Tipos de sacerdotes
O sacerdote
honesto diz o que ele interpreta da palavra de Orunmila.
O sacerdote
mediano expressa o que pensa.
E o
sacerdote inferior fala o que as pessoas querem ouvir.
Autor: Oluwo Ifagbaiyin Agboola
O Oluwo Ifagbaiyin criou o Projeto Ifá é para todos que fez mais de três mil iniciações. Celular/watsap 011-95478 5170 Email aworoase@hotmail.com
O sacerdote
honesto diz o que ele interpreta da palavra de Orunmila.
O sacerdote
mediano expressa o que pensa.
E o
sacerdote inferior fala o que as pessoas querem ouvir.
Autor: Oluwo Ifagbaiyin Agboola
As vezes as
pessoas têm uma impressão errada de nós, por essa razão faço questão de relatar
algumas passagens da minha vida:
QUANDO MINHA
MÃE DEIXO-ME, EU NÃO ESTAVA COM ELA PORQUE EU ESTAVA ME
DEDICANDO AO ORISA.
Quando meu
pai me deixou eu estava em outro país me dedicando ao Orisa.
Quando meu
filho se formou em direito eu estava em outro estado me dedicando ao orisa.
Quando meus
netos nasceram eu estava em outro estado me dedicando ao orisa.
Tudo que se fazia parte da minha rotina foi trocado pela
dedicação ao orisa.
Hoje fui
surpreendido com a emoção de estar em minha casa com a pessoa que eu amo
ouvindo música.
Pela
primeira vez esse ano eu parei, parei para descansar, parei e escutei o meu
coração me dizer ( que eu sou um sacerdote e que essa foi à minha escolha antes
de nascer, ouvi ele dizer que eu sou um Bàbàláwo, que minha vida pertence ao
orisa. Entendi que minha vida é iniciar pessoas, mostrar para elas aquilo que
eu mais amo, minha fé).
E com
eufemismo eu descrevo um interregno como sendo o espaço no tempo que paralisa
tudo que eu não quero parar de fazer.
Oluwo
Ifágbaíyin Awolola Agboola
Hoje eu
estava conversando com um iniciado da nossa Egbe e expliquei para ele que o Ifá
liberta.
Ele me
perguntou, como assim Baba Ifagbaiyin?
Eu expliquei
que a informação liberta e que após a iniciação a pessoa recebe muitas
informações e esses dados transformam a vida do iniciado libertando das
crendices e da ignorância.
Em algumas
pessoas iniciadas reajam diferente das
outras com as informações que elas recebem após a sua iniciação.
Essa nossa conversa me trouxe algumas lembranças da minha infância, em especial
essa que passo a descrever:
Um dia meu
pai chegou do trabalho e me perguntou porque o
pássaro que eu tinha em uma gaiola próxima a porta estava triste.
Eu respondi
ao meu pai que ele era muito brabo e que ele batia com a cabeça nas grades da
Gaiola e não conseguia sair, isso deixava alguns ferimentos e ele entristeceu.
Então meu
pai olhou para mim e me pediu para soltar todos os meus pássaros.
Eu pensei
bastante, mas em respeito a figura paterna abri todas as gaiolas.
Um saiu da
gaiola rapidamente quando eu abri a porta, ele bateu as asas tão forte e
desesperadamente que se chocou contra uma cerca e terminou morrendo.
Alguns não quiseram sair das gaiolas.
Quando
soltei um que eu dava bastante carinho ele ficou messes indo e vondo na nossa
casa.
Quase todos
pa dias eu acordava com ele cantando.
Com os
iniciado na nossa religião também acontece assim situações semelhantes.
Alguns voam
tão rapidamente para longe de nós que
até nos deixam surpresos, outros, ,(na sua ignorância) se chocam contra as
paredes e ficam bastante afetados.
Alguns não
conseguem entender que a informação liberta e permanecem na gaiola, mas alguns
antes de seguir seu caminho tentam
nos agredir como se culpados
fossemos da sua ignorância. Essas pessoas foram humilhadas e enganadas por
tantos anos que quando você explica que
elas foram ludibriadas e que na religião de orisa não existe nada disso,
elas ficam tão decepcionadas que não conseguem reagir com tranquilidade.
O saber
liberta e impulsiona o viver, infelizmente algumas pessoas ficaram anos sem
aprender nada acreditando que a religião se mantém com a falta de conhecimento
e que a religião sobrevive de submissão e falta de informação.
