terça-feira, 14 de março de 2017

Logística e o Ifá.



Autor: Bàbáláwo Ifágbaíyin

Essa noite conversei com uma pessoa que esta fora do país por telefone e ela me disse que mantém contato com algumas pessoas por questão de logística.

Interessante como os homens reagem sobre pressão, nesses momentos as pessoas mostram o seu interior.

Valores como carinho amor e respeito se perderam ao longo da árdua caminhada humana, o dito desenvolvimento apurou tanto o modo de pensar de alguns indivíduos que o bom senso desapareceu completamente.

Imaginem ter que manter um contato por simples interesse em logística.

A comercialização dos sentimentos é retratada ao longo da historia da humanidade até com certa naturalidade, mas a verdade é que toda vez que nos deparamos com esse tipo de situação percebemos como o ser humano ficou embrutecido.

O dinheiro e o poder se tornaram a força propulsora da humanidade, a relação inter pessoal passou a ser monitora concomitante com a conta bancaria.

O que nós devemos questionar diante desses fatos é até que ponto as pessoas usam as outras e se deixam serem usadas?

O empobrecimento das relações parece que é uma crescente, que infelizmente a poucos ainda se espantam, com esses fatos, embora em um ponto todos concordamos, sentimento está se tornando coisa do passado.

E viva a logística!

Evidentemente até que apareça outro ponto estratégico e logístico melhor, todos seguem amigos.

Devemos rezar para Òrúnmìlà para que o mundo moderno não nos envolva nesse mar de gelo chamado interesse.

Ifá mantenha-me digno diante de tudo isso, Ifá me mantenha forte diante desses fatos.

Ifá coloco meu destino em suas mãos.

Ajagunmale me julgue.

A terra é testemunha dos meus atos.

Edan me julgue.




terça-feira, 7 de março de 2017

O teorema da impossibilidade a critica e o Ifá.

Autor Babalawo Ifagbaiyin Agboola
Quando comecei a escrever sobre Òrìsà e a religião tradicional Yoruba há alguns anos atrás, imaginei tudo que eu passaria divulgando uma religião que veio da África em meio a pessoas preconceituosas e ignorantes.

Não houve nenhuma surpresa durante esses anos, embora quase sempre existam pessoas despreparadas comentando aquilo que elas não conhecem.

