sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A bifurcação da estrada


Autor: Ifagbaiyin Agboola

Á historia da religião afro-brasileira em nosso país foi marcada ao longo do tempo por lutas, glorias e honras, situações que afastaram muitas pessoas de nossa fé.

O sexo, o dinheiro, a depravação e a falta de caráter de alguns sacerdotes prejudicaram muito a nossa religião, mas isso não foi suficiente para vencer a fé, o respeito e o amor á ancestralidade.

Os aspectos negativos que influenciaram a historia de nossa religião são insignificantes diante da vitória obtida por um grupo de homens e mulheres vitimadas pela escravidão que conseguiram conservar os rituais até os dias de hoje.

Muito foi perdido e parte dos ritos foram adulterados, mas a essência foi preservada, transmitindo um legado nunca antes visto na historia humana.

Da adversidade e da violência enfrentada por nossos antepassados a herança da fé no òrìsà foi transmitida de geração em geração.

Isso aumenta a nossa responsabilidade e nos obriga a transmitir para os nossos descendentes aquilo que nossos antepassados esperam de nós.

 Tudo que recebemos deles foi muito bom, porém vivemos em outra época, com mais recursos, desfrutando de tecnologias que nos permitem quase a perfeição, facilitando assim a transmissão de dados para nossos descendentes.

A conexão existente com o território yorubá nos dias de hoje facilita atestar a veracidade de muitas informações, mas por outro lado desmistifica dogmas esclarecendo equívocos históricos.

A bifurcação da historia, nos deixa a opção do alinhamento e da reconquista do elo que se perdeu com nossos antepassados ou a insegurança daquilo que parece tradição.

A escolha do caminho não é obrigatória ou inadiável, a necessidade de cada um é que vai descrever a urgência ou a indiferença á informação, mesmo que o final seja previsto, a verdade sobreviverá na fé ao òrìsà.






terça-feira, 1 de novembro de 2016

O sacerdote de um e noventa e nove.


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A cultura de nosso país, aceita com tranquilidade, substituições e adaptações, grande parte de nosso povo até se exalta com esse tipo de situação, confundindo criatividade com improviso irresponsável, alimentando a linha invisível e paralela ao conhecimento.

Se uma pessoa lê cem livros de medicina não se torna um cirurgião, qual família permitiria que um de um de seus entes queridos fosse submetido a uma cirurgia se o suposto médico não fosse formado em medicina?

Partindo dessa interrogação, transferindo a mesma situação para a religião dos òrìsàs no Brasil, não vamos ter a mesma resposta, obvia da questão acima, então porque razão pessoas completamente despreparadas seguem recebendo credito por ações e declarações de um tema que elas não dominam.
Infelizmente as adaptações ao longo dos anos tem prejudicado muito nossa religião, o fato é que todos somos culpados, e coniventes, com esse equivoco.

Se uma pessoa que não é um engenheiro tentar construir uma grande ponte, certamente teremos um grande desastre.
O mesmo acontece no culto ao òrìsà, se a ponte que tenta ligar o ignorante a informação é a presunção do saber, evidentemente a decepção vai acontecer.

O enfermeiro que assiste vinte cirurgias do coração não é autorizado a fazer um transplante, por que então o nosso povo insiste em consultar com pessoas inexperientes e continua se baseando em textos e anúncios encontrados na internet, sobre nossa religião.

A resposta é obvia, a questão se resume a ignorância e quando muito a economia.

Pouquíssimas são as pessoas que sabem que os países desenvolvidos não tem lojas de um real e noventa e nove centavos, mas o brasileiro para economizar adapta as suas necessidades, a tais produtos, a mesmo nível de aceitação se vê com os sacerdotes.

Em todas as religiões em nosso país assistimos diariamente grandes desastres, quando não são padres que estupram as crianças são pastores que se elegem ligados ao narcotráfico ou pessoas que simulam receber espíritos.

O roubo da fé é permitido e muitas vezes avalizados pela ignorância, enquanto a desinformação der espaço para adaptações supostamente confortáveis do ponto de vista econômico as fileiras de decepcionados se multiplicarão.

A solução é a transformação da sociedade, o nível de exigência do nosso povo é muito baixo, consequentemente a prestação de serviço em quase todas as áreas é de péssima qualidade.

Temos que incentivar as pessoas á uma reflexão sobre tudo que estamos assistindo, se nosso povo for mais criterioso certamente a coragem dos inescrupulosos vai diminuir.

No território yoruba muitas pessoas que são iniciadas em ifá jamais diriam que são Bàbáláwos, mas chegando ao Brasil imediatamente se intitulam sacerdotes de Òrúnmìlá, o maior responsável por tudo isso é o nosso povo.

No território brasileiro produtos de origens duvidosas são vendidos abertamente em cada esquina e até materiais usados em cirurgias são falsificados, o que dizer então da nossa religião.