Não é
verdade, em todas as religiões os sacerdotes divulgam a religião com um
conhecimento fruto de décadas de estudo.
Na religião
de orisa você não é obrigado a estudar para ter fé, a fé se mantém naquilo que você desconhece,
fé é crença é paixão é admiração.
Admiração essa que alguém que dedicou
anos estudando fez despertar em nós com o seu conhecimento.
Algumas
pessoas ficam tanto tempo presas pelas correntes da falta de saber que se
acovardam diante da porta que se abre.
Foi pensando
em oferecer respostas que criamos a Escola Superior de Ifá ESI (a palavra ESI em yoruba quer fizer
resposta.
Espero que
todos vocês nos alunos do Curso de Babalorisa/ Iyalorisa encontre com as
informações aqui divulgadas as chaves que abrem os grilhões que ainda aprisionam o nosso povo a falta de informação
sobre a nossa religião.
Autor: Oluwo
Ifagbaiyin Agboola
Muito se tem
falado sobre a hierarquia no culto de orisa no Brasil, isso contribui para o
enriquecimento das informações sobre a religião Afro Brasileira, mas
infelizmente sobre a hierarquia no culto de Ifá é muito raro encontrar
informações confiáveis, sendo assim na tentativa de contribuir com as informações
disponíveis em nosso país estamos divulgando as orientações por nós recebidas
em território yoruba.
- Primeiro
escalão, grupo conhecido como Iwarefa.
ARABA
(Oluawo)
O titulo de
Araba é o mais importante dentro do culto de ifá, normalmente em terras yorubas
um Araba é escolhido com base em três critérios:
-Conhecimento
inquestionável
-Conduta
ilibada
-Apoio
unânime
O Araba
representa o grupo de Babalawos de uma cidade ou de um país, o que nos leva a
seguinte conclusão, as cidades com maior população de Babalawos tem um critério
de escolha mais exigente do que as cidades de pequenas populações.
Em uma
cidade grande para que um Babalawo se torne um Araba ele será questionado por
um grupo maior de sacerdotes.
Esses
questionamentos podem durar dias, e somente quando todos Babalawos estiverem
satisfeitos com as respostas, a data da cerimônia será marcada.
Observação:
em uma cidade muito pequena com um grupo muito pequeno de Babalawos a escolha
de um Araba pode ser imediata desde que exista o apoio do grupo.
Existe
também uma forma carinhosa de intitular o Babalawo mais velho em um Ile Ifá que
muitas vezes é confundido com o acima mencionado, já que carinhosamente o mais
velho dos sacerdotes dentro da família pode ser chamado de Araba, importante
não confundir esse titulo familiar restrito há casa da família com o Araba de
uma cidade ou de um país.
AWISE
No Brasil o
titulo de Awise foi divulgado de forma errada, um Awise fala em nome da família
autorizado pelo seu Oluwo ou Araba, sendo assim deve ser um Babalawo bastante
experiente.
ÁÁRE AWO
Babalawo com
responsabilidade e honestidade inquestionável, líder dos bababawo no Ile Ifá.
Babalawo
de confiança do Araba, auxilia o Akoda o
Aseda e o Awise para representar o Araba em solenidades e eventos religiosos.
AKODA
Babalawo
Agbalagba preparado para substituir o Araba em caso de morte ocupa
imediatamente o cargo do Araba mantendo os rituais mesmo no período de luto.
ASEDA
Babalawo
Agbalagba, o terceiro na hierarquia, preparado para substituir o Akódá.
AGBONGBON
Babalawo
especialista em Oriki, considerado a memoria da família, capaz de recitar o
conhecimento contido nos versos de ifá durante dias e noites.
ERINMI
Babalawo com
conhecimento inquestionável sobre os rituais secretos no Ile Ifá.
AGIRI
Babalawo
experiente com profundo conhecimento sobre odu.
ALAKEJI
Esse titulo
só pode ser usado por um Babalawo muito experiente ele substitui o Oluwo dentro
do Ile Ifá em todas as situações com exceção das iniciações.
ALARA
Babalawo
experiente especialista na relação com os iniciados, e iniciações em geral.
OKUNMERI
Babalawo
especialista nas cerimonias internas.
AGUNSIN
Babalawo
experiente que acompanha o primeiro escalão em rituais ou festejos externos,
responsável pelo deslocamento dos membros do Egbe Ifá.
ARANISAN
Babalawo
experiente que orienta cerimonia diante de Osun, no ritual de itefa.
