sexta-feira, 24 de abril de 2015


ABORU ABOYE ABOSISE.


É com grande prazer que anunciamos a compra de uma propriedade na região de Salvador - Bahia, com uma área construída de 500 metros quadrado, a nova sede é privilégiada por sua construção, favorecendo assim o culto aos Orixás, assim como as iniciações em Ifá.

O trabalho iniciado em nossa matriz no Rio Grande do Sul vai favorecer as pessoas da região sul e sudeste, já a nova filial esta localizada em um ponto que vai favorecer as pessoas da região norte e nordeste assim como as pessoas moradoras do centro-oeste.

Próximo ao aeroporto de Salvado as instalações do Egbe Ifá Agboola dispõe de acomodações para receber os amigos e os membros da família com muito conforto, privilégiado pelo contato com a natureza a Casa de Orunmila já está com atividades e iniciações.

Não adquirimos uma propriedade para nós, compramos um imóvel para o culto ao Orixá.

Convido à todos para que venham nos visitar.

Sejam todos bem vindos!

Babalawo Ifagbaiyin Agboola.




domingo, 5 de abril de 2015

Opele Pankara


Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Quando vejo pessoas que não tem nenhum conhecimento mostrarem na rede social um Opele ou um opón ifá fico pensando se o desejo de aparecer de alguns pode justificar o prejuízo causados por essas pessoas a nossa religião.

Quando em um isefa aparece a indicação no odu que o omo ifá deve se tornar uma Babalawo o mesmo deve ser submetido a uma segunda cerimonia para que seja extraído um novo odu que vai indicar as orientações para o seu período de estudos.

Só assim após a segunda cerimonia o omo ifá será chamado de awo kekere, durante esse processo ele será instruído ao consultar um opele que normalmente é confeccionado com pedaços de cabaças, chamado pankara.

O awo kekere não recebe iroke e muito menos opón ifá é comum ver pessoas ignorantes consultar o merindilogun sobre um opón, para quem conhece a nossa religião isso é uma grande ofensa a Orunmila pois esse instrumento pertence exclusivamente a Babalawos e Iyanifas.

Um awo kekere não permissão para atender com opele somente após o itefa e o itelodu ele agora considerado um Babalawo poderá manusear um opele em público.

O opele que o Babalawo recebe no itelodu que é alimentado junto com seu ifá é totalmente diferente do opele usado em consultas no dia a dia, esse opele é alimentado em cerimônia restrita e os rituais que envolve a sua preparação são consideradas segredos.

Uma pessoa por não ter condições financeiras ou por não ter a indicação de ifá sinalizando a indicação do itelodu pode permanecer por anos como estudante (awo kekere).

O odu ogbe bara fala sobre a preparação do apele e sobre o ewo (proibição), do atendimento gratuito, fato esse que para alguns Babalawos pode gerar inúmeros problemas, para evitar que o Babalawo entre em ewo um pagamento mínimo simbólico deve ser efetuado na consulta.

Em um isefa o pré-iniciado não recebe iroke, opón, opele e também não tem sua cabeça raspada, infelizmente a falta de conhecimento de alguns jovens Babalawos em nosso país geraram alguns conflitos que hoje começam a ser esclarecidos através do contato com bons Babalawos da Nigéria.

A falta de conhecimento de alguns os leva a um improviso motivado por lembranças de suas iniciações, despreparados inventam rituais baseados em suas iniciações implicando em rituais descabidos e fora de hora.

Alguns desses senhores chegam ao ponto de enterrar ikins em rituais de isefa, demonstrando assim a sua total falta de conhecimento. Entendo esses gestos absurdos como além de total ignorância e despreparo uma forma de valorizar os ritos com a intenção de elevar os preços.

OFUN/OSE
Eni to ba puro
Iro a pa
Eni ti o ba seke
Eke a ke won lowo
A ke wån lese
A ti won si gburugburu ona oun
Awon lo se ifa fun ajangurumale
Ti nse oluwo lode orun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale ifa
Ni yoo ja won sorun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun
E ma fi oku pe aye
E ma fi aye pe oku
Eni ti o ba fi oku pe aye
Eni ti o ba fi aye pe oku
Ajangurumale ifa ni yoo ja won sorun
Ajangurumale
E ma fi abiyamo pe agan
E ma fi agan pe oyibi
Eni ti o ba fi abiyamo pe agan
Ti o fi agan pe oyibi
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun.