A história humana sempre foi assim é com preconceito que os idiotas manifestam suas opiniões sobre aquilo que seus cérebros codificam como impróprio ou inaceitável.
Conforme divulgado pela revista Veja na edição do dia 19/02/2016 sobre a educação no Brasil, quase a totalidade dos brasileiros não tem condições de fazer uma analise coerente daquilo que está lendo.
O estudo no qual se baseia a revista mostra que no Brasil hoje 73% da população sabem ler e escrever, mas 65% das pessoas tem algum nível de dificuldade para interpretar um texto.
A pesquisa sobre alfabetização chamou atenção para a dificuldade que os brasileiros têm para entender o que leem.
De acordo com a pesquisa, só 8% dos brasileiros estão no melhor índice de alfabetização e conseguem ler e interpretar qualquer tipo de texto, sendo assim a possibilidade de receber críticas de pessoas desprovidas de critérios lógicos para formalizar um raciocínio aceitável é de 92%, esses números retratam as dificuldades enfrentadas por alguém que se disponha a escrever publicamente sobre qualquer assunto que seja, em um país que não se preocupa com a educação.
O programa das Nações Unidas (ONU) divulgou que o Brasil desceu um degrau no ranking do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) no ano de 2015, Programa das Nações Unidas o (Pnud) diz que o nosso país foi ultrapassado até pelo Siri Lanka, uma ilha ao sul da Índia com cerca de 21 milhões de habitantes, que teve crescimento mais acelerado, o nosso país ficou em 75.º lugar, entre 188 nações e territórios reconhecidos pela ONU.
Baseado nisso a dificuldade das pessoas entenderem aquilo que estão lendo seria um reflexo direto da falta de educação e de alguns problemas relacionados à saúde.
O economista americano Arrow há quase cinquenta anos atrás ficou famoso descrevendo algumas questões sociais que aumentam ainda mais as dificuldades daqueles que tem coragem de escrever publicamente, Kenneth Arrow recebeu o premio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1972. Ele foi considerado um dos fundadores da moderna economia neoclássica.
Arrow é conhecido pela sua dissertação de doutoramento no qual se baseia a sua obra Social Choice and Individual Values, onde demostra o seu famoso "teorema da impossibilidade".        
O economista provou que, tendo em conta certos pressupostos sobre as preferências das pessoas por certas opções, é sempre impossível encontrar uma regra de eleição através da qual uma opção surja como a preferida.
É perfeitamente natural que haja divergência de opinião em questões que permitem uma interpretação baseada em documentos e fatos, porque cada pessoa pode ter um entendimento diferente.
O que não se aceita é a oposição sem respaldo articulada no berço da falta de informação e amamentada pela injuria ou conduzida por suposições.
A amplificação do teorema da Impossibilidade é uma realidade que em um país como o nosso se justifica com os índices da ONU, mas além desses agravantes existem números que trazem a luz uma realidade ainda mais brutal, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um ranking mundial de qualidade de educação. Entre os 76 países avaliados, o Brasil ocupa a 60ª posição.
O ranking foi definido a partir de resultados de testes de matemática e ciências aplicados nestes países, (dados divulgados no portal G1 e na rede Globo em 2016).
Brasil tem 3º pior índice de desigualdade do mundo apresenta uma baixa mobilidade social e educacional entre gerações (Jornal Estadão).
Em outra reportagem a revista Superinteressante diz que dentre os países estudados sobre os preços e serviços, o Brasil está em quarto lugar no ranking das nações com preços mais elevados, perdendo apenas para Índia, México e África do Sul, esse fato torna o acesso a uma boa educação quase impossível.
Um livro simples no Brasil custa aproximadamente 6,47% do salário mínimo, no nosso País o valor de um livro custa quase 10 vezes mais que na Alemanha, e cinco vezes mais do que na França.
Esses preços explicam parte dos fatos que justificam as dificuldades de algumas pessoas para entender textos e interpretar os fatos descritos em uma narrativa simples gerando criticas e comentários impróprios, na verdade o brasileiro não tem o habito de ler.
As pessoas que começaram a escrever sobre religião tradicional yorubá no Brasil nos últimos vinte anos em especial sobre Ifá têm seus textos ocasionalmente analisados por indivíduos sem nenhuma formação.
As criticas deveriam ser formuladas por pessoas que discordam criando um debate, no entanto o que se vê é uma oposição agressiva e insana que ao invés de construir com o debate tenta destruir apoiada em falácias.
Em 2010 escrevi uma frase que em alguns aspectos permanece bem apropriada para encerrar esse texto (percebi que meu caminho está traçado e que um grande número de pessoas pode não gostar do que eu escrevo, mas que um pequeno grupo de pessoas a partir desse trabalho começou a ver nossa religião de uma forma mais positiva).
“Não me falem da falta de conhecimento de poucos, me falem da sede de aprender de muitos, pois é para essas pessoas que escrevo”.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A ética religiosa e as frivolidades do lobo hesitante.


Autor: Bàbáláwo Ifagbaiyin Agboola

Assistindo as noticias de tudo que vem acontecendo no mundo e observando as pessoas nas relações interpessoais e na rede social me surpreendo bastante com o aquilo que os sociólogos chamam de desenvolvimento humano.

Seguindo um raciocínio lógico, comparo aquilo que a experiência de anos me permitiu observar com aquilo que estou vendo na atualidade e não tem como não ficar perplexo.

Vejo algumas coisas que sei que uma parte da humanidade não enxerga, não faço isso porque sou melhor ou pior que as outras pessoas, faço isso porque a tranquilidade e a experiência da idade me permitem.