AMUKINRO
Babalawo
experiente que orienta os iniciados dentro do Ile Ifá em cerimonias que é
consultado ikin.
KAWOLEHIN
Babalawo
experiente que orienta os iniciados em rituais e festejos internos e externos.
OLUWO
Existem dois
títulos diferentes descritos pela palavra Oluwo, um dentro do ifá e outro
dentro da sociedade Ogboni imediatamente superior ao título de Apena na
hierarquia.
Nessa
abordagem vamos analisar o titulo restrito ao culto de Orunmila.
O Oluwo pode
ser escolhido ou não entre os cargos acima citados.
O Oluwo é um
Babalawo que tem autorização para iniciar outros Babalawos, não devemos
confundir com Olodu, (Babalawo que possui o assentamento de Iya Odu), o fato
isolado de possuir Iya Odu, não o torna um Oluwo.
O Oluwo é o
sacerdote que tem a responsabilidade sobre as cerimonias de itefa e Ìtélodú,
sendo assim todas as situações que passo a descrever devem ter a autorização do
Oluwo:
-Consultar
ifá com opele ou ikin.
-Submeter se
a ebó ou etutu.
-Participar
de iniciações ou festejos referentes ao culto de Orunmila e Orisa.
-Fazer
iniciações e consultas.
OJUGBONA
O Ojugbona é
o Babalawo que participou da iniciação que tem a função de treinar, mas não tem
o poder de autorizar o novo awo para que faça iniciações ou consultas.
BALOGUN
Balogun é um
titulo muito importante o Babalawo escolhido para essa função deve ser muito
experiente para lidar com as questões que envolvem os rituais e as relações
internas e externas da família, no tocante a proteção do Ile Ifá, e seus
membros.
SOKINLOJU
Esse titula
deve ser dado a um Babalawo antigo dentro do Egbe é uma espécie de observador
com autoridade para corrigir erros e procedimentos no dia a dia do Ile Ifá.
AKOGUN
Esse titulo
só pode ser dado para um Babalawo experiente, normalmente o Akogun auxilia ou
substitui o Balogun.
SUREPAWO
Esse titulo
pode ser ocupado por um Babalawo jovem, o Surepawo é encarregado de pagamentos,
compras e afazeres fora do Ile Ifa.
ASAWO
Babalawo
jovem ou Awo kekere que auxilia o Surepawo.
IYANIFA
O nome
Iyanifa é muito confundido, considerando se que pode ser usado em duas
situações diferentes.
-Iyanifa
(aquela que possui ifá, sacerdotisa), também conhecida como Iyaonifa.
-Iyanifa
(toda mulher submetida à itefa).
IYA APETEBI
-Iya apetebi
na religião tradicional yoruba é a esposa do Babalawo.
Observação:
normalmente as iya apetebis devem ser iniciadas em Osun.
IYANIFA IYA
APETEBI
No caso da
Iyanifa Iya Apetebi (Aiya) esposa do Oluwo, do Egbe Ifá, as exigências são
maiores em razão da alteração da hierarquia considerando que o titulo é
superior aos demais remetendo imediatamente a Iya Apetebi e Iyanifa a o segundo
cargo dentro do Egbe ifá.
IYALODE AWO
Iyanifa
líder das mulheres no Egbe Ifá
AJIGBEDA AWO
Iyanifa
experiente auxiliar da Iyalode.
Em cada
família a hierarquia pode sofrer alterações mas de um modo geral o processo é
semelhante, sendo assim devemos aclara que a expressão primeiro e segundo
escalão em nosso texto foi usada por não nos ocorrer no momento palavra mais
adequada, em nenhum momento com intenção de diminuir ou menosprezar os demais.
*Baseado nos
ensinamentos do Araba Awodiran Agboola.
INGLÊS
Ifá and the
hierarchy.
Author:
Oluwo Ifagbaiyin Agboola
Much has
been said about the hierarchy in the cult of orisa in Brazil, this contributes
to the enrichment of information about the Afro-Brazilian religion, but
unfortunately it is very rare to find reliable information about the hierarchy
in the cult of Ifá, so in an attempt to contribute to the information available
in our country we are sharing the guidance we received in Yoruba territory.
- First
echelon, group known as Iwarefa.
ARABA (Oluawo)
The title of
Araba is the most important within the cult of Ifá. Normally, in Yoruba lands,
an Araba is chosen based on three criteria:
-Unquestionable
knowledge
-Immaculate
conduct
-Unanimous
support
The Araba
represents the group of Babalawos of a city or country. This leads us to the
following conclusion: cities with a larger population of Babalawos have a more
demanding selection criterion than cities with smaller populations.