Este itan do Odu Ofun-Ose, narrado ao Babá King pelo venerável Babalawo Fabunmi Sowunmi

Aquele que mente será destruído pela mentira.

Aquele que provoca discórdia será destruído pela discórdia.
A falsidade despojará o falso da força vital de que dispõe.
 A falsidade destruirá os falsos.
Foram eles que adivinharam para Ajagunmale (Ifá), sábio supremo no orun.
Todos aqueles que trocam a verdade pela mentira serão levados para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem o morto de vivo, nem chamem o vivo de morto.
Quem chama o morto de vivo ou chama o vivo de morto será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem uma mulher fértil de estéril, nem chamem uma mulher estéril de fértil.
Quem chama uma mulher fértil de estéril ou chama uma mulher estéril de fértil será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Não chamem o preto de branco, nem chamem o branco de preto.
Quem chama o preto de branco ou chama o branco de preto, será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá)
Orunmilá diz que prefere matar o babalawo que mente para quem o procura em busca da verdade e colocar em seu lugar um homem ignorante a respeito da complexa sabedoria de Ifá.

Orunmilá prefere um homem que não conhece a sabedoria de Ifá do que um grande conhecedor dessa sabedoria que seja falso e mentiroso.



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Colcha de Retalhos


Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Constantemente sou procurado por pessoas que alegam que suas vidas estão paradas e que os resultados esperados por elas com a religião, não aconteceram.

Primeiramente casa de orixá não é agencia de emprego e muito menos é consultório destinado a tratar de problemas sentimentais.

Quando vou visitar a casa de muitos dos que se dizem com problemas espirituais já na chegada eu me surpreendo quando alguém que cultua orixá tem um assentamento de exu tranca rua e uma pomba gira.

Quase sempre encontro o famoso assentamento do caboclo, como se isso existisse, além de uma bandeira branca hasteada para tempo.

Em um diálogo com o dono da casa descubro que ele se incorpora com um baiano, um exu catiço, um caboclo e evidentemente não poderia faltar um cigano, além do primeiro orixá, do segundo etc e etc

Alguns moram em apartamentos e conseguem reunir tudo isso, outros mesmo morando em casas espaçosas conseguem fazer uma tal colcha de retalhos que é de surpreender que ainda se encontrem lúcidos.

Se a casa é de culto a orixá necessita ter exu de orixá, evidentemente não tem bandeira branca porque isso faz parte do culto a Inquice.

Além disso fica estranho que caboclo sendo parte da religião conhecida como umbanda, tenha assentamento, a imaginação e a criatividade de alguns criou regras inquebrantáveis para outros.
A expressão conhecida como bola da vez está sendo usada nesse memento para o ifá, não comparando, é o último pedaço de retalho na colcha da ignorância.

Depois querem os menos avisados que tudo isso funcione em seus benefícios, desconhecem eles as regras básicas que se aplicam quando temos discernimento e coerência.

O que me deixa estarrecido diante de tais absurdos são as acomodações feitas onde os supostos espiritualistas se incorporam com trezentos entidades e nenhuma delas os avisa que estão fazendo maluquices.

Será que eles recebem algum espirito mesmo?

A mistura de cultos afro-brasileiros com superstições europeias e ritos católicos, me faz imaginar o resultado final, decepção além de perda tempo e dinheiro.

Mas como dizem os sábios de plantão, cada um é rei em sua casa e pode fazer a colcha com os retalhos coloridos que quiser.

Os laboratórios estrangeiros agradecem com suas contas bancarias satisfeitas, eles seguem vendendo para os brasileiros todo tipo de drogas.

Para acreditar em alguém que joga búzios, joga cartas de tarô, consulta runas e se incorpora para dar consulta, só tomando remédio para labirintite.

É lamentável mas grande parte do povo gosta disso, de fitinha do Bonfim no pulso, a pular sete ondas e comer lentilha na entrada do ano, cada um acredita no que quer, só não vale culpar os orixás ou querer mágica.



domingo, 29 de março de 2015

Conversando com as crianças.


Babalawo Ifagbaiyin Agboola

Para mim a ideia de escrever surge das mais diversas situações, esse texto surgiu após um diálogo que tive com algumas crianças que iniciei em Ifá.