Em quanto isso em nome dos òrìsàs pessoas são iludidas, inocentes são roubados e crédulos são decepcionados.






sábado, 22 de outubro de 2016

Estudar, é preciso!



Autor: Bàbáláwo Ifagbaiyin Agboola.

No dia vinte e oito de outubro vou completar cinquenta e seis anos de religião, quando vejo a ansiedade de alguns dos meus iniciados em serem liberados para fazer iniciações, imagino que muitos não têm a dimensão exata da responsabilidade que a função de sacerdote exige.

Recordo-me que desde criança eu também tinha um grande desejo de ser um sacerdote, porém parece que tudo era diferente, não existia esse desespero pelo dinheiro, que existe hoje. Eu pensava em fazer religião por que eu sou fascinado pela cultura religiosa de òrìsà, não pensava em dinheiro porque durante toda a minha vida eu trabalhei.

Sei que a situação econômica do país deixa as pessoas muito inseguras e apreensivas e tento compreender o que gera essa pressa nos iniciados, tento me colocar no lugar deles, e sei que a situação é bastante complexa.

Porém a realidade é diferente, em quase a totalidade das profissões é exigida uma formação para habilitar  ao desempenho da função, na religião não é diferente, isso não pode ser mudado. É necessário paciência, determinação e dedicação além de muito estudo para que seja obtido um bom resultado na capacitação de um Bàbáláwo.

Na foto acima aparece o meu primeiro opon, feito de uma maneira simples e com pregos, nesse opon eu treinava como imprimir odus em areia, na mesma foto aparece o meu ifá da maneira que me foi entregue e que permaneceu por quase 18 anos, até o meu ingresso na família Agboola.

O Àràbà Awodiran declarou em uma entrevista no Brasil que o prazo mínimo para a formação de um Bàbáláwo varia de quatro a cinco anos e eu sigo essa orientação para os meus iniciados, é evidente que esse prazo mínimo é para quem estuda e se dedica muito aos estudos.

Não vejo com bons olhos as adaptações que estão acontecendo no Ifá em território brasileiro, mas acredito que com o tempo as pessoas vão entender melhor a responsabilidade que é ser um Bàbáláwo.


Ser um sacerdote de Ifá mais que tudo é honrar o nome de nossos antepassados que dignificaram essa função por centenas de anos, ser um Bàbáláwo é ter a consciência que somos eternos aprendizes de Ifá.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os generais do Ifá.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola.

Desejar estabilidade no emprego e uma carreira confortável que o exército pode proporcionar, assim como alguns benefícios incluindo plano de saúde de ótima qualidade e assistência odontológica, todos gostariam de ter.

Por outro lado acordar cedo e seguir a hierarquia assim como  construir uma carreira ao longo dos anos, ninguém quer.

Como no exército, acontece no ifá, a grande maioria dos aspirantes a sacerdotes pretendem se engajar nas fileiras do culto a Òrúnmìlà já ingressando como generais.

A falta de paciência, de dedicação e de respeito à hierarquia implicam em um sistema que menospreza etapas fundamentais na construção da experiência e do conhecimento de um bom Bàbàláwo.

Esses fatos somados a total falta de critério na distribuição de cargos e títulos ofertados por alguns supostos sacerdotes nigerianos, nos levam a constatação que o conhecido, hábito de improvisar dos brasileiros está desenhando um tipo de culto a ifá no Brasil completamente diferente daquele que existe no território Yoruba.
A rede social em páginas patrocinadas atesta muitas vezes uma experiência que nunca existiu e em um quebra cabeça onde textos são montados com partes descritas por inúmeros autores o teoricamente pesquisador e internauta se disfarça de experiente conhecedor.

Pessoas sem escrúpulos impulsionados pela falta de conhecimento de seus contatos nas redes sociais terminam se passando por sacerdotes que nunca foram.

Eu denomino esses destacados, desconhecidos, como generais do ifá, embora a posturas de alguns se assemelhe a de palhaços em um picadeiro, é claro sem menosprezar aqueles que dominam a arte fazer rir.
Em qualquer profissão para que a pessoa seja reconhecida com credibilidade e prestigio existe uma composição de exigências que se ajusta de uma situação para outra, embora mantenham a essência composta por conhecimento, seriedade, dedicação, experiência e aptidão.

A queima de etapas e o embuste criado com adjetivos nas entrelinhas, somados a velha tática de dizer o que as pessoas querem ouvir seguirão dando destaque a grandes sacerdotes reconhecidos no espelho por eles mesmos.

E com eufemismo eu descrevo que os filhos dos desprovidos serão constituídos da ausência do que outrora fez parte de uma ilusão resguardada fortemente por uma inverdade com um  respaldo do imaginário.



terça-feira, 30 de agosto de 2016

IFÁ É PARA TODOS!


Babalawo Ifagbaiyin Agboola.


Não precisa ser um grande conhecedor de psiquiatria ou de psicologia para entender a versão de alguns opositores do projeto ifá é para todos.