As mudanças de hábitos na população humana estão sendo documentada por filósofos e pensadores á séculos e a retórica que estamos evoluindo me deixa um pouco confuso.

O pensar não é algo planejado, a inteligência de muitas pessoas é comparativa e não tenho como apagar minhas memórias, sendo assim o cruzamento de informações é inevitável e a comparação ocasional.

Assistindo os acontecimentos diários surgem em minha mente algumas conclusões que vou tentar expor sem ter a pretensão de parecer certo ou errado.

A alienação daqueles que se recusam a pensar e que como papagaios repetem o discurso exaustivamente divulgado que interessa a um grupo pequeno e muito inteligente que lucra com a falta de visão de muitos criou modismos equivocados disfarçados de uma roupagem que tenta ser atualizada e moderna. 

O povo com o tempo foi levado para uma teórica zona de conforto que pensar não é permitido, o resultado disso tudo é tido como desenvolvimento e os ditos intelectualizados terminaram se colocando em um patamar que os aparta da maioria como forma de negação e superioridade.
A questão é simples, se eu não concordo com tudo que está ai tenho que me esforçar para que haja mudanças.

Aquele que não participa da reunião que define as metas, está concordando com a decisão da maioria.
Se você não participar daquilo que vai ser decidido e que será a expressão da  vontade da maioria a sua ausência vai refletir como conivência.

Da mesma forma que se você não pergunta e esclarece as suas dúvidas você perpetua a ignorância.
Existe uma necessidade de participação que clama por mudanças e a luta entre a ética e a indiferença deixa muitas pessoas de fora dos debates.

A ética é o equilibro das decisões entre aquilo que eu quero e aquilo que eu posso ou devo fazer.
Será que seria antiético no meio do feriado eu falar sobre o desenvolvimento humano, será que seria antiético falar de religião e filosofia no meio do Carnaval.

Será que vai ser entendido esse chamamento, falar de ética e chamar a atenção das pessoas para a vida no meio do feriado é utopia?

No fim de semana recebi uma visita de um amigo, ele é o retrato da grande maioria das pessoas na vida moderna, ele falou o tempo todo de pessoas e em nenhuma ocasião falou de ideias.

Eu acho que ter um pensamento próprio está ficando fora de moda, à preguiça mental está conduzindo a mesmice e consumir é a palavra de ordem, tudo segue como planejado pelos senhores do poder.

Observei esse meu amigo enquanto estava hospedado em nossa casa, nas refeições  no  café, no almoço e no jantar a primeira coisa que ele colocava na mesa era o celular, a todo o momento ele verificava a rede social, exatamente como planejado por aqueles que venderam essa ideia, ele foi escravizado e não percebeu.

Eu queria falar sobre esse assunto com ele, eu posso falar, mas será que eu devo?

Seria improprio ou antiético?

A realidade é que na vida moderna as pessoas cada vez mais estão olhando para os seus interesses e apontar equívocos passou a ser denominado como chatice.

O ser humano está seguindo por um caminho que obriga a modismos e estar fora do sistema deixa você fora do grupo social.

Nos diálogos as pessoas falam dos carros, das casas e da aparência das outras pessoas.

Elas falam de quanto dinheiro e propriedades foram adquiridas por seus amigos e por elas mesmas, mas se recusam a falar sobre conduta e ética, será que pensar foi proibido e a frivolidade virou modismo.

Quando as pessoas chegam de visita na casa dos amigos à primeira coisa que fazem é pedir a senha do Wi Fi ele falam sobre carros e roupas dinheiro e marcas famosas, elas deixaram de olhar nos olhos das outras pessoas e esqueceram a importância do ser humano.

Os verbos começaram a ser conjugados somente na primeira pessoa do singular.

O raciocínio da maioria segue a mesma lógica se eu tenho muito dinheiro terei muitos amigos, mas se eu tenho muitos amigos terei muito dinheiro?