As crianças me perguntaram:

- Como é que é lá no céu?

Isso é uma pergunta muito ampla.

O papai do céu se chama Olodúnmarè e ele tem muitos secretários, um deles é conhecido pelo nome de Àjàlá, ele tem dezesseis amigos que trabalham para confeccionar as nossas cabeças, conhecidos como odus.

As crianças perguntaram então:

-É uma fábrica de cabeças?

Comecei a rir e respondi.

- Isso mesmo, é uma fábrica de cabeças com muitas prateleiras lotadas de cabeças umas diferentes das outras.

-Como assim perguntaram as crianças?

  Respondi:

- Cada um dos amigos do Àjàlá tem um nome o mais conhecido deles é Ogbe meji, cada um tem uma maneira de agir e quando ele fabrica a cabeça fica impresso nela a sua forma de ver, agir e sentir.

Um dos amigos de Àjàlá que trabalha na fábrica é Ofun meji, o mais velho de todos, que é conhecido por se vestir de branco, junto com ele e Ogbe Meji tem vários amigos de Àjàlá.

Ilustrei olhando nos olhos das crianças curiosas.

Um menino nesse momento me perguntou:

- É só esse povo que trabalha lá?

Eu respondi.

 - Não, lá trabalha Òrúnmìlà é ele que anota em um grande livro quem escolheu qual cabeça.

Òrùnmílá é um dos principais amigos de Olódùmarè e de Àjàlá, ele é o responsável por todas as informações, o departamento dele é o arquivo, ele tem muitos armários cheios de livros bem importantes.

Criançada quando consultamos Ifá, Òrùnmílá vai nos livros e procura a informação que precisamos, só ele sabe tudo, ele é a testemunha da nossa escolha.

Uma menina me perguntou:

- Se Òrùnmílá anota e Àjàlá e seus amigos fabricam as cabeças, quem escolhe a cabeça não escolhe um corpo?

Esses pequenos fazem cada pergunta.

Respondi:

- O corpo você escolhe junto com a cabeça e retira em outro departamento, na fábrica de corpos que é dirigida por Òsàálá.

Sendo assim você escolhe sua cabeça conhecida como Ori e juntamente o seu odu, depois você escolhe um corpo e junta tudo, então conversa com Òrùnmílá que dá as indicações.

Mas olhem bem crianças depois da escolha é que aquilo que conhecemos por espirito acompanha o corpo no nascimento.

Como assim perguntaram as crianças:

 - Ele já não tinha escolhido um corpo?

 Respondi então:

 - Meninos e meninas olhem bem tudo é duplo, existe uma cabeça e um corpo espiritual e um outro que é quando somos recém nascidos, um comportamento inicial e um comportamento construído com o passar do tempo.

Essa é a razão porque montamos assentamentos de Ori e Egbé, buscamos a essência inicial.

A cabeça que escolhemos tem as indicações gravadas de quando vamos nascer e qual o comportamento vamos ter, ao nascer se vamos ser gordos ou magros, professores ou jogadores de futebol, calmos ou agitados, tudo é anotado por Òrùnmílá.

A consulta a ifá é para nos orientar, ela serve para mostra o caminho por nós escolhido diante de Àjàlá.

Então um menino um pouco maior me perguntou:

- Somos diferentes mas temos a forma de pensar igual?

- Porque os mesmos amigos de Àjàlá participa da fabricação?

Respondi a ele:

- Os dezesseis amigos de Àjàlá trabalham em um departamento que tem mais duzentos e quarenta funcionários.

É muita gente que trabalha lá? disse o menino!

-Duzentos e cinquenta e seis funcionários conhecidos pelo nome de odus.

-Além disso existe alguma diferença no trabalho de fabricar as cabeças, perguntou o menino:

Respondi a ele:

- Sim, a matéria prima que é usada para a fabricação de nossas cabeças é uma tal essência conhecida como Egbé Orun que indica muitas coisas em nossas vidas.

Uma menina me perguntou:

-  Qual a cor da nossa pele indica essa tal Egbé?

Respondi a ela:

- Na verdade é um pouco mais complicado, Egbé fala muito de como vamos agir e como vamos nos sentir diante da vida.
Ela então me perguntou:

- Crianças diferentes tem comportamentos iguais aos de sua Egbé?

