quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ifá no novo mundo.


Autor: Olúwo Ifábaíyin Awolola Agboola

Após ter viajado por alguns países da américa do sul e me confrontar com a realidade, percebi que se não fosse trágica seria cômica a situação que envolve o ifá no novo mundo, infelizmente os supostos descendentes de Òrúnmìlá com raras exceções são criminosos e comerciantes que prejudicam a nossa religião.

O comercio do sagrado cresceu tanto que na América muitos dos supostos Bàbáláwos não sabem nem o significado de seus nomes. A falta de informação é tanta que teóricos Olúwos amanhecem e anoitecem incorporados, com a ignorância e a falta de caráter.

A falta de escrúpulos vulgarizou a fé, prostituiu o saber e popularizou a mentira transformando   religião em comercio. A situação é tão grave que rituais sagrados foram substituídos por apresentações teatrais com a chancelaria de velhos conhecidos da internet.

A falta de informação abriu espaço para a desonestidade e o desejo de poder implementou a criatividade danosa.

Milhares de pessoas foram roubadas em sua fé criando uma imagem pejorativa associando o culto de òrìsà a criminalidade, nivelando assim a religião com a prostituição e o estelionato.

A mais de dois mil anos o cristianismo trata o sagrado como um negócio, infelizmente na atualidade a nossa religião não está sendo diferente, a sabedoria ancestral em parte está na mão de velhos golpistas que criaram a ilusão que tudo está à venda.

Embora no Ifá a experiência e o conhecimento sejam fundamentais na formação de bons sacerdotes o tempo e a dedicação foram substituídos pela esperteza e a falta de caráter.

A falta de respeito rebaixou tanto o nível da religião de òrìsà na América que sacerdotes honestos comumente são confundidos com criminosos, pessoas dignas que dedicaram anos de estudos ao Ifá hoje são prejudicados por essas quadrilhas de marginais.

O que me deixa mais tranquilo é saber que esse tipo de comportamento começou a ser combatido pelas autoridades e os criminosos estão sendo desmascarados.

A criminalidade dentro da religião tradicional Yorùbá em todo mundo começou a ser mostrada por aqueles que querem preservar o legado ancestral gerando assim uma nova consciência, em breve já não vai existir espaço para esses usurpadores.


Por essa razão devemos denunciar as pessoas que envergonham os nossos antepassados.

Ifá na Bahia

Há mais de cem anos nossos antepassados chegaram na Bahia e
o nome da família Agboola foi mantido como referência a ancestralidade na ilha
de Itaparica.Hoje junto com as casas de candomblé o Ifá Tradicional contribui para a divulgação da religião de Òrìsà no nordeste brasileiro.Nessa terra nossos antepassados Yorùbás deixaram um legado que tornou o Baba Egúngún Agboola o espirito ancestral mais conhecido e cultuado na Bahia.Com humildade e responsabilidade vamos participar do trabalhar para manter a semente plantada por nossa família.O Egbé Ifá Agboola tem orgulho de fazer parte da história de nossa religião
.Autor: Olúwo Ifagbaiyin Awolola Agboola
.watsap: 011 95478 5170Visite Nosso blog: www.babalawoifagbaiyin.com

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sacerdote de òrìşà



Autor: Olúwo Ifágbaiyin

Justificar que ladrões usem o nome dos òrìsàs porque o país vive uma crise financeira é assumir um crime de coautoria em estelionato.

Em tempos de falta de recurso e abundancia de falta de caráter a desonestidade quase vira regra, a marginalidade cria um modismo onde ser honesto é sinônimo de otário.

Não precisa ser muito esperto para perceber o cheiro ruim nas lacunas das mensagens vindas da terra mãe que seus filhos tudo vendem.

Nas madrugadas qualquer òrìsàs se compra, todos os escrúpulos se perdem e as negociações transformam o sagrado em profano.

Compradores nacionais ansiosos para revenderem o que nunca mereceram, alimentam a máquina da ignorância com o dinheiro sujo proveniente da ilusão fanática ou criminosa.