Esse é o grande problema da humanidade hoje, relações verdadeiras foram esquecidas e você vale quanto tem no banco. Em razão disso os consultórios dos psicanalistas estão lotados de indecisos que não sabem o que priorizar.

As pessoas dedicam muito tempo para ganhar dinheiro, falta tempo para as relações interpessoais e isso faz aflorar as carências, até porque quando na maioria das vezes elas existem tem um interesse embutido.

A quantidade é o parâmetro na vida moderna e quase sempre a equação é equivocada porque se tenho muito dinheiro, muitos amigos, porque não sou feliz?

A grande maioria das pessoas das pessoas desconhece que a felicidade é um sentimento esporádico que pode ser vivido sozinho, e isso é facilmente comprovado.

Quando recordamos bons momentos ficamos felizes mesmo estando longe das pessoas que amamos, esse raciocínio indica que se temos boas lembranças não precisamos de muitas pessoas para ser feliz, a felicidade certamente não está na quantidade de amigos que temos.

Acredito que a missão de um religioso é incentivar as pessoas a enfrentar seus problemas e para isso devemos examinar essas questões, sinto que embora alguns sacerdotes prefiram se mostrar indiferentes a problemática humana fugindo dos debates, a responsabilidade deles reflete contribuindo com o processo ilusório.

As pessoas sensatas estão se calando com medo de serem agredidas, elas temem ser hostilizadas e terminam contribuindo com suas atitudes para mesmice do processo.

Me nego a compactuar com o pensamento de alguns sociólogos que defendem que a degradação humana é parte do processo seletivo e evolutivo.

A verdade é que muitas pessoas quando percebem o quanto é artificial as suas vidas já não conseguem soltar as amarras das frivolidades.

Essa conjuntura termina sendo transferida para os espaços religiosos e a busca termina sendo um simples reencontro com as decepções.

Pessoas limitadas e fixas e conceitos estipulados pelo poder buscam nas casas de religião aquilo que elas desejam ouvir e um sacerdote sem caráter termina usando isso em seu beneficio gerando assim um processo que se retroalimenta com as frustações e excreta ilusão.

O tempo está passando e a evolução humana está sendo contaminada com o desejo de riqueza e poder, as frivolidades estão ocupando todos os espaços com o consentimento da ignorância e a falta de objetivos concretos embriaga as vitimas do marketing bem elaborado.

A realidade convém a um pequeno grupo que governa o pensar da maioria, contudo existe uma saída, jovens pensadores devem ser estimulados incentivados, os modismos que limitam o homem devem ser esquecidos e o processo evolutivo deve ser retomado.

Sabemos que os lideres políticos não vão alterar o sistema por conveniência, cada um visa exclusivamente comercializar o que seus países produzem melhorando assim suas posições no tabuleiro do jogo de poder.

A humanidade está atravessando um período critico e isso aumenta a responsabilidade dos líderes religiosos, a capacitação de novos sacerdotes pode implicar diretamente na renovação do pensamento humano, afinal de contas esse era o plano de Deus quando mandou para a terra Jesus, Maomé e Òrúnmìlá.

 Os representantes de Deus sempre tiveram a missão dura de corrigir o pensar humano, não me surpreenderia se Deus estivesse reciclando os representantes atuais, tendo em vista que a dialética está sendo substituída pela negociata.

Os pastores estão ficando mais sujos que grande parte de seus rebanhos, com isso os lobos estão hesitantes e inseguros na hora do abate, eles sentem receio de se contaminarem com a ingestão de suas vitimas.    
                                         
                                              


A ética religiosa e as frivolidades do lobo hesitante.


Autor: Bàbáláwo Ifagbaiyin Agboola

Assistindo as noticias de tudo que vem acontecendo no mundo e observando as pessoas nas relações interpessoais e na rede social me surpreendo bastante com o aquilo que os sociólogos chamam de desenvolvimento humano.