 Respondi:

 - Sim, percebi que todos ficaram calados pensando naquilo que eu tinha explicado.

Para encerrar a conversa com eles disse então:

 - Crianças vocês sabem quem fica na porta de saída do céu?

- Exu, é ele que confere se na retirada não pegamos a cabeça trocada, ele confere tudo e informa Orùnmílá.

Então uma última pergunta me foi feita:

- Uma menina me disse:

- Como é que sabemos a ordem dos fatos de tudo que escolhemos?

 Respondi a ela:

- Imagine uma grande fábrica com muitos departamentos, nessa fábrica existe um departamento de controle, o departamento da Iya mi, ela tem alguns secretários conhecidos pelo nome de ajoguns, são eles que organizam alguns fatos e datas por nós escolhidos.

Exemplo: quando vamos ficar doentes e quando vamos ficar sem dinheiro.

Quando eu me levantei um outro menino me perguntou:
- E os orixás também trabalham nessa fábrica, Ogun, Oxun, Xango e outros, o que eles fazem na fábrica?

Respondi:

- Eles fazem serviço externo, eles acompanham as cabeças para tentar consertar alguns defeitos de fabricação que podem aparecer.

Conversar com as crianças é muito bom.

sábado, 14 de março de 2015

GUERRA SANTA



Em visita recente à Salvador acompanhado de alguns membros de nossa família fui conhecer a feira de São Joaquim, local esse onde os membros dos cultos aos orixás costumam comprar folhas, cerâmicas, roupas e animais para os ritos. Empolgado com o passeio desfrutando das belezas da cidade, cheguei a feira e me assustei com o que eu ouvi, existia lá um serviço de auto falantes, onde um pastor pregava vigorosamente e insistentemente a palavra de cristo.

Para mim não foi surpresa o fato de assistir coisas semelhantes em vários lugares, o que me espantou foi que vários adeptos ao culto dos orixás faziam compra naquele momento e a impressão que tive foi que eles aceitavam com naturalidade.

 Refleti durante algum tempo sobre a questão considerando o fato que alguns sacerdotes de nossa religião ainda levam os iniciados para assistir missa na igreja católica, e a conclusão foi evidente mas difícil de aceitar.

Em um país que os líderes políticos estiveram envolvidos em roubos e assassinatos, sempre que nos defrontamos com alguma irregularidade, o trabalho das autoridades é tão ineficiente que gera uma sensação de vazio desmotivando a denúncia.

Atitudes como a do sujeito que cobra uma exorbitância por um ritual que ele alega ter aprendido com o pai, que aprendeu com o avô, etc., muitas vezes evidenciando a má fé, caracterizando claramente ritos que ele mesmo criou, substituindo o conhecimento pela criatividade, nos dias de hoje são bastante comuns.

  Para responsabilizar as pessoas em questão teríamos que fazer uma sessão espirita para ouvir todos seus antepassados punindo assim em efeito dominó o antepassado ilustre que não detinha o conhecimento mas que delegou ao descendente o mérito de administrar a insegurança sobre os fatos.
Sendo assim de posse de uma informação nada confiável o audaz vende o segredo familiar por um preço fora da realidade construindo assim uma imagem que detém um conhecimento inigualável que somente nesta ocasião será divulgado, originando o crime.

O cenário está pronto e o sacerdote nesse momento em ponto de destaque usa e abusa da oportunidade criando assim uma forma de se beneficiar sem ter responsabilidade com o que está sendo feito, atribuindo a responsabilidade e a origem do então conhecimento a um antepassado que normalmente é descrito como um grande sábio que veio da África.

Quando não é o antepassado responsável pelos atos é os espíritos incorporados que orientam os ritos, gerando assim a impunidade daquele que deveria a ser o único a ser punido.

Perante a lei tudo que o sacerdote aprende com seus antepassados ou na internet ou até mesmo em apostilas é de responsabilidade dele. Ninguém pode ser responsabilizado por algo que não teve participação, os ritos seguem por responsabilidade do oficiante, alegar responsabilidade de terceiros ou coautoria de um espírito é visto pelas autoridades, como um atalho para a impunidade que quase sempre denuncia o autor.

O fato é que um alto preço foi pago, a responsabilidade termina não sendo apurados na maioria dos casos, e na pratica todos perdemos, a não apuração de muitos ilícitos, na fé, é objeto cortante que retalha a nossa imagem.