Essas pessoas dizem que o ifá não é para todos para chamar a atenção para elas mesmas, dando a entender, que só elas são as escolhidas.

Ifá é para todos, sim, não poderia deixar de ser, pois que sentindo teria uma religião para somente uma suposta elite.

Ifá é para todos, sim e o nosso projeto está ai para justificar a nossa fé.

Acreditar que somos escolhidos contraria a teologia yoruba, somos nós que escolhemos antes de nascer ser adepto da religião tradicional e cultuar Òrúnmìlà.

Não somos especiais porque ifá teria nos escolhidos, termos escolhidos ifá é que nos torna especiais.
Mas somente Òrúnmìlà pode responder só ele testemunhou só ele sabe a verdade, sendo assim:

 IFÁ É PARA TODOS!

Essa pretensa elite que acredita ser superior por estar no ifá não conhece a verdade de Òrúnmìlà, que esta descrita no verso abaixo.


ÒTÚRÀ ÓGBÈ

Oluko Ifá gbodo ní á mu mò rá
Ati afori ti ole je omodé tabi agba
Yiò gbà tokan tokan
A d` ifá fun òtúrà
Nigba to di Babalawo làì si eya meya
Obirin tabi okunrin
Ifá nipè kó rùbo
Ko tole wole Orunmilá gegebi awo
Okunrin tabi obìnrin Ifá gbe ni
Òtúrà rùbo ebo rè gbà
Won di oju ati ara ó je eni to lokan
Oná rè sì lá ó sÌ di awo Orunmilá
Awo tolokan
Ifá kó bere
Boya omodé tabi agba
Nitorí pè ogbon ori rè ju ojo ori lo
Orunmilá jeri si
Nitorí pè Olorun gbagbo pe
Ogbon ju agbara
A d ifá fún Otura
Ni igba ti odi awo Orunmilá
Làì so pè omode tabi agba
Okunrin tabi obinrin

 TRADUÇÃO:

O aprendiz de ifá estuada com dedicação e sofrimento
Pode ser criança ou velho, o importante é ter vocação
Ele deve ser escolhido no céu.
Fizeram adivinhação de ifá para Otura quando ele aspirou ser sacerdote de ifá
Sem dizer se era homem ou se era mulher
Ifá lhe disse:
Que deveria fazer sacrifico para que  sua aspiração fosse aceita
Para que ele entrasse na casa de Orunmilá, homem ou mulher
As benções do céu não tem preferencia de sexo
Quando Otura fez o sacrifício foi concedida a sua iniciação
Seu rosto e seu corpo ficaram encobertos porque,
 o que se iniciava era a sua alma
Não se iniciava nem seu corpo e nem seu rosto
E assim teve êxito
Otura foi sacerdote de Orunmilá
O awo sem corpo!
O Awo é a alma consagrada
Ifá não perguntou se Otura era jovem ou era velho
Porque a idade a sua alma conhecia e a alma não era velha nem jovem
Porque o que deus cria somente Orunmilá testemunha e só ele sabe a idade da alma.
E só  eles sabem a idade da alma
Só eles sabem a identidade da alma
Foram às palavras de ifá para Otura, quando aspirou ser sacerdote de Orunmilá, sem dizer ser era jovem ou velho.
homem ou mulher




segunda-feira, 25 de julho de 2016

Qualidade de òrìsà não existe II

Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola
Quando escrevi o primeiro texto sobre esse assunto imaginei que seria muito fácil entender o que estava sendo postado.
Mas nesse caso acredito que no tocante a conhecida qualidades dos òrìsàs ainda existem algumas pessoas que não entenderam o que parece obvio.
Em todas as culturas, em todos os tempos, existiram inúmeras designações para uma mesma pessoa, seria o que em nosso país denominamos como apelido.
Jesus Cristo foi chamado de Messias, Nazareno, profeta, filho de Deus e Salvador, se as pessoas conseguem entender isso.
Por que as não conseguem entender quando o assunto é Òrìsà?
Trazendo o dialogo para exemplos que podemos adotar com uma didática de fácil assimilação, porém em hipótese alguma comparando os personagens.
Edson Arantes do Nascimento é conhecido como Pelé, O rei do Futebol e o atleta do século, isso é de muito fácil compreensão.
Em outro exemplo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para os metalúrgicos ele era conhecido como somente Lula. Porém na imprensa internacional a denominação para o mesmo personagem era Luiz Inácio.
Já no cenário politico é chamado de presidente, esse mesmo personagem também foi chamado por Leonel Brizola de “Sapo barbudo,” já os militares o chamavam de comunista e a igreja o denominava como “Líder Sindical”.
Essas tantas denominações pertencem a umas únicas pessoas, Luiz Inácio da Silva, qual a dificuldade em entender isso?
Se todos entendem quem é Luiz Inácio da Silva!
Por que não entendem os Òrìsàs com vários nomes?
Seria o problema do idioma?
Ou seria a acomodação dando sequência a um equivoco histórico?
De qualquer forma os inventores de qualidades de òrìsàs estão desaparecendo, ou porque as pessoas estão ficando mais cultas, ou porque a criatividades esta terminando.
Peço desculpa aos meus leitores por ter que usar esse tipo de linguagem e citando o personagem do ex-presidente e Pelé como exemplo em um texto religioso, mas a grande maioria da população do nosso país precisa desses exemplos para entender que um único òrìsà possa ser citado com vários nomes, em diversos lugares.
Na Religião tradicional Yoruba todo Orixá tem varios nomes, é muito fácil entender.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Oxun a dona do jogo de búzios (Èrìndílógún)


Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola
Dando continuidade á série de postagens denominadas ( textos para iniciantes) postada por nós em nossa página e no nosso blog, reafirmamos o compromisso com a divulgação da religião tradicional yoruba conforme praticada na Nigéria.

O conhecido jogo de búzios foi trazido para o Brasil do da Nigéria, como todos sabem existem alguma variáveis referentes às praticas religiosas no território yoruba, mas o principio é único.

O conhecido com jogo de búzios (ẹẹ́rìndínlógún), é uma entre as varias formas existentes de oraculo na religião yoruba.

O ẹẹ́rìndínlógún é usado na pratica da religião dos òrìsàs em varias localidades na Nigéria, porém para o mesmo sistema de oraculo existem pequenas diferenças nos rituais de um estado para outro.

O que ninguém pode negar é que a origem do jogo de búzios esta descrita nos versos de ifá, no odu Ogbe Sa fica evidente que esse oraculo foi dado para Osun por Orúnmìlà.

Isso não quer dizer que pessoas de outros òrìsàs sejam proibidos de usar esse sistema.

Na verdade quase todos os iniciados em òrìsà deveriam ter a oportunidade de estudar os versos, próprios, para o jogo de búzios.

Para aqueles que não tiveram oportunidades de acessar uma boa literatura sobre o assunto, indico o mais completo de todos os trabalhos escritos até hoje Sixteen Cowries.

Outros autores assim como William Bascon também escreveram sobreo ẹẹ́rìndínlógún, mas o trabalho mais completo e mais respeitado é o livro Sixteen Cowries.

Os rituais de consagração do eèrìndílógún envolvem sacrifício para Èṣù e Osun, embora existam outras formas de consagração, o oraculo também pode ser alimentado com o òrìsà correspondente à iniciação do olóòrìsà.

A variável de rituais é extensa passando por métodos que usam o ibo para identificar se o odu da consulta está negativo ou positivo, até outros métodos que utilizam uma quantidade superior ao conhecido sistema com dezesseis caracóis.

Nenhum desses métodos esta errado, mas para um iniciado em ifá o importante é o que esta descrito em seus versos.

Com respeito ao texto postado por nós sobre o eérìndílógún seguem os seguintes esclarecimentos.
Sobre a Bibliografia consultada:

O maior e mais completo livro sobre o jogo de búzios escrito em toda a história, Sixteen Cowries.
* Ler na página (18).

Sixteen Cowries

According to Yoruba myths, sixteen cowry divination was introduced
by the river goddess, Qshun. She learned it from Qrunrnila (Ifa)...
(De acordo com mitos iorubás , o método de dezesseis búzios para adivinhação foi introduzido
pela deusa do rio, Oxun, ela aprendeu com Orunmilá ( Ifa )
while she was...
living with him, although some Qshun worshipers deny this. In one version,
while she was still learning Ifa, Qshun began divining for Qrunmila's clients
when he was not at home, and when he learned of this he drove her away;
this is why Qshun did not fully learn If a divination (Bascom 1969B: 90). This
incident does not occur in the following myth about how Qrunmila and
Qshun learned divination, as recorded by Salak9. His version also differs from
the widely held belief that it was Olodumare, the Sky God, who assigned the
deities their powers; here this function is attributed to Salakq 's own deity,
identified as Orishala Qshyrygbo, with Apodihqr9 as another of his praise...

William Bascom

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quem Foi Bascon?
William Russel Bascom (nasceu Princeton, Illinois, 23 de Maio, 1912 - faleceu 11 de Setembro, 1981) foi um folclorista, antropólogo, e diretor de museu dos Estados Unidos.
Bascom completou a sua B.A. na Universidade de Wisconsin-Madison, e obteve seu Ph.D. em antropologia na Universidade Northwestern por Melville J. Herskovits em 1939. Ele ensinou na Northwestern, Universidade de Cambridge, e a Universidade da Califórnia em Berkeley, onde também foi Diretor do Lowie Museum of Anthropology. Durante a Segunda Guerra Mundial, juntou-se ao O.S.S. e, juntamente com Ralph Bunche co-autor de um volume não assinado, A Pocket Guide to West Africa em 1943.