Seguindo um raciocínio lógico, comparo aquilo que a experiência de anos me permitiu observar com aquilo que estou vendo na atualidade e não tem como não ficar perplexo.

Vejo algumas coisas que sei que uma parte da humanidade não enxerga, não faço isso porque sou melhor ou pior que as outras pessoas, faço isso porque a tranquilidade e a experiência da idade me permitem.

As mudanças de hábitos na população humana estão sendo documentada por filósofos e pensadores á séculos e a retórica que estamos evoluindo me deixa um pouco confuso.

O pensar não é algo planejado, a inteligência de muitas pessoas é comparativa e não tenho como apagar minhas memórias, sendo assim o cruzamento de informações é inevitável e a comparação ocasional.

Assistindo os acontecimentos diários surgem em minha mente algumas conclusões que vou tentar expor sem ter a pretensão de parecer certo ou errado.

A alienação daqueles que se recusam a pensar e que como papagaios repetem o discurso exaustivamente divulgado que interessa a um grupo pequeno e muito inteligente que lucra com a falta de visão de muitos criou modismos equivocados disfarçados de uma roupagem que tenta ser atualizada e moderna. 

O povo com o tempo foi levado para uma teórica zona de conforto que pensar não é permitido, o resultado disso tudo é tido como desenvolvimento e os ditos intelectualizados terminaram se colocando em um patamar que os aparta da maioria como forma de negação e superioridade.
A questão é simples, se eu não concordo com tudo que está ai tenho que me esforçar para que haja mudanças.

Aquele que não participa da reunião que define as metas, está concordando com a decisão da maioria.
Se você não participar daquilo que vai ser decidido e que será a expressão da  vontade da maioria a sua ausência vai refletir como conivência.

Da mesma forma que se você não pergunta e esclarece as suas dúvidas você perpetua a ignorância.
Existe uma necessidade de participação que clama por mudanças e a luta entre a ética e a indiferença deixa muitas pessoas de fora dos debates.

A ética é o equilibro das decisões entre aquilo que eu quero e aquilo que eu posso ou devo fazer.
Será que seria antiético no meio do feriado eu falar sobre o desenvolvimento humano, será que seria antiético falar de religião e filosofia no meio do Carnaval.

Será que vai ser entendido esse chamamento, falar de ética e chamar a atenção das pessoas para a vida no meio do feriado é utopia?

No fim de semana recebi uma visita de um amigo, ele é o retrato da grande maioria das pessoas na vida moderna, ele falou o tempo todo de pessoas e em nenhuma ocasião falou de ideias.

Eu acho que ter um pensamento próprio está ficando fora de moda, à preguiça mental está conduzindo a mesmice e consumir é a palavra de ordem, tudo segue como planejado pelos senhores do poder.

Observei esse meu amigo enquanto estava hospedado em nossa casa, nas refeições  no  café, no almoço e no jantar a primeira coisa que ele colocava na mesa era o celular, a todo o momento ele verificava a rede social, exatamente como planejado por aqueles que venderam essa ideia, ele foi escravizado e não percebeu.

Eu queria falar sobre esse assunto com ele, eu posso falar, mas será que eu devo?

Seria improprio ou antiético?

A realidade é que na vida moderna as pessoas cada vez mais estão olhando para os seus interesses e apontar equívocos passou a ser denominado como chatice.

O ser humano está seguindo por um caminho que obriga a modismos e estar fora do sistema deixa você fora do grupo social.

Nos diálogos as pessoas falam dos carros, das casas e da aparência das outras pessoas.

Elas falam de quanto dinheiro e propriedades foram adquiridas por seus amigos e por elas mesmas, mas se recusam a falar sobre conduta e ética, será que pensar foi proibido e a frivolidade virou modismo.