A imagem do culto aos orixás no Brasil todo dia é prejudicada por alguém que se não é ignorante é desonesto, na grande maioria das vezes pessoas despreparadas dizem ter um conhecimento que não possuem ou terminam agindo com uma postura inadequada, mas a questão é para quem denunciar?

Na igreja católica aconteceu centenas de casos de sacerdotes que abusaram sexualmente de crianças e jovens adolescentes, em nossa religião, será que as denúncias não seguem em frente por não existir a possibilidade de receber uma indenização, ou seria vergonha das vítimas?

Caso como o que eu denunciei de um suposto sacerdote de Iya mi, em Santa Catarina, na cidade de Palhoça, conhecido como Oso, que faz sexo com todas as iniciadas, até hoje não foi apurado.

Em nossa religião esses casos fazem parte da página policial, mas com indícios estranhos, parece que existe uma estratégia para desestabilizar a imagem dos nossos sacerdotes.

A pergunta é quem se beneficia com essas notícias?

Aqueles que querem proibir o sacrifício de animais!

 Aqueles que lavam milhões de reais do crime organizado em suas igrejas!

A multiplicação das igrejas que nos atacam diariamente alimenta a GUERRA SANTA que acontece contra o culto dos orixás, em gabinetes, com um cheiro insuportável de corrupção, bispos evangélicos que tem milhões de dólares depositados no exterior em suas contas bancarias, agora deputados a serviço do crime, agridem Babalorisas e Iyalorisas, que em grande maioria não tem percepção de tudo que está acontecendo.

A falta de lideranças competentes estimula a desunião gerando um andar sem rumo de nossos sacerdotes, a luta contra o poder aquisitivo que mantem emissoras de TV nos atacando violentamente é desigual, os nossos desafetos se alimentam não de passagens bíblicas para nos atacar e sim de nossas próprias falhas.

É chegado o momento de pegar em armas, armas fortes como a verdade e a honestidade, o conhecimento nos fortalece e o conhecimento nos dá segurança, a verdade nos ilumina e a honestidade nos dá liberdade para agir.

Vamos lutar para manter a nossa fé e os nossos costumes, vamos lutar a GUERRA SANTA, mesmo que para isso tenhamos que cortar a própria carne.

Esse texto  é uma homenagem a grande líder religiosa, Maria Stella de Azevedo Santos, (mãe Stella de Oxóssi) do Ile Asé  Òpó Àfonjá, que luta em defesa da nossa fé com sabedoria e dignidade desde 19 de março de 1976.

Babalawo Ifagbaiyin Agboola


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Aboru aboye

Nos últimos dias estou tendo alguns problemas com o facebook, mas em breve retomaremos o contato com todos os nossos amigos.

Qualquer dúvida entrar em contato pelo celular tim 011-95478 5170.
Ire o

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Aboru aboye



O ano de 2014 do calendário cristão foi muito bom, conheci várias pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para um excelente resultado de nosso trabalho.

Nesse ano que está se encerrando entendi que o importante é seguir com o que eu acredito, ameaças e opiniões contrarias ao meu comportamento não alteraram o meu dia a dia, sigo fazendo muitas iniciações e continuo divulgando a minha crença.

O ifá no Brasil é muito jovem e ainda temos muito para aprender com os nossos irmãos yorubanos, mas uma coisa é certa adquirimos o respeito de nossos irmãos da Nigéria hoje somos vistos não pelo que temos e sim pelo que sabemos, daqui para frente não será mais discutido se um brasileiro pode ou não ser um Babalawo pois entre os Babalawos que mais iniciaram em toda história no mundo o projeto Ifá é para todos é conhecido e respeitado.

Em alguns anos o ifá em nosso país será cultuado em todo o território, a divulgação é um compromisso do bom sacerdote, no odu Ogbe Ogunda diz, para formar um bom Babalawo é necessário um longo período de viagens, conhecer as pessoas é importante na formação do sacerdote, sendo assim viajar e divulgar o ifá é uma responsabilidade de todos nós.

No momento em que as famílias se reúnem para festejar um começo de um novo ano, reafirmamos o nosso compromisso em divulgar a palavra de Orunmila, desejo a todos boas festas e que a amizade o respeito e a humildade balizem o relacionamento entre os homens.


Ifá egbe wa o