Bascom era um especialista na arte e na cultura da África Ocidental e da diáspora africana, especialmente a Yoruba da Nigéria. Vários de seus artigos sobre Folkloristics (Folkloristics é o estudo acadêmico formal do folclore) servem como textos nos cursos de pós-graduação em folclore.

Em um artigo importante publicado em 1954, Bascom argumentou que o folclore pode servir quatro funções principais em uma cultura:

Folclore permite às pessoas escapar da repressão que lhes são impostas pela sociedade.
Folclore valida cultura, justificando seus rituais e instituições para aqueles que executam e observa-os.
Folclore é um dispositivo pedagógico que reforça a moral e os valores e constrói sagacidade.
Folclore é um meio de aplicação de pressão social e exercendo controle social.
Obras mais importantes[editar | editar código-fonte]

"The Relationship of Yoruba Folklore to Divining," Journal of American Folklore (1943).

The Sociological Role of the Yoruba Cult-Group (1944)

Ponape: A Pacific Economy in Transition (1947)

"Four Functions of Folklore," Journal of American Folklore (1954)

"Urbanization Among the Yoruba," American Journal of Sociology (1955)
A Obra de Bascon:

"Verbal Art," Journal of American Folklore (1955)

co-editor, with Melville J. Herskovits, Continuity and Change in African Culture (1959)

"Folklore Research in Africa," Journal of American Folklore (1964)

"The Forms of Folklore: Prose Narratives," Journal of American Folklore (1965)

The Yoruba of Southwestern Nigeria (1969)

Ifa Divination: Communication Between Gods and Men in West Africa (1969, recipient Pitrè 
International Folklore Prize)

African Art in Cultural Perspective: An Introduction (1973)

"Folklore, Verbal Art, and Culture," Journal of American Folklore (1973)

editor, African Dilemma Tales (1975)

editor, Frontiers of Folklore (1977)

Sixteen Cowries: Yoruba Divination from Africa to the New World (1980).

Sobre a Bibliografia consultada:

Osun across the Waters

(Osun and the Origins of the Ifa´ Divination)
Ler página (141).

Osun across the Waters

Let us begin with the popular view that Osun

was introduced to Ifa´ divination

by Orunmila

Several verses of Ifa´ tell us about this.

For example, a verse of Ogbe Osa
states that 

Orunmıla created the sixteen-cowry divination system and gave it
to ...
(Orunmıla criou o sistema de adivinhação de dezesseis búzios e deu
para Osun como uma recompensa por ter salvado sua vida).

Quem é Wande Abimbola?

Wande Abimbola (nascido em 24 de dezembro de 1932) [1] é um nigeriano acadêmico , professor de língua iorubá e da literatura, e ex-Vice-Chanceler da Universidade de Ifé (agora Obafemi Awolowo University ), e também serviu como o líder da maioria o Senado da República Federal da Nigéria .
Ele foi instalado como aWise Awo Àgbàyé em 1981 pelo Ooni de Ife sobre a recomendação de um conclave de Babalawos de Yorubaland .

Abimbola recebeu seu primeiro diploma em História pela University College, Ibadan , em 1963, quando que a faculdade era filiado à Universidade de Londres . Ele recebeu seu Mestrado em Linguística da Universidade Northwestern , em Evanston, Illinois , em 1966, e seu Doutorado em Filosofia em iorubá Literatura pela Universidade de Lagos em 1971. Abimbola foi o primeiro graduado do PhD da Universidade de Lagos. Ele se tornou um professor catedrático em 1976. [1].

Abimbola ministrado em três universidades nigerianas, nomeadamente a Universidade de Ibadan 1963-5, Universidade de Lagos 1966-72, e da Universidade de Ife 1972-91. [1] Ele também ensinou em diversas universidades norte-americanas, incluindo a Universidade de Indiana , Amherst College , Universidade de Harvard [ carece de fontes? ] , da Universidade de Boston , Universidade de Colgate , e, mais recentemente, a Universidade de Louisville . Abimbola tem escrito livros sobre a cultura Ifá e Yoruba. Em 1977, de Abimbola Ifá Adivinhação Poesia foi publicado pela editora NOK.

