguém que acredita que o minúsculo Vaticano consegue manter milhares e milhares de igrejas no mundo todo?

Será que tem alguém que acredita que aquele idiota que usa uma tornozeleira eletrônica construiu um império se dizendo evangélico, com doações?

A realidade é muito diferente do que esta sendo demonstrado, o modelo econômico religioso que ai esta não tem como se manter.

A igreja católica mantém o discurso romântico que devemos fazer caridade e ajudar aos necessitados enquanto seus sacerdotes desfrutam do bom e do melhor, sabe-se lá com dinheiro vindo não sei de onde.

Se as religiões afro-brasileiras abordarem esse discurso quem iria sustentar os sacerdotes considerando que só três por cento da população brasileira tem um bom poder aquisitivo. Noventa e sete por cento dos adeptos seriam mantidos com que renda?

Outro modelo econômico religioso em questão é o suposto evangélico, se o percentual das pessoas que contribuem com o dizimo é quase inexistente de onde vem o dinheiro que mantem as obras faraônicas?

Esse modelo transportado para as religiões afro brasileiras afastariam definitivamente os adeptos que em uma concepção obtusa acreditam que a caridade deve ser mantida.

O nosso povo esta perplexo diante de uma realidade que estampa em cada esquina um delinquente armado dando proteção aos pontos de vendas de drogas.

Em minha mais recente viagem pelo Brasil dirigi aproximadamente vinte mil quilômetros e não encontrei nenhuma barreira policial nas estradas, será que isso é uma orientação dos nossos governantes?

A nossa policia conta tempo para aposentadoria por não ter apoio da lei para exercer a sua função.
Homens honestos abandonam a politica e o narcotráfico financia jovens bacharéis e futuros governantes.

A inversão de valores colocou atrás das grades os homens honestos que se abrigam diante do desmando institucionalizado.

Por mais difícil que seja a participação dos religiosos, compreenda-se, representantes de Deus, jamais deveria ser objeto de desconfiança da nossa sociedade, no entanto o que se vê é bem ao contrario, supostos pastores agora políticos partidários negociam a impunidade com seus apoios.

Em todos os seguimentos assistimos a degradação e os temerários se calam contribuindo para que os marginais se agigantem diante de pessoas de bem, mesmo no ifá é conhecida à contribuição de alguns supostos sacerdotes com o crime organizado.

O apodrecimento dos esteios que sustentam a sociedade, impuseram um novo sistema econômico religioso adotado pela grande maioria que termina originando uma multidão de descrentes, diante dos fatos estampados em nosso dia a dia, golpistas travestidos de religiosos cada vez ganham mais espaços.

Os pastores viraram lobos e começaram a comer o rebanho criando uma imagem de sacerdotes bem sucedidos que só despertam os olhares daquele que não tem caráter.

E enquanto isso tudo fizer parte do nosso da nossa historia a população vai ver os justos com os mesmos olhos que vê os marginais.





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