In a large
city, for a Babalawo to become an Araba, he will be questioned by a larger
group of priests.
These
questions can last for days, and only when all the Babalawos are satisfied with
the answers will the date of the ceremony be set.
Note: in a
very small city with a very small group of Babalawos, the choice of an Araba
can be immediate, as long as there is support from the group.
There is also an affectionate way of titleing
the oldest Babalawo in an Ile Ifá that is often confused with the above, since
affectionately the oldest of the priests within the family can be called Araba,
it is important not to confuse this family title restricted to the family home
with the Araba of a city or country.
AWISE
In Brazil,
the title of Awise was incorrectly publicized. An Awise speaks on behalf of the
family, authorized by his Oluwo or Araba. Therefore, he must be a very
experienced Babalawo.
- Second
echelon in Egbe Ifá.
ÁÁRE AWO
A babalawo
with unquestionable responsibility and honesty, leader of the babalawos in Ile
Ifá.
A babalawo
trusted by the Araba, he assists the Akoda, the Aseda and the Awise to represent
the Araba in religious ceremonies and events.
AKODA
Babalawo
Agbalagba prepared to replace the Araba in case of death, immediately assumes
the position of Araba, maintaining the rituals even during the period of
mourning.
ASEDA
Babalawo
Agbalagba, the third in the hierarchy, prepared to replace the Akódá.
AGBONGBON
Babalawo
specialized in Oriki, considered the family memory, capable of reciting the
knowledge contained in the verses of Ifá for days and nights.
ERINMI
Babalawo
with unquestionable knowledge of the secret rituals in Ile Ifá.
AGIRI
Experienced
babalawo with deep knowledge of odu.
ALAKEJI
This title
can only be used by a very experienced Babalawo. He replaces the Oluwo within
Ile Ifá in all situations, except initiations.
ALARA
Experienced
Babalawo, specialist in the relationship with initiates and initiations in
general.
OKUNMERI
Babalawo
specialist in internal ceremonies.
AGUNSIN
Experienced
Babalawo who accompanies the first echelon in external rituals or celebrations,
responsible for the movement of the members of Egbe Ifá.
ARANISAN
Experienced
Babalawo who guides the ceremony before Osun, in the itefa ritual.
AMUKINRO
Experienced
Babalawo who guides initiates within Ile Ifá in ceremonies where ikin is
consulted.
KAWOLEHIN
Experienced
Babalawo who guides initiates in internal and external rituals and
celebrations.
OLUWO
There are
two different titles described by the word Oluwo, one within Ifá and another
within Ogboni society immediately superior to the title of Apenna in the
hierarchy.
In this
approach we will analyze the title restricted to the cult of Orunmila.
The Oluwo
may or may not be chosen from among the positions mentioned above.
The Oluwo is
a Babalawo who has authorization to initiate other Babalawos, we should not
confuse him with Olodu, (Babalawo who has the settlement of Iya Odu), the
isolated fact of having Iya Odu does not make him an Oluwo.
The Oluwo is the priest who is responsible for
the itefa and Ìtélodú ceremonies, so all the situations that I will describe
must have the authorization of the Oluwo:
-Consulting
Ifá with opele or ikin.
-Submitting
to ebó or etutu.
-Participating
in initiations or celebrations related to the cult of Orunmila and Orisa.
-Performing
initiations and consultations.
OJUGBONA
The Ojugbona
is the Babalawo who participated in the initiation and whose function is to
train, but does not have the power to authorize the new awo to perform
initiations or consultations.
BALOGUN
Balogun is a
very important title; the Babalawo chosen for this role must be very
experienced in dealing with issues involving rituals and the internal and
external relationships of the family, with regard to the protection of Ile Ifá
and its members.
SOKINLOJU
This title
should be given to an old Babalawo within the Egbe, a kind of observer with the
authority to correct errors and procedures in the day-to-day running of Ile
Ifa.
AKOGUN
This title
can only be given to an experienced Babalawo, normally the Akogun assists or
replaces the Balogun.
SUREPAWO
This title
can be held by a young Babalawo, the Surepawo is in charge of payments,
purchases and tasks outside of Ile Ifa.
ASAWO
A young
Babalawo or Awo kekere who assists the Surepawo.