A Obra de Abimbola:
Administração da universidade:
1982-1990 Vice-Chanceler da Universidade de Ile-Ife (agora Universidade Obafemi Awolowo).
1977-1979 Dean, Faculdade de Letras da Universidade Obafemi Awolowo, Ile-Ife.
1975-1977; 1979-1980; 1981-1982 Chefe do Departamento de Línguas e Literaturas Africanas, Universidade Obafemi Awolowo, Ile-Ife. (Wande Abimbola foi o fundador deste departamento.)
Experiência acadêmica
2004-2005 Distinguished Visiting Scholar no Departamento de Estudos Liberais, Universidade de Louisville, Louisville, KY.
1999 Professor de Ciências Humanas do Departamento de Inglês da Universidade Colgate, Hamilton, Nova Iorque.
1998-2003 Professor no Departamento de Religião, da Universidade de Boston, Boston, MA.
1997 Professor de Humanidades em Africana e Estudos Latino-Americanos da Universidade Colgate, Hamilton, Nova Iorque.
1996-1997 Fellow, WEB Du Bois Instituto e Departamento de Estudos Afro-Americanos, Universidade de Harvard, Cambridge.
1990-1991 Scholar-in-Residence e professor visitante de Estudos Negros, Amherst College, Amherst, Massachusetts.
1980-1981 Visiting Henry R. Luce Professor of Comparative ética religiosa, Amherst College, Amherst, Massachusetts.
1976-1990 Professor de Línguas e Literaturas Africanas, Universidade Obafemi Awolowo, Ile-Ife, Nigéria.
1973 Professor Associado de Folclore, da Universidade de Indiana, Bloomington, Indiana.
1971 Visiting Professor Assistente de Folclore, da Universidade de Indiana, Bloomington, Indiana.
1966-1972 Docente, Escola de Africano e Estudos Asiáticos da Universidade de Lagos, Lagos, na Nigéria.
1963-1965 Júnior Research Fellow, Instituto de Estudos Africanos da Universidade de Ibadan, Ibadan, Nigéria.
Compromissos de serviço política, cultural e pública
2005-to Director data, UNESCO Proclamação da adjudicação do Património Cultural Imaterial para a Nigéria, Matérias: Ifa.
2003-2005 Conselheiro do Presidente nigeriano em Assuntos Tradicionais e Assuntos Culturais, Gabinete da Presidência,
República Federal da Nigéria, Abuja, Nigéria.
1995-1998 Membro do Conselho de Religiões do Mundo.
1992-1993 Senado Majority Leader, Senado da República Federal da Nigéria, Abuja, Nigéria.
1992 Assessor Especial do Governador do Estado de Oyo, na Nigéria.
1990 to-date Instalado como Asiwaju Awo de Remo, Nigéria.
1988-1989 Membro do Comité Executivo da Associação das Universidades do Commonwealth.
1986 to-date Instalado como Elemoso de Ketu, República do Benin.
1981-até à data Presidente, Congresso Internacional de Orisa Tradição e Cultura.
1981 to-date Instalado como aWise Awo Ni Agbaye (literalmente porta-voz Mundial para Ifa e Yoruba Religião ).
1981-1989 presidente, Conselho de Administração, Oyo State College of Arts and Science, Ile-Ife.
1979-1982 presidente, Comitê Estadual Turístico Oyo.
1978-1984 presidente, conselho de administração, da Universidade de Ife Pensões Limited.
1976-1978 presidente, Oyo State Broadcasting Corporation.
1974-1984 presidente, Conselho de Governadores, Oliver Batista da High School, Oyo.
1974-1976 presidente, Oyo Health Board Zonal e Membro do Conselho Estadual de Saúde.
1971-até à data consagrada como Babalawo (Ifa Priest).
Outra experiência profissional [ editar ]
1972-1979 Editor, Yoruba , Jornal da Associação de Estudos Yoruba da Nigéria.
1970-1972 Editor, Lagos Notas e Registros , Boletim do Instituto de Estudos Africanos e Asiáticos, Universidade de Lagos, Lagos, na Nigéria
.
*Qualquer pessoa que acreditar que tenha um currículo para contestar esses grandes homens deve fazer um trabalho semelhante e tentar provar o contrario!

O ato de ter razão limita a visão dos seres, poucos de fato, se dão ao direito de observar com outro ponto de vista, isso é o imediatismo da razão.

O que é a razão se não, muitas vezes, apenas, a sensação temporária de estar certo.
Mais esclarecimentos:

domingo, 3 de julho de 2016

Babalawo de fato




Autor: Babalawo Ifagbaiyin Agboola


Existem várias definições da palavra Babalawo, mas a mais conhecida é pai do segredo, pai do conhecimento das coisas materiais e espirituais.

Seria muito bom se fosse assim, se todo Babalawo fosse o pai ou senhor do segredo, porém a realidade é muito diferente daquilo que imaginamos, assim como nas demais profissões, os sacerdotes de Orunmila precisam estudar e se especializar para que conquistem o respeito de sua comunidade.

No Ifá é exigido muito estudo, muita dedicação, assim como anos de trabalho, mas só isso não é o suficiente.

Não é toda a pessoa que é submetida a um Itelodu que vai ser um Babalawo, o ritual credencia, mas não habilita.

No Itelodu, os rituais possibilitam que o iniciado tenha acesso a informações que o transformarão em um sacerdote, mas a principal mudança é interna, se não houver a melhoria do ser, a transformação não acontece.

O sacerdote de Orunmila deve ser um exemplo para a sociedade, mas isso nem sempre acontece, mesmo no território yoruba o excesso com a bebida, a preguiça e a falta de caráter termina afastando o homem de seu destino.

A falta de ética motivada pela ganancia e pela vaidade corrompe os princípios e enfraquecem o caráter, gerando um afastamento gradual que ocasiona a perda do poder de realização.