Que a religião tradicional yoruba segue em perfeita ordem do outro lado do oceano ninguém poderia negar, mas sobre o caráter de muitos de seus representantes em seu pior aspecto a clareza da verdade desnuda.

Transferências bancarias confirmam a chegada de supostos assentamentos para supostos sacerdotes que supostamente acreditaram em supostos dignos descendentes de idôneos personagens.

 E a multiplicação daqueles que não comeram obi e que não sentiram o gosto do sangue em suas bocas alimenta fluxo e refluxo da indignidade.

Já não bastava os criminosos daqui, será que vamos ter que aturar estrangeiros travestidos de homens éticos.

Expor a ferida é uma das formas de trata-la, sem que se saiba em profundidade de tudo que está acontecendo, enquanto idiotas curtem mais uma postagem, assentamentos de òrìsàs seguem sendo entregues pelo correio.

A cada dia que passa uma nova vítima posta fotos com certificado em suas mãos atestando a imbecilidade, é mais um que foi enganado e que agora documentado se transforma em caçador na rede social.

 Nas conversas disfarçadas as fileiras do exército da corrupção crescem, será que é tão difícil perceber que se tempo sobra para a socialização é porque o habito de trabalhar desapareceu.
Os desocupados são sempre muito simpáticos.

Os livros seguem sendo vendidos e as apostilas comercializadas com descaramento próprio da marginalidade.

A farsa segue e mais um internauta se faz passar por sacerdote de Òrìşà.





domingo, 23 de julho de 2017

Eu não me calarei



Autor: Babalawo Ifagbaiyin

Mesmo que todos os energúmenos perpetuem através de seus descendentes a canalhice que alavanca o crime, disfarçado de política que suga as fontes de riqueza de nossa terra, e que tudo isso continue.

Mesmo que se assista todos os dias a loucura da ignorância que aliena a mente e corpo de jovens que jamais sentirão o prazer de serem libertos.

Mesmo que se veja por uma fresta minúscula a esperança entre devaneios e sonhos.

Mesmo que a diferença entre o obvio e o imperdoável não seja sentida pela ausência de sensibilidade provocada antecipadamente de forma dissimulada e divulgada.

E mesmo que venha de fora uma classe de velhos estelionatários disfarçada de homens santos.
E se a fé se misturar com a delinquência, e o sagrado for banalizado.

Mesmo que que meu corpo deixe de sentir, meu intimo vai seguir com a emoção inexplicável de amar essa terra.

E se faltar espaço nas prisões para colocar esse tipo que se diz nosso representante, e que tenhamos que respirar o mesmo ar apodrecido que essa espécie exala, eu ainda encherei o peito para gritar que esse é o meu país.

E com eufemismo evidencio que estou chegando com força.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Guerra santa


Em varias oportunidades durante a história da humanidade as religiões tem sido responsáveis pela maioria das guerras, não esta sendo diferente agora em nosso país, nesse momento esta acontecendo uma guerra que pode ser facilmente identificada contabilizando o grande numero de vitimas abatidas sem piedade pelo poder da bancada evangélica.

O terrorismo usado pelos islâmicos radicais planeja com muito cuidado os locais para os atentados chamando atenção da sociedade para a sua causa, explodindo bombas, eles tentam espalhar o medo, os representantes das igrejas eletrônicas usam as mesmas táticas terroristas, bombardeando o nosso povo com uma infinidade de propagandas enfatizando o sucesso de quem acredita em Jesus.

Esquecem eles que somente um sétimo da população de nosso planeta é cristão, mesmo assim eles seguem criando leis para tentar prejudicar os adeptos de outras religiões.

A bancada evangélica é composta por um grupo de pessoas que usaram a religião para chegar ao poder e que hoje comercializam os seus votos na esperança de perpetuar ditando regras que nos ofendem e que são facilmente identificas como instrumentos de guerra usados contra a nossa fé.

Esses homens e mulheres disfarçados de políticos são mercenários que comercializam pareceres favoráveis aos dirigentes das igrejas eletrônicas que servem muitas vezes para lavar o dinheiro arrecado em atividades ilegais.

