domingo, 14 de junho de 2020

Orgasmos incontroláveis e convulsivos



Ontem se vivo estivesse meu Bàbálòrìsà estaria completando cento e doze anos.

 Sendo assim vocês já podem imaginar que eu não sou nenhum menino. A educação que eu recebi no século passado é completamente diferente de tudo que eu vejo hoje, mas eu não critico esse fato.

Me chama a atenção é a falta de amor nas pessoas, os valores mudaram e um celular vale mais que um ser humano. Normalmente as pessoas nos dias de hoje passam mais tempo com o celular na mão que o tempo dedicado a seus filhos ou a seus pais.

No dia treze de junho foi o aniversário do meu òrìsà e poucas pessoas se lembraram dessa data, isso me motivou a escrever esse texto.

Orgasmo no dicionário do nosso idioma faz referência a efervescência de sentimentos, excitação incontrolável do espírito.
Acredito que é só com os celulares na mão as pessoas estão sentindo prazer, parece que a relação com os seres humanos é coisa do passado.

Ninguém tem paciência para olhar nos olhos dos seus semelhantes e tentar entender as fragilidades dos seus amigos ou familiares, nada importa só a rapidez da informação desnecessária da rede social.

A modernidade está nos transformando em pessoas sem sentimentos.

As pessoas não lembram mais de pequenos gestos, carinho, amor e atenção são coisas do passado.

Com essa pandemia tudo está mudando muito rapidamente, infelizmente para pior.

A morte está sendo banalizada e a perda da vida está sendo tratada com muita naturalidade e parece que qualquer um pode ser substituído.

O homem está cada dia menos sensível e a religião tem a obrigação de auxiliar os indivíduos na correção do curso.

O prazer não pode se limitar a situações provocadas por curtidas na rede social, e o número de contatos não pode substituir as pessoas da sua vida, existe mais que isso, existe sentimento, existe amor, carinho e ternura.

Experimente desligar por algum tempo seu celular, de amor a quem está a seu lado, talvez você descubra outras maneiras de sentir prazer, talvez você sinta um orgasmo incontrolável, convulsivo e extremamente gratificante.

Autor: Oluwo Ifagbaiyin Agboola



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