Existe uma diferença muito grande entre ser Babalawo e ser iniciado em Ifá, um Babalawo é um sacerdote que vai dedicar sua vida a estudos e a melhoria do seu caráter se capacitando a o atendimento da população.

Um Babalawo não usa drogas, não é alcoólatra, ele não quebra a sua palavra, ele não trai.

Um Babalawo paga as suas dividas.

Um Babalawo é honesto.

ÒTÚRÁ-RETE

Òtúrá-Rete controla você.

Se você nascer, tente se produzir novamente.

Òtúrá-Rete, Amuwon, Amuwon, ele que sabe que a moderação nunca entrará em desgraça.

Eu digo: Quem sabe a moderação?

Orúnmìlà diz: Ele que está trabalhando.

Eu digo: Quem sabe a moderação?

Orúnmìlà diz: Ele que não desperdiçará o dinheiro dele.

Eu digo: Quem sabe a moderação?

Orúnmìlà diz: Ele que não roubará.

Eu digo: Quem sabe a moderação?

Orúnmìlà diz: Ele que não tem dívidas.

Eu digo: Quem sabe a moderação?

Orúnmìlà diz: Aquele que nunca bebe álcool,

Aquele que nunca quebra um juramento com os amigos.

Òtúrá-Rete, aquele que acorda muito cedo e medita dentro dele por causa das atividades!

Entre os espinhos e cardos,

a folha do dendezeiro se projetará para fora.

Jowóro nunca gastará todo o seu dinheiro,

Jokoje nunca será um devedor.

Se Eesan dever muito dinheiro, ele pagará a dívida.

Amuwon é o ameso, (aquele que tem um bom senso do que é certo).





  

terça-feira, 28 de junho de 2016

Projeto ifá é para todos!



O projeto ifá é para todos visa inicialmente divulgar a religião tradicional yoruba, facilitando o acesso para consultas e esclarecimentos sobre a religião dos Òrìșàs.

Em um primeiro estágio estamos fazendo a cerimonia de isefa gratuitamente para crianças com a intenção de identificar futuros Bàbàláwos e iyanifas.

Por uma questão histórica o Brasil não tem o número de sacerdotes de ifá ideal para à orientação e divulgação do culto a Òrúnmìlà, o projeto propõe facilitar as iniciações das crianças com indicação de ifá para itefa buscando a solução para essa questão, na tentativa de que em um futuro tentamos o culto a Òrúnmìlà fortalecido em nosso país.

O isefa é GRATUITO.
O Itefa é GRATUITO.
O itelodu é GRATUITO.
O treinamento no Brasil é GRATUITO.
O treinamento na NIGÉRIA é GRATUITO.

Essas crianças devem ser preparadas e treinadas dentro dos princípios tradicionais yorubas.

A vinda do Araba Awodiran Agboola ao Brasil confirma o apoio de nossa família na Nigéria e no Brasil ao nosso projeto.

Os familiares das crianças submetidas aos isefas serão orientadas para a preparação e o agendamento dos itefas dando continuidade ao processo.

As crianças escolhidas juntamente com seus familiares tem a oportunidade de e escolher ou não dar seguimento a iniciação adequada juntamente com os sacerdotes do egbe Ifá Ogbe Bara.

Babalawo Ifagbaiyin Agboola.



Família Agboola honra e tradição.


 O nome Agboola representa uma das mais conhecidas família de Bàbàláwos da Nigéria, a atuação de um de seus lideres, o Araba Àkànó Fásínà Agboolà, foi muito importante para a divulgação do Ifá no mundo.

Desde muito cedo o Araba tinha uma visão avançada para a época e o seu trabalho até o dia de hoje serve como inspiração para escritores e sacerdotes no mundo todo.

Na década de trinta ele começou a viajar pelo mundo divulgando Ifá, com um sonho, que Ifá poderia ser para todos.

Esse homem valoroso dedicou a sua vida a ensinar e divulgar Ifá.

O Araba Àkànó Fásínà Agboolà, em 1935 consultou ifá e foi orientado a mudar se de Osogbo para a cidade de Lagos dando assim inicio a uma página importante da história de ifá no mundo.

O Araba Àkànó mudou se para o bairro conhecido como Ebute Metta, em Lagos, esse valoroso sacerdote fez centenas de iniciações, tornando se assim o maior Bàbàláwo da história.

O saudoso Araba tinha como odu Ogbe Alara.

 Ele era filho carnal do Oluwo Ifasina, odu Ogbe Di.

 Era neto do Oluwo Ifagbemi do odu Ogbe Meji.

 E bisneto do Oluwo Fatoki do odu Ogbe Sa.

O Araba tinha dez mulheres e mais de trinta filhos. 

Com sua esposa a Iyanifa Mojisola Olasinde Agboola, teve varios filhos todos iniciados em Ifá, entre eles o Araba Awodiran Agboola..