Esse povo não se preocupa em esconder que dezenas e dezenas de seus pastores hoje cumprem pena nos presídios de todo o país, bem pelo contrário, eles usam essa oportunidade com a desculpa de ressocializar os detentos, fato esse que não acontece, na verdade uma mão termina lavando a outra e o preso termina sendo favorecido por se declarar regenerado e adepto da palavra de Jesus.

Nessa sociedade preconceituosa que insiste em apresentar um Jesus de olhos azuis, o que se assiste todo dia é a soma da ousadia desses teoricamente religiosos somados a ignorância da maioria da nossa população vitimando os adeptos das religiões afro brasileiras.

Centenas de terreiros durante essa denominada por mim guerra (santa) foram destruídos, casas foram invadidas e sacerdotes foram agredidos.

Nesse momento temos que unir forças para coibir esses abusos, temos que reagir contra os evangélicos que cada vez mais se articularam contra nós.

Não esqueçam que de santos eles não tem nada, tudo é cuidadosamente planejado para destruir a nossa religião.

Vamos reunir o maior numero de pessoas para mostrar a nossa força e marcar essa data como o inicio de uma nova caminhada, dessa vez não vamos soltar pombos brancos, vamos soltar um grito de dor e de sofrimento pelas vitimas da guerra santa.

Vamos gritar bem alto que também somos brasileiros, pagamos impostos e exigimos respeito pela nossa religião.

No dia 20 de maio na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a voz dos òrìsàs deve ser ouvida, òrìsà fala através de nós.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Ética e orixá



Movimento de apoio aos Bàbáláwos e Bàbálòrísás brasileiros.
Vários padres foram prejudicados pelo Papa Bento XVI e vários foram interrogados e sofreram maus tratos, você viu algum deles declarar isso abertamente?

Vários pastores evangélicos estão presos nos presídios espalhados pelo nosso país, mas você viu algum membro da igreja evangélica falando sobre isso?

Os médicos cometem vários erros, mas você viu outro médico desfazendo de um colega?

Eu não quero dizer com isso que nós devemos esconder os erros das pessoas que fazem parte da nossa religião.

Devemos nos unir e examinar tudo isso juntos!

Vamos examinar com cuidado tudo que está sendo feito para prejudicar a nossa religião.

Necessitamos urgentemente discutir essas questões, no dia 20 de maio venha em São Paulo juntos somos mais fortes.



JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Os evangélicos pretendem nos destruir.



Autor: Oluwo Ifagbaiyin

Um conjunto de ações muito bem orquestradas está sendo implantada para varrer do território nacional a Religião de Òrìsà.

Existe atualmente no Brasil uma clara tentativa de rasgar a constituição Nacional e destruir o direito já assegurado por lei de nosso povo, os evangélicos estão montando um quebra cabeças astuciosamente na escuridão das lacunas jurídicas e nós não devemos permitir.

No estado de São Paulo atualmente um homem não pode levar o seu filho para assistir um ritual de sua religião.

A ideia da bancada evangélica é usar alguns dos artigos do Estatuto da criança e da adolescência contra as pessoas que querem levar suas famílias para participarem dos rituais feitos para os ÒRÌSÀS.

O plano é bem claro, todo menor de dezoito anos é proibido de participar de rituais religiosos que inclua sacrifícios de animais mesmo que esteja acompanhado de seus pais.

Isso fere mortalmente a nossa religião e nós não vamos nos calar, esse tipo de medida foi produzido não nos plenários e sim nas igrejas que são conhecidas por carregar dinheiro na cueca.

Uma brigada foi organizada no nordeste brasileiro e recebeu treinamento de guerrilha para invadir e destruir as casas de ÒRÌSÀ, por quanto tempo o povo de òrìsà vai aceitar isso?

Isso tudo faz parte de um plano das igrejas evangélicas, com a clara intenção de prejudicar as religiões afro brasileiras.

