quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ifá no novo mundo.


Autor: Olúwo Ifábaíyin Awolola Agboola

Após ter viajado por alguns países da américa do sul e me confrontar com a realidade, percebi que se não fosse trágica seria cômica a situação que envolve o ifá no novo mundo, infelizmente os supostos descendentes de Òrúnmìlá com raras exceções são criminosos e comerciantes que prejudicam a nossa religião.

O comercio do sagrado cresceu tanto que na América muitos dos supostos Bàbáláwos não sabem nem o significado de seus nomes. A falta de informação é tanta que teóricos Olúwos amanhecem e anoitecem incorporados, com a ignorância e a falta de caráter.

A falta de escrúpulos vulgarizou a fé, prostituiu o saber e popularizou a mentira transformando   religião em comercio. A situação é tão grave que rituais sagrados foram substituídos por apresentações teatrais com a chancelaria de velhos conhecidos da internet.

A falta de informação abriu espaço para a desonestidade e o desejo de poder implementou a criatividade danosa.

Milhares de pessoas foram roubadas em sua fé criando uma imagem pejorativa associando o culto de òrìsà a criminalidade, nivelando assim a religião com a prostituição e o estelionato.

A mais de dois mil anos o cristianismo trata o sagrado como um negócio, infelizmente na atualidade a nossa religião não está sendo diferente, a sabedoria ancestral em parte está na mão de velhos golpistas que criaram a ilusão que tudo está à venda.

Embora no Ifá a experiência e o conhecimento sejam fundamentais na formação de bons sacerdotes o tempo e a dedicação foram substituídos pela esperteza e a falta de caráter.

A falta de respeito rebaixou tanto o nível da religião de òrìsà na América que sacerdotes honestos comumente são confundidos com criminosos, pessoas dignas que dedicaram anos de estudos ao Ifá hoje são prejudicados por essas quadrilhas de marginais.

O que me deixa mais tranquilo é saber que esse tipo de comportamento começou a ser combatido pelas autoridades e os criminosos estão sendo desmascarados.

A criminalidade dentro da religião tradicional Yorùbá em todo mundo começou a ser mostrada por aqueles que querem preservar o legado ancestral gerando assim uma nova consciência, em breve já não vai existir espaço para esses usurpadores.


Por essa razão devemos denunciar as pessoas que envergonham os nossos antepassados.

Ifá na Bahia

Há mais de cem anos nossos antepassados chegaram na Bahia e
o nome da família Agboola foi mantido como referência a ancestralidade na ilha
de Itaparica.Hoje junto com as casas de candomblé o Ifá Tradicional contribui para a divulgação da religião de Òrìsà no nordeste brasileiro.Nessa terra nossos antepassados Yorùbás deixaram um legado que tornou o Baba Egúngún Agboola o espirito ancestral mais conhecido e cultuado na Bahia.Com humildade e responsabilidade vamos participar do trabalhar para manter a semente plantada por nossa família.O Egbé Ifá Agboola tem orgulho de fazer parte da história de nossa religião
.Autor: Olúwo Ifagbaiyin Awolola Agboola
.watsap: 011 95478 5170Visite Nosso blog: www.babalawoifagbaiyin.com

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sacerdote de òrìşà



Autor: Olúwo Ifágbaiyin

Justificar que ladrões usem o nome dos òrìsàs porque o país vive uma crise financeira é assumir um crime de coautoria em estelionato.

Em tempos de falta de recurso e abundancia de falta de caráter a desonestidade quase vira regra, a marginalidade cria um modismo onde ser honesto é sinônimo de otário.

Não precisa ser muito esperto para perceber o cheiro ruim nas lacunas das mensagens vindas da terra mãe que seus filhos tudo vendem.

Nas madrugadas qualquer òrìsàs se compra, todos os escrúpulos se perdem e as negociações transformam o sagrado em profano.

Compradores nacionais ansiosos para revenderem o que nunca mereceram, alimentam a máquina da ignorância com o dinheiro sujo proveniente da ilusão fanática ou criminosa.

Que a religião tradicional yoruba segue em perfeita ordem do outro lado do oceano ninguém poderia negar, mas sobre o caráter de muitos de seus representantes em seu pior aspecto a clareza da verdade desnuda.

Transferências bancarias confirmam a chegada de supostos assentamentos para supostos sacerdotes que supostamente acreditaram em supostos dignos descendentes de idôneos personagens.

 E a multiplicação daqueles que não comeram obi e que não sentiram o gosto do sangue em suas bocas alimenta fluxo e refluxo da indignidade.

Já não bastava os criminosos daqui, será que vamos ter que aturar estrangeiros travestidos de homens éticos.

Expor a ferida é uma das formas de trata-la, sem que se saiba em profundidade de tudo que está acontecendo, enquanto idiotas curtem mais uma postagem, assentamentos de òrìsàs seguem sendo entregues pelo correio.

A cada dia que passa uma nova vítima posta fotos com certificado em suas mãos atestando a imbecilidade, é mais um que foi enganado e que agora documentado se transforma em caçador na rede social.

 Nas conversas disfarçadas as fileiras do exército da corrupção crescem, será que é tão difícil perceber que se tempo sobra para a socialização é porque o habito de trabalhar desapareceu.
Os desocupados são sempre muito simpáticos.

Os livros seguem sendo vendidos e as apostilas comercializadas com descaramento próprio da marginalidade.

A farsa segue e mais um internauta se faz passar por sacerdote de Òrìşà.





domingo, 23 de julho de 2017

Eu não me calarei



Autor: Babalawo Ifagbaiyin

Mesmo que todos os energúmenos perpetuem através de seus descendentes a canalhice que alavanca o crime, disfarçado de política que suga as fontes de riqueza de nossa terra, e que tudo isso continue.

Mesmo que se assista todos os dias a loucura da ignorância que aliena a mente e corpo de jovens que jamais sentirão o prazer de serem libertos.

Mesmo que se veja por uma fresta minúscula a esperança entre devaneios e sonhos.

Mesmo que a diferença entre o obvio e o imperdoável não seja sentida pela ausência de sensibilidade provocada antecipadamente de forma dissimulada e divulgada.

E mesmo que venha de fora uma classe de velhos estelionatários disfarçada de homens santos.
E se a fé se misturar com a delinquência, e o sagrado for banalizado.

Mesmo que que meu corpo deixe de sentir, meu intimo vai seguir com a emoção inexplicável de amar essa terra.

E se faltar espaço nas prisões para colocar esse tipo que se diz nosso representante, e que tenhamos que respirar o mesmo ar apodrecido que essa espécie exala, eu ainda encherei o peito para gritar que esse é o meu país.

E com eufemismo evidencio que estou chegando com força.


Intolerância Religiosa.

Intolerância Religiosa. Na década de oitenta eu fui entrevistado por uma emissora de TV na cidade de Buenos Aires, Argentina por ...