Quando o Araba Àkànó faleceu em 14 de setembro de 1991 deixou muitas propriedades para seus filhos, até hoje é mantida a casa principal da família no bairro Ebute Metta na cidade de Lagos, Nigéria.

Muitos sacerdotes de importantes do ifá na Nigéria aprenderam ifá como Arabá Àkànó.
A família Agboolà hoje atende na Nigéria, Inglaterra, Estados Unidos, Brasil, Venezuela, Mexico, Espanha e Uruguai como outros países, dando continuidade ao trabalho iniciado na cidade de Osogbo, pelo saudoso Arabá.

 Odu Ogbè alárà

No canto da casa olhando discreto,

Fez divinação para Ogbè o pai de Òtúà,

Eu estou procurando o dinheiro que ainda não tenho

Ìrànran possibilite que meu pai me ajude a encontra-lo, ìrànràn.

Eu estou procurando uma boa esposa, mas ainda não encontrei.

Ìrànràn possibilite que meu pai me ajude a encontra-lo, ìrànràn.

Eu estou procurando bons filhos, mas não consigo encontra-los.

Ìrànràn faça com que seja o destino do meu pai me ajudar a tê-los, Ìrànràn.

Estou procurando fazer uma boa casa, mas não consigo erguê-la,

Ìrànràn faça com que seja o destino do meu pai ergue-la, Ìrànràn.

Eu preciso de numerosas bênçãos, mas ainda não tenho,

Ìrànràn faça com que seja o destino do meu pai me ajudar a tê-las, Ìrànràn.

Assim como quando Ogbè gerou Òtúà

Ele lhe deu discípulos

E várias bênçãos

A esposa do Araba, Sra. Mojísólá Ol´sindé Agboolà nasceu em uma família que cultuava Ifá e essa foi à interpretação de seu pai Chefe Abéeréfá Ògunjobí.

 Consulta de Ifá após o nascimento.

Odu Iretekàà

Esse Odù fala que essa menina se casara com um Babalawo.

 Depois de uma investigação, Ifá escolheu o jovem Babaàwo Àkànó Fásinà Agboolà.

O pai da criança, Abéeréfá Ògunjobí escutou as palavras de Olódùmarè que previu que sua filha se casaria com um de seus seguidores.

Odù Iretekàà que chamou a menina de Olasinde

O Surgimento da honra

O pato não flerta

A tumba de uma mulher estéril geralmente é coberta de lixo

Promiscuidade em sua vida causa desunião em sua família

Fez divinação para Oláa-wón-nù-lo (sua honra esta perdida)

A criança virá na hora exata

E a honra perdida será ressuscitada

O surgimento da honra (Olásindé) é um nome apropriado para chamar uma criança de Ìretekàà.

 Depois de muitos anos o Oluwo Abéeréfá Ògunjobí permitiu que a filha casasse com seu aprendiz Bàbàláwo Akano Fásinà Agboolà.

Alguns anos depois a Sra. Mojísólá Ol´sindé Agboolà deu a luz a um filho, chamado Awódiran que significa este Ifá é hereditário.

Baba Awódiran Agboolà o atual Araba da cidade de Lagos, Nigéria, e também é membro do conselho internacional de ifá.

O Araba Awodiran é um sacerdote educado desde a infância por seu pai, bem jovem ele já viajava com o Araba Akano para a Europa como parte de sua preparação.


O Araba Awodiran é escritor e uma das maiores autoridades sobre Ifá no mundo.

 Esse homem honrado e gentil é um orgulho para toda nossa família, em especial para mim, por se tratar do irmão do meu Oluwo, Baba Niyi.


O Babalawo Ifagbaiyin entrou para a família Agboola em 6 de fevereiro de 2011 e foi iniciado pelo Oluwo Oyeniyi Awolola Agboola do odu Osa Obàrà.

 O Oluwo Oyeniyi mora no Brasil á quase vinte anos, e em nosso país constituiu família, atualmente atende em São Paulo e nos Estados Unidos assim como em Lagos e Ibadan Nigéria onde tem residência.

O projeto Ifá é para todos, foi criado pelo Bàbàláwo Ifágbaíyin Agboolà e tem como missão fortalecer a religião tradicional yoruba no Brasil, divulgando o culto do Òrìșà Òrúnmìlà.

O nosso projeto já fez iniciações em vários países e em quase todos os estados do território nacional, tornando assim acessível para pessoas de baixa renda os ensinamentos de ifá.

-Nesse período viajamos 196 mil quilômetros e fizemos 1721 iniciações, para a honra de nosso ancestral, Àkànó Fásínà Agboolà.

O projeto ifá é para todos teve inicio no dia 14 de fevereiro do ano 2012, a ideia do projeto visa baixar os custos das iniciações de adultos e iniciar crianças gratuitamente, garantindo a formação de ótimos sacerdotes de ifá em nosso país.

Minha missão é dar continuidade ao legado de minha família.


Bàbàláwo Ifagbaiyin Agboola.