Todo cidadão brasileiro que tiver sua casa invadida deve reagir imediatamente e deve lutar COM TODAS AS ARMAS QUE TIVER PARA PROTEGER A SUA CASA A SUA FAMILIA E A SUA FÉ.

No dia 20 de maio em São Paulo iremos nos unir contra a intolerância religiosa da bancada evangélica.

MOVIMENTO JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES.



terça-feira, 4 de abril de 2017

O sucesso em dezesseis atos.



Autor: Babalawo Ifagbaiyin

A luta pelo poder no mercado de marcas é um animal agressivo e impiedoso que destrói aqueles que caem pelo caminho.

 Nessa guerra vale tudo, ninguém respeita ninguém e não existe lugar para sentimentos nobres.
Se você é um sonhador que adora trabalhar e ingressa em um desses seguimentos a trajetória pode ser bem dolorida. Porém o sucesso é fácil de atingir, difícil é manter em os resultados alcançados.

A determinação vai lhe projetar rapidamente, a grande maioria das pessoas não conhece aquilo que escolheram fazer.

Com o tempo a sua maneira de administrar o sentir transforma o que teoricamente não teria muitas novidades em um mercado novo e você começa a chamar a atenção.

 Tudo a acontece porque você sabe o que quer, a determinação é irmã siamesa dos bons resultados e você começa a viver a realização.

 Que em dezesseis atos em uma série de fatos descrevo:


1-Primeiramente você é aplaudido por pessoa do mesmo grupo que estavam desmotivados e que não produziam mais para esse seguimento, o seu sucesso é tanto que você alimenta indiretamente uma grande quantidade de pessoas. Inicialmente seus mais fervorosos seguidores.

2-Depois as pessoas que administram os grupos concorrentes começam a copiar o seu trabalho para igualar os seus resultados no seguimento.

 Não conseguindo resultados semelhantes aos atingidos por você inicia a fase do terror onde mentir e inventar defeitos para você se torna natural para eles.

3-Logo em seguida você se torna um ídolo para aqueles que fazem parte do seu seguimento local e eles passam a serem seus maiores incentivadores, nesse estágio você é tão agredido por seus opositores que a agressão deles termina lhe favorecendo.  

4- Quanto mais você cresce mais pessoas se beneficiam de seu trabalho e tudo parece que vai bem, a inveja e o ciúmes começam a transformar você em uma lenda, tudo que é feito contra você lhe beneficia.

5- Durante algum tempo a elite do seguimento que você representa se agrupa a sua volta para também se beneficiar com o resultado da sua projeção.

6- Após essa fase você percebe que está lutando em varias frentes fora e dentro do território hostil. O grande número de inimigos te surpreende, é tanta gente querendo te derrubar que você nem conhecia.

7- Aqueles que durante um bom tempo se mantiveram apáticos nesse momento tentam prejudicar o seu trabalho criando cópias idênticas de tudo que você faz.

8- A disputa por espaço começa a acontecer em seguimentos diferentes e nesse momento surgem as propostas de sociedade sempre muito lucrativas para todos menos para você. O jogo começa a ficar sujo e você começa a identificar as características mais negativas dos seres humanos.

9- Acreditando em seus princípios você continua trabalhando, confiante em seus superiores e em sua equipe pessoal. Lutando em varias frentes com dinamismo e empreendedorismo escrevendo uma nova história. Você faz um sonho se tornar realidade.

10- O sucesso tem um preço e você descobre que ele não é doce.
Nesse período você necessita fazer escolhas duras sacrificando tudo menos a sua integridade.

11- As traições começam e aqueles que juravam fidelidade na verdade buscavam formas de aprender o segredo de seu sucesso, como o sucesso é pessoal e eles não conseguem o mesmo resultado que você o inevitável acontece.
Diante do desespero iniciasse a injuria e a infâmia.

12- Você continua firme porque está lutando por aquilo que acredita.
 As criticas são muitas, mas não se sustentam, o seu trabalho é sólido e você confia que tem o apoio de seus incentivadores e seus pares.

