quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os generais do Ifá.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Desejar estabilidade no emprego e uma carreira confortável que o exército pode proporcionar, assim como alguns benefícios incluindo plano de saúde de ótima qualidade e assistência odontológica, todos gostariam de ter.

Por outro lado acordar cedo e seguir a hierarquia assim como  construir uma carreira ao longo dos anos, ninguém quer.

Como no exército, acontece no ifá, a grande maioria dos aspirantes a sacerdotes pretendem se engajar nas fileiras do culto a Òrúnmìlà já ingressando como generais.

A falta de paciência, de dedicação e de respeito à hierarquia implicam em um sistema que menospreza etapas fundamentais na construção da experiência e do conhecimento de um bom Bàbàláwo.

Esses fatos somados a total falta de critério na distribuição de cargos e títulos ofertados por alguns supostos sacerdotes nigerianos, nos levam a constatação que o conhecido, hábito de improvisar dos brasileiros está desenhando um tipo de culto a ifá no Brasil completamente diferente daquele que existe no território Yoruba.
A rede social em páginas patrocinadas atesta muitas vezes uma experiência que nunca existiu e em um quebra cabeça onde textos são montados com partes descritas por inúmeros autores o teoricamente pesquisador e internauta se disfarça de experiente conhecedor.

Pessoas sem escrúpulos impulsionados pela falta de conhecimento de seus contatos nas redes sociais terminam se passando por sacerdotes que nunca foram.

Eu denomino esses destacados, desconhecidos, como generais do ifá, embora a posturas de alguns se assemelhe a de palhaços em um picadeiro, é claro sem menosprezar aqueles que dominam a arte fazer rir.
Em qualquer profissão para que a pessoa seja reconhecida com credibilidade e prestigio existe uma composição de exigências que se ajusta de uma situação para outra, embora mantenham a essência composta por conhecimento, seriedade, dedicação, experiência e aptidão.

A queima de etapas e o embuste criado com adjetivos nas entrelinhas, somados a velha tática de dizer o que as pessoas querem ouvir seguirão dando destaque a grandes sacerdotes reconhecidos no espelho por eles mesmos.

E com eufemismo eu descrevo que os filhos dos desprovidos serão constituídos da ausência do que outrora fez parte de uma ilusão resguardada fortemente por uma inverdade com um  respaldo do imaginário.



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