Quando as pessoas chegam de visita na casa dos amigos à primeira coisa que fazem é pedir a senha do Wi Fi ele falam sobre carros e roupas dinheiro e marcas famosas, elas deixaram de olhar nos olhos das outras pessoas e esqueceram a importância do ser humano.

Os verbos começaram a ser conjugados somente na primeira pessoa do singular.

O raciocínio da maioria segue a mesma lógica se eu tenho muito dinheiro terei muitos amigos, mas se eu tenho muitos amigos terei muito dinheiro?

Esse é o grande problema da humanidade hoje, relações verdadeiras foram esquecidas e você vale quanto tem no banco. Em razão disso os consultórios dos psicanalistas estão lotados de indecisos que não sabem o que priorizar.

As pessoas dedicam muito tempo para ganhar dinheiro, falta tempo para as relações interpessoais e isso faz aflorar as carências, até porque quando na maioria das vezes elas existem tem um interesse embutido.

A quantidade é o parâmetro na vida moderna e quase sempre a equação é equivocada porque se tenho muito dinheiro, muitos amigos, porque não sou feliz?

A grande maioria das pessoas das pessoas desconhece que a felicidade é um sentimento esporádico que pode ser vivido sozinho, e isso é facilmente comprovado.

Quando recordamos bons momentos ficamos felizes mesmo estando longe das pessoas que amamos, esse raciocínio indica que se temos boas lembranças não precisamos de muitas pessoas para ser feliz, a felicidade certamente não está na quantidade de amigos que temos.

Acredito que a missão de um religioso é incentivar as pessoas a enfrentar seus problemas e para isso devemos examinar essas questões, sinto que embora alguns sacerdotes prefiram se mostrar indiferentes a problemática humana fugindo dos debates, a responsabilidade deles reflete contribuindo com o processo ilusório.

As pessoas sensatas estão se calando com medo de serem agredidas, elas temem ser hostilizadas e terminam contribuindo com suas atitudes para mesmice do processo.

Me nego a compactuar com o pensamento de alguns sociólogos que defendem que a degradação humana é parte do processo seletivo e evolutivo.

A verdade é que muitas pessoas quando percebem o quanto é artificial as suas vidas já não conseguem soltar as amarras das frivolidades.

Essa conjuntura termina sendo transferida para os espaços religiosos e a busca termina sendo um simples reencontro com as decepções.

Pessoas limitadas e fixas e conceitos estipulados pelo poder buscam nas casas de religião aquilo que elas desejam ouvir e um sacerdote sem caráter termina usando isso em seu beneficio gerando assim um processo que se retroalimenta com as frustações e excreta ilusão.

O tempo está passando e a evolução humana está sendo contaminada com o desejo de riqueza e poder, as frivolidades estão ocupando todos os espaços com o consentimento da ignorância e a falta de objetivos concretos embriaga as vitimas do marketing bem elaborado.

A realidade convém a um pequeno grupo que governa o pensar da maioria, contudo existe uma saída, jovens pensadores devem ser estimulados incentivados, os modismos que limitam o homem devem ser esquecidos e o processo evolutivo deve ser retomado.

Sabemos que os lideres políticos não vão alterar o sistema por conveniência, cada um visa exclusivamente comercializar o que seus países produzem melhorando assim suas posições no tabuleiro do jogo de poder.

A humanidade está atravessando um período critico e isso aumenta a responsabilidade dos líderes religiosos, a capacitação de novos sacerdotes pode implicar diretamente na renovação do pensamento humano, afinal de contas esse era o plano de Deus quando mandou para a terra Jesus, Maomé e Òrúnmìlá.

 Os representantes de Deus sempre tiveram a missão dura de corrigir o pensar humano, não me surpreenderia se Deus estivesse reciclando os representantes atuais, tendo em vista que a dialética está sendo substituída pela negociata.

Os pastores estão ficando mais sujos que grande parte de seus rebanhos, com isso os lobos estão hesitantes e inseguros na hora do abate, eles sentem receio de se contaminarem com a ingestão de suas vitimas.