13-A vontade de vencer foi tanta que seu trabalho obteve um imenso sucesso,
você está lutando a batalha decisiva e cada detalhe é importante.

14-É nesse ponto que a sua determinação desperta em seus pares um sentimento estranho que muitos não conseguem descrever. Amor vira ódio e sem perceber o seu sucesso começa a incomodar aqueles que lhe espelhavam boas ações.

15-A insegurança tenta se instalar e as dúvidas sobre que caminho seguir podem lhe enfraquecer, você precisa ser forte.

16-É nesse ponto que o destino lhe oferece duas opções ou você desiste e é esquecido ou atinge seus objetivos.


Então você decide escrever seu nome na lista da dos bem sucedidos em um ato de superação e dor.


terça-feira, 14 de março de 2017

Logística e o Ifá.



Autor: Bàbáláwo Ifágbaíyin

Essa noite conversei com uma pessoa que esta fora do país por telefone e ela me disse que mantém contato com algumas pessoas por questão de logística.

Interessante como os homens reagem sobre pressão, nesses momentos as pessoas mostram o seu interior.

Valores como carinho amor e respeito se perderam ao longo da árdua caminhada humana, o dito desenvolvimento apurou tanto o modo de pensar de alguns indivíduos que o bom senso desapareceu completamente.

Imaginem ter que manter um contato por simples interesse em logística.

A comercialização dos sentimentos é retratada ao longo da historia da humanidade até com certa naturalidade, mas a verdade é que toda vez que nos deparamos com esse tipo de situação percebemos como o ser humano ficou embrutecido.

O dinheiro e o poder se tornaram a força propulsora da humanidade, a relação inter pessoal passou a ser monitora concomitante com a conta bancaria.

O que nós devemos questionar diante desses fatos é até que ponto as pessoas usam as outras e se deixam serem usadas?

O empobrecimento das relações parece que é uma crescente, que infelizmente a poucos ainda se espantam, com esses fatos, embora em um ponto todos concordamos, sentimento está se tornando coisa do passado.

E viva a logística!

Evidentemente até que apareça outro ponto estratégico e logístico melhor, todos seguem amigos.

Devemos rezar para Òrúnmìlà para que o mundo moderno não nos envolva nesse mar de gelo chamado interesse.

Ifá mantenha-me digno diante de tudo isso, Ifá me mantenha forte diante desses fatos.

Ifá coloco meu destino em suas mãos.

Ajagunmale me julgue.

A terra é testemunha dos meus atos.

Edan me julgue.




terça-feira, 7 de março de 2017

O teorema da impossibilidade a critica e o Ifá.

Autor Babalawo Ifagbaiyin Agboola
Quando comecei a escrever sobre Òrìsà e a religião tradicional Yoruba há alguns anos atrás, imaginei tudo que eu passaria divulgando uma religião que veio da África em meio a pessoas preconceituosas e ignorantes.

Não houve nenhuma surpresa durante esses anos, embora quase sempre existam pessoas despreparadas comentando aquilo que elas não conhecem.