IYANIFA
The name
Iyanifa is often confused, considering that it can be used in two different
situations.
-Iyanifa
(the one who possesses ifá, priestess), also known as Iyaonifa.
-Iyanifa
(any woman subjected to itefa).
IYA APETEBI
- In the
traditional Yoruba religion, Iya Apetebi is the wife of the Babalawo.
Note:
normally, the Iya Apetebis must be initiated in Osun.
IYANIFA IYA
APETEBI
In the case
of Iyanifa Iya Apetebi (Aiya), wife of the Oluwo of the Egbe Ifá, the
requirements are greater due to the change in hierarchy, considering that the
title is superior to the others, immediately referring to Iya Apetebi and
Iyanifa to the second position within the Egbe Ifá.
IYALODE AWO
Iyanifa,
leader of the women in the Egbe Ifá
AJIGBEDA AWO
Iyanifa,
experienced assistant to the Iyalode.
In each family the hierarchy may undergo
changes but in general the process is similar, so we must clarify that the
expression first and second echelon in our text was used because we could not
think of a more appropriate word at the time, at no time with the intention of
diminishing or belittling the others.
(Araba
Awodiran Agboola)
Babalawo de fato
Existem
várias definições da palavra Babalawo, mas a mais conhecida é pai do segredo,
pai do conhecimento das coisas materiais e espirituais.
Seria muito
bom se fosse assim, se todo Babalawo fosse o pai ou senhor do segredo, porém a
realidade é muito diferente daquilo que imaginamos, assim como nas demais
profissões, os sacerdotes de Orunmila precisam estudar e se especializar para
que conquistem o respeito de sua comunidade.
No Ifá é
exigido muito estudo, muita dedicação, assim como anos de trabalho, mas só isso
não é o suficiente.
Não é toda a
pessoa que é submetida a um Itelodu que vai ser um Babalawo, o ritual
credencia, mas não habilita.
No Itelodu,
os rituais possibilitam que o iniciado tenha acesso a inúmeras informações que
com o tempo podem contribuir para que ele obtenha a permissão para atender.
Autor: Oluwo
Ifagbaiyin Agboola
Justificar
que ladrões usem o nome dos òrìsàs porque o país vive uma crise financeira é
assumir um crime de coautoria em estelionato.
Em tempos de
falta de recurso e abundancia de falta de caráter a desonestidade quase vira
regra, a marginalidade cria um modismo onde ser honesto é sinônimo de otário.
Não precisa
ser muito esperto para perceber o cheiro ruim nas lacunas das mensagens vindas
da terra mãe que seus filhos tudo vendem.
Nas
madrugadas qualquer òrìsàs se compra, todos os escrúpulos se perdem e as
negociações transformam o sagrado em profano.
Compradores
nacionais ansiosos para revenderem o que nunca mereceram, alimentam a máquina
da ignorância com o dinheiro sujo proveniente da ilusão fanática ou criminosa.
Que a
religião tradicional yoruba segue em perfeita ordem do outro lado do oceano
ninguém poderia negar, mas sobre o caráter de muitos de seus representantes em
seu pior aspecto a clareza da verdade desnuda.
Transferências
bancárias confirmam a chegada de supostos assentamentos para supostos
sacerdotes que supostamente acreditaram em supostos dignos descendentes de
idôneos personagens.
E a multiplicação daqueles que não comeram obi
e que não sentiram o gosto do sangue em suas bocas alimenta fluxo e refluxo da
indignidade.
Já não
bastava os criminosos daqui, será que vamos ter que aturar estrangeiros
travestidos de homens éticos.
Expor a
ferida é uma das formas de trata-la, sem que se saiba em profundidade de tudo
que está acontecendo, enquanto idiotas curtem mais uma postagem, assentamentos
de òrìsàs seguem sendo entregues pelo correio.
A cada dia
que passa uma nova vítima posta fotos com certificado em suas mãos atestando a
imbecilidade, é mais um que foi enganado e que agora documentado se transforma
em caçador na rede social.
Nas conversas disfarçadas as fileiras do
exército da corrupção crescem, será que é tão difícil perceber que se tempo
sobra para a socialização é porque o habito de trabalhar desapareceu.
Os
desocupados são sempre muito simpáticos.
Os livros
seguem sendo vendidos e as apostilas comercializadas com descaramento próprio
da marginalidade.
A farsa
segue e mais um internauta se faz passar por sacerdote de Òrìşà.