A história humana sempre foi assim é com preconceito que os idiotas manifestam suas opiniões sobre aquilo que seus cérebros codificam como impróprio ou inaceitável.
Conforme divulgado pela revista Veja na edição do dia 19/02/2016 sobre a educação no Brasil, quase a totalidade dos brasileiros não tem condições de fazer uma analise coerente daquilo que está lendo.
O estudo no qual se baseia a revista mostra que no Brasil hoje 73% da população sabem ler e escrever, mas 65% das pessoas tem algum nível de dificuldade para interpretar um texto.
A pesquisa sobre alfabetização chamou atenção para a dificuldade que os brasileiros têm para entender o que leem.
De acordo com a pesquisa, só 8% dos brasileiros estão no melhor índice de alfabetização e conseguem ler e interpretar qualquer tipo de texto, sendo assim a possibilidade de receber críticas de pessoas desprovidas de critérios lógicos para formalizar um raciocínio aceitável é de 92%, esses números retratam as dificuldades enfrentadas por alguém que se disponha a escrever publicamente sobre qualquer assunto que seja, em um país que não se preocupa com a educação.
O programa das Nações Unidas (ONU) divulgou que o Brasil desceu um degrau no ranking do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) no ano de 2015, Programa das Nações Unidas o (Pnud) diz que o nosso país foi ultrapassado até pelo Siri Lanka, uma ilha ao sul da Índia com cerca de 21 milhões de habitantes, que teve crescimento mais acelerado, o nosso país ficou em 75.º lugar, entre 188 nações e territórios reconhecidos pela ONU.
Baseado nisso a dificuldade das pessoas entenderem aquilo que estão lendo seria um reflexo direto da falta de educação e de alguns problemas relacionados à saúde.
O economista americano Arrow há quase cinquenta anos atrás ficou famoso descrevendo algumas questões sociais que aumentam ainda mais as dificuldades daqueles que tem coragem de escrever publicamente, Kenneth Arrow recebeu o premio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1972. Ele foi considerado um dos fundadores da moderna economia neoclássica.
Arrow é conhecido pela sua dissertação de doutoramento no qual se baseia a sua obra Social Choice and Individual Values, onde demostra o seu famoso "teorema da impossibilidade".        
O economista provou que, tendo em conta certos pressupostos sobre as preferências das pessoas por certas opções, é sempre impossível encontrar uma regra de eleição através da qual uma opção surja como a preferida.
É perfeitamente natural que haja divergência de opinião em questões que permitem uma interpretação baseada em documentos e fatos, porque cada pessoa pode ter um entendimento diferente.
O que não se aceita é a oposição sem respaldo articulada no berço da falta de informação e amamentada pela injuria ou conduzida por suposições.
A amplificação do teorema da Impossibilidade é uma realidade que em um país como o nosso se justifica com os índices da ONU, mas além desses agravantes existem números que trazem a luz uma realidade ainda mais brutal, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um ranking mundial de qualidade de educação. Entre os 76 países avaliados, o Brasil ocupa a 60ª posição.
O ranking foi definido a partir de resultados de testes de matemática e ciências aplicados nestes países, (dados divulgados no portal G1 e na rede Globo em 2016).
Brasil tem 3º pior índice de desigualdade do mundo apresenta uma baixa mobilidade social e educacional entre gerações (Jornal Estadão).
Em outra reportagem a revista Superinteressante diz que dentre os países estudados sobre os preços e serviços, o Brasil está em quarto lugar no ranking das nações com preços mais elevados, perdendo apenas para Índia, México e África do Sul, esse fato torna o acesso a uma boa educação quase impossível.
Um livro simples no Brasil custa aproximadamente 6,47% do salário mínimo, no nosso País o valor de um livro custa quase 10 vezes mais que na Alemanha, e cinco vezes mais do que na França.
Esses preços explicam parte dos fatos que justificam as dificuldades de algumas pessoas para entender textos e interpretar os fatos descritos em uma narrativa simples gerando criticas e comentários impróprios, na verdade o brasileiro não tem o habito de ler.
As pessoas que começaram a escrever sobre religião tradicional yorubá no Brasil nos últimos vinte anos em especial sobre Ifá têm seus textos ocasionalmente analisados por indivíduos sem nenhuma formação.
As criticas deveriam ser formuladas por pessoas que discordam criando um debate, no entanto o que se vê é uma oposição agressiva e insana que ao invés de construir com o debate tenta destruir apoiada em falácias.
Em 2010 escrevi uma frase que em alguns aspectos permanece bem apropriada para encerrar esse texto (percebi que meu caminho está traçado e que um grande número de pessoas pode não gostar do que eu escrevo, mas que um pequeno grupo de pessoas a partir desse trabalho começou a ver nossa religião de uma forma mais positiva).
“Não me falem da falta de conhecimento de poucos, me falem da sede de aprender de muitos, pois é para essas pessoas que escrevo”.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A ética religiosa e as frivolidades do lobo hesitante.


Autor: Bàbáláwo Ifagbaiyin Agboola

Assistindo as noticias de tudo que vem acontecendo no mundo e observando as pessoas nas relações interpessoais e na rede social me surpreendo bastante com o aquilo que os sociólogos chamam de desenvolvimento humano.

Seguindo um raciocínio lógico, comparo aquilo que a experiência de anos me permitiu observar com aquilo que estou vendo na atualidade e não tem como não ficar perplexo.

Vejo algumas coisas que sei que uma parte da humanidade não enxerga, não faço isso porque sou melhor ou pior que as outras pessoas, faço isso porque a tranquilidade e a experiência da idade me permitem.

As mudanças de hábitos na população humana estão sendo documentada por filósofos e pensadores á séculos e a retórica que estamos evoluindo me deixa um pouco confuso.

O pensar não é algo planejado, a inteligência de muitas pessoas é comparativa e não tenho como apagar minhas memórias, sendo assim o cruzamento de informações é inevitável e a comparação ocasional.

Assistindo os acontecimentos diários surgem em minha mente algumas conclusões que vou tentar expor sem ter a pretensão de parecer certo ou errado.

A alienação daqueles que se recusam a pensar e que como papagaios repetem o discurso exaustivamente divulgado que interessa a um grupo pequeno e muito inteligente que lucra com a falta de visão de muitos criou modismos equivocados disfarçados de uma roupagem que tenta ser atualizada e moderna. 

O povo com o tempo foi levado para uma teórica zona de conforto que pensar não é permitido, o resultado disso tudo é tido como desenvolvimento e os ditos intelectualizados terminaram se colocando em um patamar que os aparta da maioria como forma de negação e superioridade.
A questão é simples, se eu não concordo com tudo que está ai tenho que me esforçar para que haja mudanças.

Aquele que não participa da reunião que define as metas, está concordando com a decisão da maioria.
Se você não participar daquilo que vai ser decidido e que será a expressão da  vontade da maioria a sua ausência vai refletir como conivência.

Da mesma forma que se você não pergunta e esclarece as suas dúvidas você perpetua a ignorância.
Existe uma necessidade de participação que clama por mudanças e a luta entre a ética e a indiferença deixa muitas pessoas de fora dos debates.

A ética é o equilibro das decisões entre aquilo que eu quero e aquilo que eu posso ou devo fazer.
Será que seria antiético no meio do feriado eu falar sobre o desenvolvimento humano, será que seria antiético falar de religião e filosofia no meio do Carnaval.

Será que vai ser entendido esse chamamento, falar de ética e chamar a atenção das pessoas para a vida no meio do feriado é utopia?

No fim de semana recebi uma visita de um amigo, ele é o retrato da grande maioria das pessoas na vida moderna, ele falou o tempo todo de pessoas e em nenhuma ocasião falou de ideias.

Eu acho que ter um pensamento próprio está ficando fora de moda, à preguiça mental está conduzindo a mesmice e consumir é a palavra de ordem, tudo segue como planejado pelos senhores do poder.

Observei esse meu amigo enquanto estava hospedado em nossa casa, nas refeições  no  café, no almoço e no jantar a primeira coisa que ele colocava na mesa era o celular, a todo o momento ele verificava a rede social, exatamente como planejado por aqueles que venderam essa ideia, ele foi escravizado e não percebeu.

Eu queria falar sobre esse assunto com ele, eu posso falar, mas será que eu devo?

Seria improprio ou antiético?

A realidade é que na vida moderna as pessoas cada vez mais estão olhando para os seus interesses e apontar equívocos passou a ser denominado como chatice.

O ser humano está seguindo por um caminho que obriga a modismos e estar fora do sistema deixa você fora do grupo social.

Nos diálogos as pessoas falam dos carros, das casas e da aparência das outras pessoas.

Elas falam de quanto dinheiro e propriedades foram adquiridas por seus amigos e por elas mesmas, mas se recusam a falar sobre conduta e ética, será que pensar foi proibido e a frivolidade virou modismo.