Autor:Oluwo
Ifagbaiyin Agboola
A história do Ifá no Brasil
Um político
e cientista italiano chamado Antônio Gramsci formulou o conceito de hegemonia.
Para Gramsci, hegemonia é o domínio de uma classe social sobre as outras, em
termos ideológicos, em especial da burguesia com as classes de trabalhadores.
Em nível
conceitual, a hegemonia indica um equilíbrio entre o domínio e a liderança.
Em sentido
figurado, a hegemonia indica uma supremacia ou poder de um elemento sobre
outro, podendo ser pessoas ou coisas.
Historicamente
o Ifá no Brasil deve homenagem a dois homens, o Bàbàláwo Nigeriano Fabunmi
Sowunmi e o Bàbàláwo cubano Rafael Zamoura, esses dois sacerdotes construíram a
imagem inicial do Ifá no Brasil.
O cubano
Rafael Zamoura foi á pessoa que mais iniciou em Ifá no estado do Rio de
Janeiro, com seu trabalho o sacerdote (Ogundakete) plantou uma semente que
mantem até os dias de hoje o Ifá em destaque na cidade Carioca.
O Nigeriano
Fabunmi Sowunm participou de um trabalho feito no estado de São Paulo no
instituto Odùduwà de propriedade do babalorixá Siriku Salami, Baba Fabunmi com
carinho e seriedade fez muitas iniciações em Ifá no estado de São Paulo, o
sacerdote durante o tempo que esteve em nosso país ajudou a divulgar a religião
tradicional yoruba.
O trabalho
da família Aworeni do Ifá tradicional nigeriano também é muito conhecido no
Brasil, principalmente no estado de São Paulo. Alguns dos Bàbàláwos dessa
família também fizeram um trabalho de divulgação do ifá no Uruguai e Argentina.
Hoje a
família que mais inicia em Ifá no Brasil é a família Agboola, esse trabalho foi
iniciado á quase quinze anos pelo Bàbàláwo Oyeniyi Agboola.
Amanhã ou
depois outras famílias poderão escrever uma história diferente no Ifá
brasileiro, com mais sucesso ou com mais iniciações, com outros excelentes
sacerdotes, mas a memória desses nossos antepassados deve ser respeitada.
A
contribuição de Rafael Zamoura, Ifabunmi, Nelson Odi meji, Adilson Ogbe bara e
tantos outros devem ser vista com carinho por todos aqueles que hoje fazem
parte do Ifá brasileiro.
A hegemonia
terminou, hoje temos inúmeras famílias divulgando o culto a Òrúnmìlà em nosso
país, vamos olhar para o futuro com o respeito que nossos antepassados merecem.
Houve um
tempo que o ifá era cultuado somente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo,
hoje o culto a Òrúnmìlà esta presente em todo o território nacional.
Nós somos responsáveis por manter a imagem e o
respeito que os orixás e seus sacerdotes merecem, o Ifá e os nossos
antepassados merecem a nossa dedicação.
A união
entre as famílias pode fortalecer o culto a orixá em terras brasileiras, juntos
podemos identificar as pessoas que prejudicam o trabalho de nossos
antepassados, agindo assim vamos garantir o respeito a nossos descendentes.
A história
não vai ser diferente, em um futuro alguém vai escrever sobre o Ifá novamente,
se o seu nome vai ser citado amanhã depende do seu comportamento hoje.
Um Bàbàláwo tem que ser um exemplo, o
sacerdote de Ifa tem um compromisso com a verdade e com a honestidade, nenhuma
pessoa se faz Bàbàláwo ela nasce Bàbàláwo, infelizmente algumas com o passar do
tempo se afastam dos seus destinos.
O itelodu da
inicio a caminhada de um Bàbàláwo, a cerimônia é a retomada do destino, mas é o
caráter do iniciado que vai caracterizar o seu comportamento, é com suas
atitudes que ele vai conquistar o respeito e o direito de ser reconhecido como
sacerdote.
Ser um Bàbàláwo é uma eterna busca pelo seu
melhor, é a manutenção permanente do bom caráter, é a elevação do espirito com
base no conhecimento da doutrina de Òrúnmìlà.
Esse texto é
uma homenagem á aqueles verdadeiros Bàbàláwos que escreveram a história do Ifá
no Brasil.
Autor: Oluwo
Ifagbaiyin Agboola.
Por que o Ifá é indicado para quem segue a Umbanda? Quando me pediram para escrever sobre a Umbanda e o Ifá, pensei muito antes de aceit...