Quando as pessoas chegam de visita na casa dos amigos à primeira coisa que fazem é pedir a senha do Wi Fi ele falam sobre carros e roupas dinheiro e marcas famosas, elas deixaram de olhar nos olhos das outras pessoas e esqueceram a importância do ser humano.

Os verbos começaram a ser conjugados somente na primeira pessoa do singular.

O raciocínio da maioria segue a mesma lógica se eu tenho muito dinheiro terei muitos amigos, mas se eu tenho muitos amigos terei muito dinheiro?

Esse é o grande problema da humanidade hoje, relações verdadeiras foram esquecidas e você vale quanto tem no banco. Em razão disso os consultórios dos psicanalistas estão lotados de indecisos que não sabem o que priorizar.

As pessoas dedicam muito tempo para ganhar dinheiro, falta tempo para as relações interpessoais e isso faz aflorar as carências, até porque quando na maioria das vezes elas existem tem um interesse embutido.

A quantidade é o parâmetro na vida moderna e quase sempre a equação é equivocada porque se tenho muito dinheiro, muitos amigos, porque não sou feliz?

A grande maioria das pessoas das pessoas desconhece que a felicidade é um sentimento esporádico que pode ser vivido sozinho, e isso é facilmente comprovado.

Quando recordamos bons momentos ficamos felizes mesmo estando longe das pessoas que amamos, esse raciocínio indica que se temos boas lembranças não precisamos de muitas pessoas para ser feliz, a felicidade certamente não está na quantidade de amigos que temos.

Acredito que a missão de um religioso é incentivar as pessoas a enfrentar seus problemas e para isso devemos examinar essas questões, sinto que embora alguns sacerdotes prefiram se mostrar indiferentes a problemática humana fugindo dos debates, a responsabilidade deles reflete contribuindo com o processo ilusório.

As pessoas sensatas estão se calando com medo de serem agredidas, elas temem ser hostilizadas e terminam contribuindo com suas atitudes para mesmice do processo.

Me nego a compactuar com o pensamento de alguns sociólogos que defendem que a degradação humana é parte do processo seletivo e evolutivo.

A verdade é que muitas pessoas quando percebem o quanto é artificial as suas vidas já não conseguem soltar as amarras das frivolidades.

Essa conjuntura termina sendo transferida para os espaços religiosos e a busca termina sendo um simples reencontro com as decepções.

Pessoas limitadas e fixas e conceitos estipulados pelo poder buscam nas casas de religião aquilo que elas desejam ouvir e um sacerdote sem caráter termina usando isso em seu beneficio gerando assim um processo que se retroalimenta com as frustações e excreta ilusão.

O tempo está passando e a evolução humana está sendo contaminada com o desejo de riqueza e poder, as frivolidades estão ocupando todos os espaços com o consentimento da ignorância e a falta de objetivos concretos embriaga as vitimas do marketing bem elaborado.

A realidade convém a um pequeno grupo que governa o pensar da maioria, contudo existe uma saída, jovens pensadores devem ser estimulados incentivados, os modismos que limitam o homem devem ser esquecidos e o processo evolutivo deve ser retomado.

Sabemos que os lideres políticos não vão alterar o sistema por conveniência, cada um visa exclusivamente comercializar o que seus países produzem melhorando assim suas posições no tabuleiro do jogo de poder.

A humanidade está atravessando um período critico e isso aumenta a responsabilidade dos líderes religiosos, a capacitação de novos sacerdotes pode implicar diretamente na renovação do pensamento humano, afinal de contas esse era o plano de Deus quando mandou para a terra Jesus, Maomé e Òrúnmìlá.

 Os representantes de Deus sempre tiveram a missão dura de corrigir o pensar humano, não me surpreenderia se Deus estivesse reciclando os representantes atuais, tendo em vista que a dialética está sendo substituída pela negociata.

Os pastores estão ficando mais sujos que grande parte de seus rebanhos, com isso os lobos estão hesitantes e inseguros na hora do abate, eles sentem receio de se contaminarem com a ingestão de suas vitimas.